domingo, 26 de dezembro de 2010

Tipos de Consciência


Recentemente visitei o site da Dra. Suzane Lie Caroll, Phd em Psicologia Clinica, e encontrei alguns textos falando sobre a consciência. Achei interessante e traduzi uma parte, que acredito, possa ser uma boa matéria para reflexão.

Consciência Dependente

O primeiro tipo de consciência que temos ao nascer é uma dependente. Este tipo de consciência é aquele onde o ser ainda necessita de outros para viver neste mundo. Quando crianças nós não temos nenhuma individualidade e somos completamente dependentes daqueles que nos criam. Sem amor e proteção de alguém não sobreviveríamos. Nesta fase da vida não temos consciência de nossa individualidade e nos percebemos como uma parte de nossos pais. Isto quer dizer que nós ainda não estamos conscientes da separação que o nosso novo corpo físico criou. Quando as crianças crescem, vão tornando-se aos poucos mais conscientes de sua individualidade. No entanto ainda estão dependentes dos outros para sua sobrevivência física e que lhes ensinam as regras para sobreviver neste mundo da realidade tridimensional.

Durante a infância, a experiência consciente das dimensões superiores ainda é forte, porque uma criança ainda não "aprendeu" a esquecer o seu lar de origem. Nesta fase, a consciência do mundo físico que a rodeia é em grande parte limitada pelas crenças e percepções da sua família e / ou daqueles que a criaram. (este é um ponto que os pais deveriam estar muito atentos.) Como na infância, temos a consciência familiar, se nossa família vive com medo, aprendemos a ter medo. Se, por outro lado, nossa família é amorosa, nós aprendemos a viver com amor e assim por diante. Isto uma vez assimilado se transforma em nossa verdade. Quando nos tornamos adultos, se não mudarmos este conceito, acabaremos por transmitir aos nossos filhos tal tipo de consciência quer ela tenha um bom ou mau aspecto.

Consciência Independente

Quando nossas percepções da família são limitadas unicamente ao mundo físico, somos ensinados a esquecer os nossos "mundos imaginários", sob alegação: "Não, isso é impossível" ou "É apenas a sua imaginação", ou ainda, "Você deve ter sonhado porque isto não é real". Então para nos adaptarmos a este novo e limitado mundo, aprendemos a acreditar que a terceira dimenção é a única real e todos os outros mundos são apenas de "faz de conta". Portanto, as crenças de nossa família geralmente tornam-se as nossas crenças e a sua realidade acaba se tornando a nossa realidade.

Quando porém, chegamos a adolescência, passamos a assimilar uma consciência de comunidade e a nossa consciência se expande para incluir os nossos amigos e suas famílias. A nossa independência crescente nos dá a oportunidade de nos tornarmos mais individual em nossas crenças e em nossas ações. Temos então uma oportunidade de liberar algumas crenças limitantes que haviamos aceitado de outras pessoas. Talvez venhamos a recuperar as memórias da infância do nosso verdadeiro Eu.

Alguns adolescentes conseguem guardar memórias de dimensões acima da terceira como tesouros secretos. Infelizmente, a maioria de nós esquece o verdadeiro Eu, "amadurecendo". Pode-se dizer, figurativamente, que "assinamos" um contrato de exclusividade com esta terceira dimensão. Depois gastamos um longo período da vida adulta tentando lembrar o que já sabiamos quando eramos criança.

Existem pessoas que foram capazes de manter uma conexão consciente com a sua verdade interior e por isso acabaram sendo alijadas do grupo onde vivem se tornando impopulares durante os anos de seu desenvolvimento. Como não encontram bastante conforto e apoio no seu circulo, são forçados a introverter-se para satisfazer as suas necessidades, pois só assim sua ligação com a origem sutil pode ser mantida.

Ao nos tornarmos adultos jovens, passamos a assumir maior responsabilidade em nossa vida. Se nossos pais fizeram bem o seu trabalho, eles nos prepararam pouco a pouco para que nos tornassemos mais e mais independentes. Algumas pessoas, no entanto, arriscam-se a perder o seu pensamento independente quando ficam ansiosas por "ser aceitos" em um determindado grupo que vive unicamente nos limitados padrões e pensamentos deste mundo físico.

Como adultos, nós expandimos nossa visão da realidade e começamos a desenvolver a consciência nacional. Nosso mundo fica então, maior e nos tornamos capazes de superar esta consciência independente. Quando nos casamos e temos filhos ou galgamos posições de mais responsabilidades no nosso trabalho, descobrimos que ser independente não é suficiente. Precisamos nos tornar confiáveis.

Houve uma geração conhecida como Baby Boomers (*) que quebrou as regras da realidade coletiva e lutou por seu próprio mundo. Hoje essas crianças estão se tornando pais. Estes adultos dão mais liberdade de descoberta e imaginação a seus filhos respeitando-os como uma expressão da sua verdade pessoal.

Consciência Confiável

Parece que os Baby Boomers nasceram com a missão de preparar o mundo para a consciência planetária do novo milênio. A energia feminina está sendo despertada do seu longo sono durante o regime patriarcal, e ela está chamando para uma consciência do seu planeta. Este despertar do poder feminino abre uma oportunidade para a mistura do enfoque mais individual da energia masculina e o foco mais coletivo da energia feminina. Deste modo, podemos manter a nossa identidade pessoal, enquanto nós experimentamos a unidade com toda a vida que é o núcleo da consciência de uma dimensão mais elevada.

Quando os Baby Boomers nasceram nas décadas de 40 e 50, havia regras estritas sobre o que uma mulher poderia fazer, diferente daquilo que um homem poderia fazer. Hoje, em muitas partes do mundo, essas regras foram suspensas e os homens e as mulheres são livres para expressar sua criatividade da maneira que escolherem.

Com o advento da TV e da rede internacional de computadores, a Terra tornou-se um lugar pequeno e qualquer coisa que aconteça em qualquer lugar pode ser imediatamente comunicada ao mundo inteiro. Assim como os limites que definiam o comportamento "adequado" masculino e feminino foram relaxados, as fronteiras nacionais tanbém tendem a tornar-se mais fracas. É quando temos consciência planetária que vemos todos os aspectos da natureza, em todo o mundo, como um aspecto da nossa própria consciência. Temos então, que ser confiáveis não apenas dentro da nossa casa, nosso trabalho, nossa comunidade ou nação, mas também dentro de nosso planeta. Devemos entender que estamos no processo de criação do mundo em que vivemos. Quando a maior parte do planeta atingir a consciência planetária, os mais evoluidos irão se voltar para a consciência galática.

No entanto, todos, mesmo os mais sábios ainda possuem certas áreas de sua vida, na qual a consciência inferior se sobressai. Somos todos pessoas complexas que têm alguns desafios a vencer através de nossas vidas. O fato de olharmos mais atentamente para cada estado de consciência, permite-nos dirigir esta expansão de consciência para muitas partes de nossos eus que compõem o todo. Para ser realmente confiável, devemos conhecer o "inimigo interno". O nosso maior inimigo é o que está dentro de nós mesmos e que muitas vezes não conseguimos ver em função da nossa arrogância.

