quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Estados Mentais Negativos

De todos os estados mentais negativos que atuam como obstáculos à nossa felicidade ( presunção, arrogância, ciúme, desejo, inveja e intolerância) pode-se dizer que a raiva e o ódio são os mais danosos à nossa saúde física e mental. O filósofo Sêneca descreveu a raiva como "a mais hedionda e frenética de todas as emoções". Estudos científicos demonstram os efeitos destrutivos da raiva e do ódio. Os pesquisadores desta área acumularam tantas provas dos efeitos danosos da hostilidade que hoje ela é ato um importante fator de risco de doenças cardíacas figurando ao lado (e quiçá acima) do colesterol ou da pressão alta. No entanto, não precisamos nos fundamentar em pesquisas científicas para perceber como estas emoções interferem no nosso discernimento a ponto de causar danos irreversíveis nos relacionamentos.

Embora existam alguns raros casos em que a raiva, movida pela compaixão, pode ser considerada positiva, em geral ela gera rancor e ódio. Já o ódio é sempre negativo. Não se pode superar a raiva e o ódio, suprimindo-os. Podemos, no entanto, cultivar preventivamente os antídotos para estes sentimentos: a paciência, a tolerância e muito entusiasmo. Quando nos dedicamos à prática da paciência e da tolerância estamos, em última análise, empreendendo um combate antecipado ao ódio e a raiva. Tenhamos em mente que quem sai vencedor nesta luta, pode ser considerado um herói.

O entusiasmo cresce com a descoberta dos efeitos benéficos da tolerância e da paciência. Todavia quando algo nos acontece fazendo brotar um intenso ódio dentro de nós, nesse instante, ele nos domina totalmente e destroi nossa paz mental. Quando o ódio e a raiva surgem com esta intensidade, eles sufocam a melhor parte do nosso cérebro, que é a capacidade de discernir entre o certo e o errado assim como as consequências a curto e longo prazo dos nossos atos.

O ódio é muito diferente de um inimigo humano normal. Uma pessoa precisa comer, dormir e realizar outras funções, de modo que ela não dispõe de 24 horas para dedicar-se ao seu projeto de nos destruir. Já o ódio não tem outra função que a de nos destruir. Ao nos conscientizamos disso, deveríamos tomar a decisão de nunca dar a oportunidade para que o ódio surja dentro de nós.

Outro problema é que o ódio ou a raiva, se deixados à vontade ou sem controle, costumam agravar-se e continuar a crescer. Existem níveis diferentes destes sentimentos destrutivos. Quando se trata de uma intensidade branda da raiva, até podemos enfrentá-la de frente porque ainda temos algum discernimento, mas quando a intensidade é muito alta, talvez o melhor fosse simplesmente deixá-la de lado até que possamos nos acalmar. É o famoso conselho: "conte até dez" (ou mais).

Assim, o que realmente podemos fazer para evitar ou minimizar estes dois sentimentos negativos é a prática cotidiana da tolerância e da paciência.

Que possamos todos ter uma semana de Paz e Harmonia.
Bibliografia: A Arte da Felicidade de H. C. Cutler

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