(*) Um Baby Boomer é uma pessoa nascida entre 1945 e 1964 na Grã Bretanha, Estados Unidos, Canadá ou Austrália. Depois da segunda guerra mundial estes países experimentaram um súbito aumento de natalidade, que ficou conhecido como baby boom.
A fortaleza de uma pessoa está em conhecer seus pontos fracos.
Que possamos ter uma ótima semana em Paz e Harmonia.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Pode o presente ser criado no futuro?

Normalmente diz-se que as nossas ações do presente criam o nosso futuro. A questão colocada no título tem a finalidade de nos remeter a uma reflexão sobre o espaço temporal. Para isso temos que falar inicialmente sobre a energia taquiônica e sobre seu uso.

Consta que Saqqara foi a primeira pirâmide a ser construida na Terra após o dilúvio. Seu construtor foi Imhotep. Ele viveu no antigo Império Egípcio tendo sido primeiro ministro e conselheiro do faraó Djoser além de sumo sacerdote do culto a Ptah. Imhotep era também poeta, astrônomo, mágico, médico e arquiteto.

Saqqara foi construída sobre um dos nódulos principais da rede eletromagnética do planeta onde se pode melhor utilizar a energia telúrica. Nesse ponto a atmosfera está carregada com 500 V/m2. Isto é cinco vezes maior do que a normal. Em consequência é um ponto de poder no planeta que aumenta os efeitos da pirâmide construida por Imhotep.

Na frente da pirâmide Imhotep mandou construir uma série de pilares chamados Djed (pilar de energia) regularmente distanciados. Eles transferiam, de um para outro, a carga de íons negativos gerados por suas massas em vibração. Cada pilar tinha duas bobinas de arame de ouro enroladas sobre a madeira e verticalmente dispostas. Uma na parte inferior e outra na parte posterior. O pilar era colocado sobre uma cavidade de fibra molhada em água salgada que produzia um excelente contato com a terra. Para que cumprisse sua finalidade era necessário que um sacerdote de alto nível de consciência e vibração controlasse a energia da mente de modo a permitir a transferência do fluxo de íons ao primeiro pilar na frente da pirâmide. Os blocos de pedras colocados nesta alameda levitavam.

Acredita-se que este tenha sido o primeiro uso da energia taquiônica. Atualmente este princípio de levitação eletromagnética é utilizado pelo moderno trem bala Maglev (Magnetic Levitation - levitação magnética) fazendo-o ficar flutuando sobre os trilhos.

A primeira descrição dos taquions é atribuída ao físico alemão Arnold Sommerfeld. Esta energia também é chamada de prana, chí, energia universal, aura e outros nomes. Nosso corpo não é apenas sensível, mas energeticamente balanceado por ela. Sua existência, porém só foi provada na década de 1960. A energia taquiônica foi definida pelo Dr Gerald Feinberg em 1966 como partículas subatômica mais rápida que a velocidade da luz. Muito antes, porém vários cientistas do mundo fizeram experimentos com ela. Um destes cientistas foi Nicola Tesla.

Nicola Tesla nasceu na Croácia em 1856. Foi engenheiro, tendo estudado nas Universidades de Gratz na Áustria e na de Praga, na Tchecoslováquia. Em 1884 emigrou para os EUA onde trabalhou com Thomas Edison. Três anos mais tarde criou o seu próprio laboratório onde inventou o motor de indução que funciona com corrente alternada não necessitando de escovas.

Posteriormente, trabalhou para a Westinghouse onde impulsionou a utilização da corrente alternada (AC) na rede elétrica em lugar da corrente contínua (CC) defendida por Edison. Devido às vantagens sobre a corrente contínua a alternada acabou se impondo.

Tesla registrou inúmeras patente, entre as quais se destaca a bobina de Tesla e uma lâmpada precursora das lâmpadas fluorescentes. Outra importante patente registrada por Tesla foi a de uma bomba que funcionava sem aspas. Em 1914 processou judicialmente Marconi defendendo ter inventado o radio antes do mesmo e somente em 1943 a Corte Suprema de Justiça deliberou a seu favor retirando a patente de Marconi.

Nicola Tesla foi um cientista à frente do seu tempo. Ele foi descrito muitas vezes como um cientista e inventor da idade moderna e um "homem que espalhou luz sobre a face da Terra". É também conhecido pelas muitas contribuições revolucionárias no campo do eletromagnetismo no fim do século XIX e início do século XX. As patentes de Tesla e o seu trabalho teórico formam as bases dos modernos sistemas de potência elétrica em corrente alternada. Todos estes inventos ajudaram na introdução da Segunda Revolução Industrial.

Consta que Tesla estudou as energias geradas na pirâmide de Saqqara e baseou-se nas colunas ondulatórias estacionárias de energia taquiônica para descobrir a corrente alternada e posteriormente o raio X. Foi depois destes estudos que inventou o motor elétrico, o rádio e cerca de mil e seiscentos inventos por ele patenteados.

Sendo 27 vezes mais rápida que a velocidade da luz (300.000 km/s) e não estando limitada a propagar-se pela matéria ela é uma energia livre.

As vibrações do nosso cérebro agem da mesma forma. São ondas que não se propagam pela matéria e não são alteradas por ela já que não possuem massa. Na verdade elas coexistem em um universo chamado "Universo de Possibilidades". A vibração mental é a energia mais poderosa que existe. É a energia do pensamento, da consciência. É uma energia taquiônica. Esta energia é real e somos nós que a produzimos com nosso poder de imaginação.

Einstein provou (teoria da relatividade) que se pudéssemos viajar na velocidade da luz por algumas horas, em nosso retorno teríamos retroagido no tempo. Ou seja, teríamos viajado no tempo. Ora, nós temos o potencial de usar uma energia mais veloz que a da luz. Por conseguinte é lícito concluir que pela intensidade do nosso pensamento e das nossas intensões podemos criar algo que irá se manifestar no plano físico, em algum momento, quando o futuro se tornar presente.

Como isto acontece? Um pensamento, consciente ou não, pode criar no futuro algo que se tornará real quando o presente alcançar aquele ponto no espaço-tempo. Quando visualizamos algo intensamente para o nosso futuro estamos, na realidade, adentrando o espaço temporal e usando a energia taquiônica. É como se viajassemos no tempo para construir algo no futuro que em algum momento irá se manifestar no presente.

É preciso lembrar que isto acontece com bons ou maus pensamentos. Nas escrituras sagradas consta que o Mestre Jesus exortou seus discípulos a "orar e vigiar". Talvez os estivesse exortando a vigiarem seus pensamentos. Dessa forma, não construiriam com seus pensamentos e sentimentos, algo que mais tarde os fizesse sofrer em função da Lei de Causa e Efeito. Tudo o que fizermos, criarmos ou sentirmos, retornará para nós na mesma intensidade. Portanto ao usarmos nossos poderes de criação que eles sejam nobres e sem um cunho egoístico.

A ferramenta que temos para este tipo de criação é a imaginação. Notem que esta palavra é a forma compacta de duas outras: imagem+ação. Quando colocamos uma imagem mental em ação reforçada por nossos sentimentos, então o resultado aparecerá mais cedo ou mais tarde.

A energia taquiônica não age somente no mundo exterior. Ela também atua dentro de nós. Tenho visto muitas pessoas se queixando da vida. Por ignorância das leis, elas criaram a vida da qual se queixam. Quando bem empregada esta energia é a chave para uma vida alegre, sadia e cheia de possibilidades. Somos, portanto, cocriadores do mundo onde vivemos.

Que possamos todos ter uma semana de Paz e Harmonia.



Energia Taquiônica








quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Crenças e Consciência

Nossa vida física não é só o que temos quando estamos em um estado objetivo, em nossa mente consciente, mas é também a capacidade de ser "consciente" daquilo que tentamos esconder no mais profundo de nosso interior. Estas coisas que tentamos esconder são memórias armazenadas na nossa mente inconsciente e outras ainda que vão para a mente superconsciente. Para sermos verdadeiramente "consciente" em nossa vida mundana também devemos estar atentos a estas outras partes escondidas de nossa consciência total. A inconsciência deste fato tira-nos o acesso a todas as nossas escolhas de percepção.

Nossos cinco sentidos são constantemente bombardeados por estímulo mais do que poderiam conscientemente atender. Porisso filtramos muito do que nós percebemos e ficamos conscientes apenas de uma pequena parcela de nossa experiência por toda a vida. Tudo o que filtramos é então armazenado em nossa mente inconsciente e superconsciente. Esses "filtros perceptivos" são criados através de nossas crenças porque são elas que influenciam as nossas expectativas. Por sua vez, nossas expectativas influenciam nossas percepções.
Por exemplo: se nós acreditamos que o mundo é um lugar hostil, nos preparamos para encontrar um inimigo em cada esquina. E quando encontramos alguém nessa "esquina", as vezes até uma pessoa normal, mas que leva consigo seu vasto campo de pensamentos e emoções. Como acreditamos que o mundo é hostil, acreditamos que ela pode ser uma pessoa com raiva e ameaçadora. E com isso, estaremos cientes somente das partes ruins que ela expressa, filtrando o seu lado bom. Com a prevenção para nos defendermos agimos de forma dura ou até hostil em relação àquela pessoa. O nosso medo e hostilidade amplifica o medo e a raiva do estranho. E voílá! Acabamos criando um inimigo e para nós isto reafirma a crença de que o mundo é mesmo um lugar hostil.

Vejamos o outro lado. Digamos que a nossa crença é de que o mundo seja geralmente um lugar de amor e que a maioria das pessoas são boas por natureza. Então, no mesmo dia e na mesma hora, encontramos um estranho com toda a sua complexidade emocional naquela "esquina". Porque acreditamos que o mundo é geralmente um lugar de amor, nos aproximamos da pessoa de forma simpática com um sorriso e até um caloroso "olá". Uma vez que agimos de forma calorosa e amigável, amplificamos no outro o seu lado amistoso e acolhedor. Além disso, como esperamos uma resposta amigável, filtramos a parte da pessoa estranha, que também tem medo ou raiva, escolhendo apenas o seu lado bom. Neste cenário, é muito provável que essa pessoa irá responder da mesma maneira em que ela foi abordada e assim, reafirmamos nossa crença de que o mundo é realmente um bom lugar para se viver.


Criação de filtros de crença

Como e por que criamos estes filtros de crença? Filtros de crença são feitos com base em um sistema hierárquico. Em outras palavras, o que é mais importante vem primeiro. E, o mais importante de tudo é a sobrevivência. O temor pela sobrevivência é inerente a todas as espécies. Uma vez que este medo seja ativado, serão criados sistemas que fornecem um mecanismo primário de enfrentamento para que possamos sobreviver.

Nas situação criada acima em que a pessoa que acredita que o mundo é um lugar hostil, provavelmente foi criado em um ambiente assustador. O seu sistema de crenças era realmente necessário para ela poder atingir a idade adulta. A fim de sobreviver no início da vida, essa pessoa aprendeu a acreditar que todos e tudo era uma possível ameaça. Portanto quem espera um inimigo em toda parte está sempre preparado para a batalha. O perigo externo foi internalizado e a batalha continua até que a guerra tenha acabado. Infelizmente essa pessoa está criando uma realidade cheia de medo que trouxe da infância e assim, a guerra nunca acaba.

Na outra situação em que a pessoa acredita que o mundo é um lugar de amor, provavelmente ela foi criada num ambiente seguro e acolhedor. Ou ainda, ela tenha trabalhado o seu medo e raiva cedo e encontrou uma maneira de acreditar no amor. De qualquer maneira, essa pessoa aprendeu a acreditar que o mundo é um lugar de amor ou, pelo menos, aprendeu a acreditar no poder do amor. Portanto, agora ela é capaz de filtar a negatividade em torno ficando consciente apenas do lado positivo.

É verdade que muitos de nós não puderam vir até a idade adulta sem algum medo, raiva, perda ou dor. No entanto, se fomos capazes de encontrar alguma forma de amor, então usamos os traumas do passado apenas para reconhecer um perigo real para nos defendermos sem contudo generalizarmos essa situação.

Creio que todos nós já vivemos ou estamos vivenciando uma realidade que foi criada por nós, por nossas famílias ou pela sociedade em nosso passado. Estas realidades são baseadas em crenças que foram programadas em nossa consciência. Algumas dessas crenças nos ajudaram, outras porém, têm criado grandes limitações na nossa capacidade de esperar e perceber os aspectos positivos e amorosos da vida neste mundo tridimensional.

Nossas crenças podem ser mudadas todavia um hábito é poderoso. Toda realidade que é familiar se torna confortável mesmo que seja dolorosa e porisso toda mudança é difícil. Para mudarmos nossa realidade temos que mudar nossas crenças. Devemos transmutar as crenças de medo e limitação em amor e liberdade. Quando o nosso sistema de crença é baseado no medo, nos sentimos separados do mundo que nos cerca porque a nossa visão é de que tudo e todos podem tentar nos prejudicar. No entanto, quando aprendemos a crer no amor que sentimos nessa união com o mundo, tudo e todos podem ser vistos como uma nova oportunidade de experimentar o amor.

A crença no medo e na limitação cria em nós uma auto-imagem de vítima. Por outro lado, a crença no amor e na liberdade cria a auto-imagem de capacitação. "De alguma forma eu criei a minha realidade e desde que eu a criei, eu a posso mudar." É esta passagem de "viver com medo" para "viver no amor" que pode alterar a base dos nossos sistemas de crença. Só então poderemos começar a mudar a realidade em que vivemos. Esta mudança leva tempo e experiência, mas se nós pudermos compreender que as nossas experiências são lições, podemos começar a nossa transformação de uma vítima dependente para um líder confiável. Essa transformação tem três fases: dependência, independência, confiável.

Todos se movimentam através destes estágios de consciência. Uma vez que todos nós somos pessoas complexas, muitas vezes passamos por fases mais rapidamente em algumas áreas de nossa vida e mais lentamente em outras. Normalmente nas áreas em que experimentamos o amor, nos transformamos mais rapidamente e nas áreas que nos causaram medo nos transformamos mais lentamente. Estas são o nosso maior desafio, mas elas também nos fornecem a maior possibilidade de crescimento.


A todos uma semana de Amor e Paz.

domingo, 31 de outubro de 2010

Esperança

Muitas vezes já ouvi a seguinte frase: "a esperança é a última que morre". É comum lidarmos com a esperança enaltecendo-a como se ela fosse algo positivo para os nossos desejos. Tenho certeza de que neste momento alguns dos que leram a frase anterior devem estar estranhando a colocação do "como se ela fosse", deixando a entender que talvez ela não seja tão boa assim para a concretização dos nossos desejos e anseios. No entanto, acredito que com uma reflexão mais aprofundada, talvez a estranheza desapareça.

Esperança significa esperar. Então perguntamos: esperar o que? Esperamos que isto ou aquilo venha a acontecer no futuro será a resposta mais ouvida. Porém quem vive a esperar que seus anseios se realizem no futuro, nunca concretizará nada. Porque o futuro não existe e como futuro, nunca chegará até nós. A única coisa que realmente existe é o eterno agora, o eterno presente. O futuro é algo que está sempre por chegar e algo que nunca chega, realmente não existe. O Universo está sempre no agora. Em virtude das distâncias podemos até visualizar pelo telescópio estrelas que já não existem mais, mas nunca as que ainda não existem. Então o Universo não conhece o futuro. Tudo acontece somente no presente. Daí a conclusão de que quem vive de esperança, vive num amanhã que nunca chegará.

O pior disso tudo é que quem está em desconexão com o ritmo do Universo não consegue usar adequadamente, o poder criador (Lei da atração) que está disponível a qualquer ser humano. Pois todos os recursos não estão lá no futuro. Eles estão disponíveis no aqui e agora. Ouvi outro dia uma frase que achei sensacional: "tudo que tiver de ser já é".

Parece que a humanidade desaprendeu de usar o poder criador que nos foi legado com o livre arbítrio. Parece que em algum momento da trajetoria evolutiva, esquecemos de como nos harmonizavamos com a Fonte Divina recompletando nossas energias como faziam as antigas civilizações evoluídas espiritualmente (Atlantes, egípcios, maias) . Em consequência hoje é comum percebermos pessoas que para equilibrar sua energia sugam, numa forma de vampirismo, a energia de outra pessoa gerando desequilibrio e sofrimento.

Trabalhamos árduamente pensando no futuro, deixamos de lado o único momento que realmente importa: o eterno presente. O futuro é um gerador de ansiedades, de espectativas, de stress.

Mensagens de seres ascencionados nos exortam a entrar em conexão com o Divino e Perfeito no aqui e agora. A confiar num Universo abundante que está disponível para a humanidade neste eterno momento presente.
O arquivo de audio abaixo refere-se ao tema Esperança.
Por que sentir sede?

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Polaridades Energéticas e a Personalidade

"A busca pelo conhecimento sempre nos leva por caminhos desconhecidos e não raras vezes com experiências difíceis."


O caminho para o autodomínio, no nível da personalidade, reside na compreensão de que somos duais. Nossas reações polarizadas, tais como alegria e tristeza, amor e ódio, harmonia e discórdia, dar e receber, felicidade e infelicidade ... são movimentos naturais da polaridade. No momento em que tendemos a ir mais para um pólo sem considerar o outro, criamos desequilíbrio.

É preciso estar atento para perceber e compreender os fenômenos que nos acontecem. Ao invés de não sentir tristeza ou raiva, podemos compreender que embora nossa natureza seja bem-aventurada num determinado momento, podemos estar experimentando a tristeza. Este é um processo que exige nos identificarmos concosco mesmo ao nível do Ser, ou seja, além da dualidade, ao aceitarmos a atividade das leis da matéria. A isso podemos chamar de uma "requalificação" da energia. O sentimento de desamparo origina-se na crença de que somos somente matéria e também por crermos que estamos sujeitos à dualidade em todos os níveis. Zulma Reyo nos diz que a única maneira de trascender este ciclo vicioso é nos situarmos como Seres de Luz. É a união com o nosso Eu Superior. Quando isto acontece, percebemos que não somos nós que estamos tristes e sim a ação química do nosso corpo emocional que resulta em tristeza.

Há tipos diferentes de energia que influenciam e estimulam reações em nós. Quando compartilhamos nossas energias intimamente tanto fisicas, mental e emocional com alguém e esta pessoa afasta-se de nós por qualquer razão, em última análise, o que sentimos é a retirada da interação energética que existia entre nós e o outro.

A interação das energias nas relações é necessária aos processos tanto da vida como da expansão da consciência. Os sintomas dessa retirada emocional são tão dolorosos quanto os de uma doença. De fato o hábito, criado pela aderência de energias, é fundamental às leis da matéria, mas não às da luz.

Quantos de nós já não passou pelo sentimento de caos interior quando da separação de algum ente querido? Sentimos como se faltasse uma parte de nós mesmos. No instante em que isso acontece, experimentamos a ação da lei da matéria. O mesmo acontece quando podamos uma planta. Ela sofre e pode até murchar, mas depois se adaptará e voltará a crescer forte novamente. Mesmo que tenha sido reduzida à sua metade, voltará a equilibrar sua energia e será novamente um todo.

A personalidade que temos é um reflexo de como respondemos às nossas polaridades interiores. Poderemos ter uma personalidade alegre, triste, melancólica ou positiva. Tudo dependerá como lidamos com nossas polaridades e como programamos o nosso "computador" humano. Se formos tensos, medrosos ou tristes em nossa vida, por hábito, não poderemos ficar felizes. Porém, se damos ênfase à luz do sol ao invés da escuridão, certamente seremos luminosos. Criamos em nós mesmos de acordo com o que escolhemos para qualificar a energia de nossas respostas à vida. Estas respostas agem como um imã para qualidades semelhantes tanto construtivas quanto destrutivas.

Todos nós sabemos que quando estamos amando, tudo parece bonito e tudo é possivel. Mas, no momento em que alguma coisa cruza o nosso caminho e nos tira dessa condição, ficamos zangados e mal-humorados. Se alguém nos diz algo desagradável, tendemos a acreditar nele e o mundo que era belo de repente torna-se escuro.

O que aconteceu? Nós criamos uma reação emocional em cadeia, que se reflete de volta sobre nós mesmo e até sobre o ambiente em que estamos. Perdemos a visão, perdemos a identidade com o nosso Eu, como uma presença consciente neste mar de causa e efeito ao nosso redor.

Acho linda a canção "Tocando em Frente", composta, inspiradamente, por Almir Sater que em determinada parte nos diz a verdade de que: " Cada um de nós compõe a sua história. Cada ser em si carrega o dom de ser capaz. E ser feliz..."

Que possamos todos ter uma semana de Paz e Harmonia.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Estados Mentais Negativos

De todos os estados mentais negativos que atuam como obstáculos à nossa felicidade ( presunção, arrogância, ciúme, desejo, inveja e intolerância) pode-se dizer que a raiva e o ódio são os mais danosos à nossa saúde física e mental. O filósofo Sêneca descreveu a raiva como "a mais hedionda e frenética de todas as emoções". Estudos científicos demonstram os efeitos destrutivos da raiva e do ódio. Os pesquisadores desta área acumularam tantas provas dos efeitos danosos da hostilidade que hoje ela é ato um importante fator de risco de doenças cardíacas figurando ao lado (e quiçá acima) do colesterol ou da pressão alta. No entanto, não precisamos nos fundamentar em pesquisas científicas para perceber como estas emoções interferem no nosso discernimento a ponto de causar danos irreversíveis nos relacionamentos.

Embora existam alguns raros casos em que a raiva, movida pela compaixão, pode ser considerada positiva, em geral ela gera rancor e ódio. Já o ódio é sempre negativo. Não se pode superar a raiva e o ódio, suprimindo-os. Podemos, no entanto, cultivar preventivamente os antídotos para estes sentimentos: a paciência, a tolerância e muito entusiasmo. Quando nos dedicamos à prática da paciência e da tolerância estamos, em última análise, empreendendo um combate antecipado ao ódio e a raiva. Tenhamos em mente que quem sai vencedor nesta luta, pode ser considerado um herói.

O entusiasmo cresce com a descoberta dos efeitos benéficos da tolerância e da paciência. Todavia quando algo nos acontece fazendo brotar um intenso ódio dentro de nós, nesse instante, ele nos domina totalmente e destroi nossa paz mental. Quando o ódio e a raiva surgem com esta intensidade, eles sufocam a melhor parte do nosso cérebro, que é a capacidade de discernir entre o certo e o errado assim como as consequências a curto e longo prazo dos nossos atos.

O ódio é muito diferente de um inimigo humano normal. Uma pessoa precisa comer, dormir e realizar outras funções, de modo que ela não dispõe de 24 horas para dedicar-se ao seu projeto de nos destruir. Já o ódio não tem outra função que a de nos destruir. Ao nos conscientizamos disso, deveríamos tomar a decisão de nunca dar a oportunidade para que o ódio surja dentro de nós.

Outro problema é que o ódio ou a raiva, se deixados à vontade ou sem controle, costumam agravar-se e continuar a crescer. Existem níveis diferentes destes sentimentos destrutivos. Quando se trata de uma intensidade branda da raiva, até podemos enfrentá-la de frente porque ainda temos algum discernimento, mas quando a intensidade é muito alta, talvez o melhor fosse simplesmente deixá-la de lado até que possamos nos acalmar. É o famoso conselho: "conte até dez" (ou mais).

Assim, o que realmente podemos fazer para evitar ou minimizar estes dois sentimentos negativos é a prática cotidiana da tolerância e da paciência.

Que possamos todos ter uma semana de Paz e Harmonia.
Bibliografia: A Arte da Felicidade de H. C. Cutler

sábado, 4 de setembro de 2010

Compaixão

Aprendemos desde pequenos que devemos ter compaixão pelos que sofrem. A par do que aprendemos na infância a palavra compaixão toma maior importância quando analisamos sua definição e os aspectos que envolvem este sentimento.

Numa conversa com o Dalai Lama, o Dr. Howard C. Cutler pediu a ele que definisse o termo. Sua Santidade respondeu assim:
"A compaixão pode ser definida aproximadamente em termos de um estado mental que não é violento, não prejudicial e não agressivo. É uma atitude mental baseada no desejo de que os outros se livrem do seu sofrimento e está associada a uma sensação de compromisso, responsabilidade e respeito para com o outro".

Segundo o Dalai Lama basicamente existem dois tipos de compaixão: Um tipo de compaixão tem um quê de apego - o sentimento de controlar alguém, ou de amar alguém para que esta pessoa retribua o nosso amor. Este tipo de amor ou compaixão é totalmente parcial e tendencioso. Este tipo de relacionamento que tem por base a percepção e identificação da pessoa como amiga, pode levar a um certo apego emocional e a um sentimento de intimidade. No entanto, se houver uma mudança ínfima na situação, talvez uma desavença, ou se o amigo fizer algo que nos deixe furiosos, de repente, nossa projeção mental muda e o conceito de "meu amigo" já não está mais ali e o sentimento de amor passa a dar lugar ao ódio. Existe, porém, um outro tipo de compaixão que é desprovido desse apego. É a compaixão verdadeira. Esse tipo de compaixão tem por base o raciocínio de que todo ser humano tem um desejo inato de ser feliz e de superar o sofrimento exatamente como eu. E, exatamente como eu eles tem o direito natural de realizar essa aspiração fundamental. Com base no reconhecimento dessa igualdade, a pessoa desenvolve uma noção de afinidade e intimidade com os outros. Assim, pode-se sentir compaixão mesmo que a pessoa seja amiga ou inimiga. Este fundamento se apoia nos direitos fundamentais do outro em vez de na nossa projeção mental. A partir dele, portanto, geramos amor e compaixão. Essa é a verdadeira compaixão.

Até aí praticamente nenhuma novidade, poderia alguém dizer. Vários palestrantes já disseram mais ou menos isso. No entanto existem benefícios para a nossa saúde com o desenvolvimento da compaixão. Nos últimos anos, houve muitos estudos que corroboram a idéia de que os sentimentos de compaixão e altruísmo tem um impacto positivo sobre a nossa saúde física e emocional.

Num experimento David McClelland, psicólogo na Harward University, mostrou a um grupo de alunos um filme de Madre Teresa trabalhando entre os pobres e os doentes em Calcutá. Os estudantes relataram que o filme estimulou sentimentos de compaixão. Depois, ele analisou a saliva dos alunos e descobriu um aumento na imunoglobulina-A, um anticorpo que pode ajudar a combater infecções respiratórias. Em outro estudo realizado por James House, no Research Center da University of Michigan, os pesquisadores concluíram que a dedicação regular ao trabalho voluntário, em interação com os outros, com calor humano e compaixão, aumentava tremendamente a expectativa de vida, e provavelmente também a vitalidade geral. Muitos outros pesquisadores no novo campo da medicina da mente-corpo demonstraram conclusões semelhantes, que documentam que estados mentais positivos podem beneficiar a saúde física.

Para finalizar este Post transcrevo a seguir a forma como o Dalai Lama orientou uma platéia de 1500 pessoas numa meditação sobre a compaixão. Sei que os adeptos da meditação, tão necessária neste mundo atribulado, possuem sua maneira de meditar, todavia, é sempre útil observar como aqueles que vivem de uma forma meditativa a executam.

" Ao gerar a compaixão, iniciamos pelo reconhecimento de que não queremos o sofrimento e de que temos direito à felicidade. Isso pode ser verificado e legitimado pela nossa própria experiência. Reconhecemos então que as outras pessoas, exatamente como nós, também não querem sofrer e tem um direito à felicidade. Isso passa a ser a base para começarmos a gerar a compaixão. Comecemos visualizando uma pessoa que esteja em extremo sofrimento, alguém que esteja sentindo dor ou que esteja numa situação muito aflitiva. Durante os três primeiros minutos da meditação, reflitam sobre o sofrimento deste indivíduo com um enfoque mais analítico... pensem no seu intenso sofrimento e no estado lamentável dessa pessoa, em seguida, procurem associar tudo isso a vocês mesmos, com o seguinte enfoque, ´esse indivíduo tem a mesma capacidade de vivenciar a dor, a alegria, a felicidade e o sofrimento que eu tenho´. Procurem então permitir que venha a tona sua reação natural... um sentimento de compaixão por aquela pessoa. Procurem chegar a uma conclusão: constatando como é forte seu desejo de que essa pessoa se livre de tanto sofrimento. E resolvam que ajudarão essa pessoa a encontrar alívio. Para finalizar, concentrem sua mente de modo exclusivo naquele tipo de conclusão ou resolução e, durante os últimos minutos da meditação, procurem produzir na sua mente um estado amoroso ou norteado pela compaixão."

Da mesma forma que quando desejamos o bem à outra pessoa, somos os primeiros a receber os benfícios, quando desejamos o mal também seremos os primeiros a ser afetados por tais sentimentos.

Que possamos todos ter um boa semana em Paz e Harmonia.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Crenças

No que acreditamos? O que é a nossa crença? Geralmente acreditamos em algo que o nosso raciocínio lógico aprova. No entanto, algum tempo depois, novos fatos vem para mudar a nossa crença. Tem sido assim desde o começo dos tempos. Acreditava-se que a Terra era plana até Nicolau Copérnico dizer o contrário (foi queimado por isso). As pessoas acreditavam que a Terra era plana.

Quando escrevi o Terceiro Céu, quis mostrar exatamente essa mudança na verdade de cada um. Então, se nossa visão da verdade está sempre mudando, o que é realmente importante? Algumas vezes já me surpreendi pensando sobre este fato. Por isso a seguir coloco alguns excertos do livro "Faça o seu coração vibrar", como forma de levá-lo a uma reflexão sobre este tema.


"... Só as pessoas cegas acreditam na luz. Aquelas que tem olhos não acreditam na luz, elas simplesmente a vêem. A verdade não pode ser transferida. A verdade não pode ser entregue a você por outra pessoa, porque ela não é uma mercadoria. Não é um objeto. É uma experiência.

A verdade precisa de olhos meditativos. Se você não tiver olhos meditativos, então toda a sua vida resume-se a fatos mortos, sem qualquer relação entre si, acidentais, sem sentido, embaralhados ... É só um fenômeno casual.

Se você vê a verdade, tudo entra nos eixos. Tudo se encaixa em harmonia, tudo começa a ter significância.

Lembre-se sempre de que a significância é a sombra da verdade. E aqueles que vivem apenas nos fatos levam uma vida totalmente sem sentido.

Ninguém pergunta: "Você acredita no botão de rosa?" Não é necessário. Você pode ver: a rosa está alí ou não está. Somente o que não faz parte das nossas vivências precisa de crença.

A palavra religião tem que ser entendida. Ela é expressiva: significa juntar as partes de modo que elas deixem de ser partes e se tornem o todo.

Cada parte se torna o todo em união. Cada parte, separada, está morta. Unidas, uma nova qualidade aparece - a qualidade do todo. E levar essa qualidade à vida é o propósito da religião.

Ela não tem nada a ver com Deus ou com o Diabo. Mas, da maneira como as religiões funcionam neste mundo, elas mudaram toda a sua qualidade, mudaram sua própria estrutura. Em vez de fazer dela uma ciência de integração, de modo que os homens não sejam muitos, mas um só, as religiões do mundo todo ajudaram a humanidade a esquecer até mesmo do significado da palavra.

A religião não deve ser algo em que acreditar, mas algo para ser vivido, algo para se vivenciar. Não é uma crença na sua cabeça, mas um aroma em todo o seu ser.

Teístas e ateístas são vítimas igualmente. A pessoa verdadeiramente religiosa não tem nada a ver com a Bíblia, com o Alcorão ou com o Bhagavad Gita. A pessoa religiosa está em profunda comunhão com a existência.

Ao ver o pôr-do-sol, por um instante você esquece seu estado de separação e passa a ser o pôr-do-sol. Esse é o momento em que sente a beleza dele. Mas, no instante em que diz "que lindo pôr-do-sol", deixa de senti-lo - você volta para a sua entidade separada e fechada do ego. Agora é a mente falando. E esse é um dos mistérios: a mente pode falar e ela não sabe, o coração sabe tudo e não pode falar.

O conhecimento gratifica o ego. A sabedoria só acontece quando o ego desaparece, quando é esquecido ..."


Parece que nos enganamos ao nos maravilharmos com uma flor, que é finita, quando o que é eterno é a beleza mostrada por ela. Com o amor verdadeiro também é assim. Ele é como a beleza que sentimos e não sabemos explicar. Poucas pessoas sabem amar e, por isso, poucos sabem dizer adeus quando chega a hora de uma separação. Sabemos que tudo que teve um começo também tem um fim. Quando se ama verdadeiramente uma pessoa, um relacionamento pode terminar sem dor, raiva, fúria, ressentimentos e sem qualquer reclamação. No amor verdadeiro o que fica é uma eterna gratidão, pela beleza dos momentos vividos a dois. Raiva e tristeza são frutos do ego.

O amor na verdade é um mergulho na eternidade. Como disse o poeta Vinicius de Moraes, "Que o amor seja eterno enquanto dure".

Que possamos todos ter uma semana de Paz e Harmonia.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A Inquietude da Mente

Muito se tem dito sobre o poder da mente e como desenvolvê-la. Eu era um menino ainda quando, numa visita ao meu avô materno, tive nas minhas mãos por alguns instantes um livro que ele estava lendo. Neste livro havia alguns exercícios que me chamaram a atenção. Naquela época eu não olhava nos olhos das pessoas. Talvez por timidez ou por medo da reação delas. Um dos exercícios que li naquele livro, destinava-se a fortalecer o olhar. Já em casa, eu o pratiquei de forma reservada e finalmente, depois de algum tempo, conseguia olhar nos olhos das pessoas ao cumprimentá-las ou mesmo ao falar-lhes. Pode não parecer, mas aqueles poucos instantes que tive aquele livro em minhas mãos foram fundamentais para uma melhoria na minha maneira de ser e agir.

Quando me tornei adulto, buscando novos conhecimentos me deparei com o estudo da mente. O crescimento intelectual é relativamente fácil de ser conduzido, mas treinar a mente para a concentração era para mim algo extremamente difícil. Parecia que ela se rebelava e voltava aos antigos hábitos. Eu tentava fazê-la parar e ela escapava. Novamente eu a levava para o assunto em que tentava me concentrar e, quando menos esperava, descobria que estava pensando em outra coisa. Às vezes nem lembrava mais em que estava me concentrando. Não era uma tarefa fácil fazê-la aquietar-se.

Levei algum tempo para perceber que não é da natureza da mente ser quieta. Ela é como um computador que está sempre trabalhando. Quando estamos aprendendo alguma coisa, necessitamos colocar nossa consciência naquilo que estamos estudando para que possa ser transferido para a mente. Quando estamos aprendendo datilografia, por exemplo, repetimos os exercícios com a consciência nos dedos correspondentes à letras a serem escritas. Uma vez dominada a técnica, não mais precisamos pensar com qual dedo vamos escrever tal letra. A parte robotizada da mente faz isso. Depreende-se então que depois que aprendemos alguma coisa, ela deixa de fazer parte da nossa consciência e é enviada para o inconsciente.

Muito mais fácil do que tentar aquietar a mente é deixá-la de lado. Tudo o que temos de fazer é observar. Não importa que pensamentos estejam passando em nossa cabeça, não devemos interferir. Qualquer pensamento que dermos seguimento se tornará uma disciplina porisso não devemos prender os pensamentos. Apenas observar. Com esta atitude a mente começa a desaparecer. É neste silêncio que conseguimos descobrir nosso verdadeiro ser. E descobri-lo é entrar em sintonia com algo que realmente vale a pena.

Uma boa semana em Paz e Harmonia.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Idosos - Estamos fazendo a nossa parte?


Domingo é o dia do sol (sunday em inglês). Quando se está em contato com a natureza, as manhãs de domingo se apresentam com um brilho diferente. Então, lá estava eu apreciando a manhã deste domingo, enquanto me dirigia para um lugar muito especial. Meu destino era um local que foi criado para dar a qualquer pessoa que alí chegue, além da família, momentos nos quais possa desfrutar de paz num clima apropriado para a reflexão.

Meus três cães me acompanhavam neste passeio dominical. As paredes externas forradas com pedras de arenito, meio que se confundem com a vegetação seca neste período do ano. O silêncio só era quebrado pelo canto dos pássaros. Tem-se a impressão que até o seu canto é diferente nos domingos. "Jack", meu mais antigo companheiro, acostumado com a rotina domingueira, deitou-se na entrada como se fosse um guardião daquele local sagrado. Ali, embalado por melodias suaves, que elevam a vibração de nossos pensamentos, é onde sempre vou reabastecer as "baterias" num encontro comigo mesmo. Depois de uma profunda interiorização, é costume ler algo para satisfazer minha ânsia por conhecimentos já agora num nível objetivo.

Aproveito este espaço para colocar uma parte do texto lido, dando a todos que o lerem, a oportunidade de refletir sobre o que ele contém:

... "Terrível carga é a velhice, tanto para o homem como para os animais; e a humanidade dobra o peso dessa carga pela sua cruel negligência. Para com uma criança recém-nascida desfazem-se em cuidados e afeição, mas para um homem ou mulher curvados ao peso dos anos, reservam a sua indiferença, mais do que o seu cuidado; seu aborrecimento, mais do que a sua simpatia. Tão impacientes são em ver um recém-nascido crescer e tornar-se adulto, como em ver uma pessoa idosa ser engolida pela cova.

Os muito jovens e os muito velhos são ambos incapazes de cuidar de si, mas a incapacidade das crianças atrai o amoroso sacrifício e auxílio de todos, enquanto que a incapacidade dos velhos só desperta o auxílio resmunguento de alguns, e na verdade, os velhos merecem mais simpatia do que as crianças.

Quando a palavra tem de bater fortemente, e por muito tempo, para penetrar num ouvido que já foi sensível e alerta ao mais leve sussurro; quando os olhos que já foram límpidos, se tornam um salão de dança para as mais estranhas manchas e sombras; quando o pé que parecia dotado de asas se torna um bloco de chumbo, e a cabeça é um títere preso ao pescoço; quando o mó do moinho está gasta, e o próprio moinho é uma tenebrosa caverna; quando se levantar é suar com receio de cair, e o sentar-se é a dolorosa dúvida quanto ao levantar-se de novo; quando comer e beber é recear as consequências ou quando o não comer e não beber é ser presa da odiosa morte.

Sim, quando a velhice desce sobre uma pessoa, então é chegada a hora de emprestarmos a ela ouvidos e olhos e dar-lhe mãos e pés para amparar com nosso amor as forças que a abandonam. Fazê-la sentir que ela não é, de modo algum, menos amada pela vida nos dias de sua decadência, do que nos dias em que era uma criança que crescia ou um jovem a desenvolver-se.

Quatro vintenas de anos podem não ser mais do que um piscar de olhos em relação à eternidade. Para uma pessoa que semeou durante quatro vintenas de anos é muito mais do que isso. Ela é o alimento para todos aqueles que colhem hoje a sua vida. E qual a vida que não é colhida por todos?

Não estais vós colhendo, neste mesmo instante, a vida de todos os homens e mulheres que já caminharam nesta Terra? Que é o vosso falar senão a colheita do deles? Que são os vossos pensamentos senão a revolta dos seus pensamentos? Vossas próprias roupas, vosso alimento, vossos implementos, vossas leis, vossas tradições e convenções não são elas as roupas, as casas, o alimento, os implementos, as leis, tradições e as convenções dos que aqui estiveram e se foram embora antes?

Nenhuma coisa vós colheis uma vez só, mas as colheis sempre. Vós sois os semeadores, a colheita, os ceifeiros, o campo e a eira. Se a vossa colheita é pouca, olhai para a semente que semeaste em outros e a que permitistes que eles semeassem em vós.

Olhai também para o segador com sua foice e para a eira.

Uma pessoa idosa, cuja vida vós ceifastes e pusestes nos silos, certamente merece o vosso maior cuidado. Se amargardes com a vossa indiferença os seus anos que ainda são ricos em coisas para serem colhidas, aquilo que já colhestes e guardastes e o que ainda possais colher, amargará em vossa boca. O mesmo se pode dizer de um animal.

Não é honesto aproveitar a colheita e depois amaldiçoar o semeador e o ceifeiro.

Sede bondosos para com as pessoas de todas as raças e climas. Elas são o alimento para a vossa jornada em direção a Deus. Sede, principalmente, bondosos para com as pessoas de idade, pois a vossa falta de bondade pode estragar o alimento e não conseguireis chegar ao término da viagem.

Sede bondosos para com os animais de toda a espécie e idade. Eles são vossos auxiliares mudos, mas fiéis, no longo e árduo preparar para a jornada; mas sede especialmente bondosos para os animais idosos, para que, devido à dureza dos vossos corações, a sua fidelidade não se transforme em traição e o seu auxílio não passe a ser um estorvo." (excerto do Livro de Mirdad).
...

Ao longo da minha vida vi e ouvi muitos relatos de pessoas que foram abandonadas por seus parentes em um asilo. Infelizmente em nosso país, não é tradição zelar pelos mais velhos como forma de respeito por tudo o que proporcionaram aos seus decendentes.
O mais triste é ver que os idosos são impotentes para se opor. Aceitam, na maioria das vezes, isolarem-se do convívio familiar, para não dar trabalho, na fase da sua vida em que mais precisam dele. O amor, o carinho e o respeito para com os mais velhos devia ser uma constante do nosso dia a dia, como uma forma tradicional de educar os mais jovens e prepará-los para fazer o mesmo. Há uma frase que expressa bem isto: "Povo que não cultua a tradição, morre um pouco a cada geração".
Está mais do que na hora de despertarmos para mudar esta maneira de viver. Este é um ciclo vicioso que precisa ser quebrado. Primeiramente na casa de cada um, depois nas escolas e demais instituições para tornar este país mais digno.

Desejo uma boa semana em Paz e Harmonia.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Lançamento do livro O Terceiro Céu

Com o apoio dos familiares e amigos, foi realizado no início do mes de julho na ASCIP - Associação Comercial e Industrial de Planaltina,DF, o lançamento do livro O Terceiro Céu. Além da presença de jovens leitores e amigos, o evento foi prestigiado por escritores da Academia Planaltinense de Letras e outras personalidades que apoiam a cultura.
Quem ou o que realmente somos? Por que estamos aqui? Para onde vamos? São perguntas que o ser humano tenta responder ao longo da sua passagem por esta terra. Assim sendo, aquele que consegue se libertar das idéias prontas e inicia a busca sincera por mais conhecimento, encontra nos escritos dos sábios e nas palavras dos mestres, algumas orientações que servem de trilha para encontrar respostas aos seus questionamentos. Depois de algum tempo nesta senda, o buscador percebe que sua caminhada é solitária.
Dois caminhos se apresentam para todos nós nesta vida. O primeiro é aquele em que vivenciamos as experiências sem uma análise das mesmas à luz de determinados princípios universais como, por exemplo, a lei de causa e efeito. Em consequência, neste caminho a nossa evolução é pautada pela dor que nos obriga a mudar nossos conceitos, nossas verdades. No segundo caminho norteamos nossas decisões pela compreensão das leis imutáveis, as quais podemos chamar divinas, por fazerem parte da criação de todo o universo. Este é o caminho da reflexão e compreensão. Nossas verdades vão mudando em função de compreendermos os eventos e não pela dor do humano sofrimento.
Algum tempo é necessário para que o buscador compreenda que o caminho para este conhecimento puro não é para fora em direção aos astros, mas para dentro de si mesmo. Compreende então, que não pode haver intermediários para este encontro. As experiências da vida são como degraus onde se firmam os pés para a ascensão a um patamar de sabedoria mais elevado. Sábias palavras da poetisa Cora Coralina quando disse: " o saber se aprende com mestres e com livros, mas a sabedoria só se aprende com as experiências da vida". Eu creio que pode ser acrescentado se estivermos abertos para aprender. É preciso ter humildade para perceber que tão pouco sabemos sobre nós mesmos e mente aberta para apreciarmos novos conceitos. Nada é estático no universo. Isto é uma lei. Em consequência as verdades também mudam.
Dentro desta visão este livro foi escrito mostrando a transformação da verdade de cada um em função de experiências vividas no dia a dia. Este romance ilustra isso ao mesmo tempo em que leva o leitor a uma reflexão em cima de uma visão bastante lógica da estrutura do universo.
Este romance foi disponibilizado para o público de Brasília na Livraria e Editora Aplicada que fica no edifício Radio Center, na Asa Norte e Livraria Cultura S.A. no Casa Park Shopping Center - SGCV Sul Lote 22. Para quem vive fora do Distrito Federal pelo site www.livrariacultura.com.br e pelo email locival@hotmail.com.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A BUSCA DO AUTOCONHECIMENTO

Os labores pela sobrevivência, desde cedo, direcionam o ser humano especificamente para a manutenção das necessidade do corpo como forma de manter a vida. Geralmente quando as necessidades primárias foram satisfeitas, a atenção é voltada para outras atividades, tais como lazer e a busca por novas áreas de conhecimento. Desta forma, não é raro encontrar pessoas, que já tem o seu sustento garantido, voltando-se para a busca por maior compreensão de si mesma.
O autoconhecimento é extremamente útil, pois se reflete numa vida mais saudável física e mental. Sigmund Freud, considerado o pai da psicanálise, foi um dos primeiros pensadores a chamar a atenção para o quanto conhecemos pouco de nós mesmos. Na antiguidade os sábios já exortavam o povo para esta busca. No fontispício do Templo de Delfos encontra-se a célebre frase que o filósofo Sócrates tomou como seu lema: "Conhece-te a ti mesmo". Diferentemente da busca do conhecimento para fora, Sócrates reputava que o verdadeiro conhecimento viria da autodescoberta do indivíduo.
Voltando um pouco mais no tempo encontramos a figura de Hermes Trismegistus. Ele foi chamado de três vezes grande, porque era considerado pelos egípcios o mensageiro dos Deuses. Hermes transmitiu a este grande povo da antiguidade ensinamentos das artes e ciência, implantou a tradição sagrada e os rituais sagrados em sua Escolas de Sabedoria. O segundo princípio hermético é o da correspondência. Segundo este princípio "o que está em cima é como o que está embaixo e o que está embaixo é como o que está em cima". Na visão hermética isto quer dizer que o homem (embaixo) e o universo (em cima) são semelhantes. Diferentes apenas em tamanho. Talvez por isso Sócrates dissesse constantemente: "conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo".
Na prática, a busca pelo autoconhecimento traduz-se por melhores condições de enfrentar os problemas do dia a dia. Os psicólogos citam a grande importância do autoconhecimento para que possamos fazer mudanças, que julgarmos necessárias, em nosso comportamento. Se refletirmos um pouco, provavelmente lembraremos momentos em que não soubemos lidar com o comportamento dos filhos ou mesmo com um relacionamento infeliz, porém não nos era claro o que devia ser feito para mudarmos este panorama.
Se não nos conhecemos, muito provavelmente sem saber o que mudar nem como agir, corremos o risco de errar ao reagir à determinada causa, fundamentados apenas nas emoções e não no conhecimento.

Muito bem já foi dito que não podemos impedir que os fatos nos aconteçam, mas podemos decidir como vamos reagir a eles exercitando o livre arbítrio que nos foi legado por Deus.

Que possamos todos ter uma boa semana em Paz e Harmonia.