domingo, 26 de dezembro de 2010

Tipos de Consciência


Recentemente visitei o site da Dra. Suzane Lie Caroll, Phd em Psicologia Clinica, e encontrei alguns textos falando sobre a consciência. Achei interessante e traduzi uma parte, que acredito, possa ser uma boa matéria para reflexão.

Consciência Dependente

O primeiro tipo de consciência que temos ao nascer é uma dependente. Este tipo de consciência é aquele onde o ser ainda necessita de outros para viver neste mundo. Quando crianças nós não temos nenhuma individualidade e somos completamente dependentes daqueles que nos criam. Sem amor e proteção de alguém não sobreviveríamos. Nesta fase da vida não temos consciência de nossa individualidade e nos percebemos como uma parte de nossos pais. Isto quer dizer que nós ainda não estamos conscientes da separação que o nosso novo corpo físico criou. Quando as crianças crescem, vão tornando-se aos poucos mais conscientes de sua individualidade. No entanto ainda estão dependentes dos outros para sua sobrevivência física e que lhes ensinam as regras para sobreviver neste mundo da realidade tridimensional.

Durante a infância, a experiência consciente das dimensões superiores ainda é forte, porque uma criança ainda não "aprendeu" a esquecer o seu lar de origem. Nesta fase, a consciência do mundo físico que a rodeia é em grande parte limitada pelas crenças e percepções da sua família e / ou daqueles que a criaram. (este é um ponto que os pais deveriam estar muito atentos.) Como na infância, temos a consciência familiar, se nossa família vive com medo, aprendemos a ter medo. Se, por outro lado, nossa família é amorosa, nós aprendemos a viver com amor e assim por diante. Isto uma vez assimilado se transforma em nossa verdade. Quando nos tornamos adultos, se não mudarmos este conceito, acabaremos por transmitir aos nossos filhos tal tipo de consciência quer ela tenha um bom ou mau aspecto.

Consciência Independente

Quando nossas percepções da família são limitadas unicamente ao mundo físico, somos ensinados a esquecer os nossos "mundos imaginários", sob alegação: "Não, isso é impossível" ou "É apenas a sua imaginação", ou ainda, "Você deve ter sonhado porque isto não é real". Então para nos adaptarmos a este novo e limitado mundo, aprendemos a acreditar que a terceira dimenção é a única real e todos os outros mundos são apenas de "faz de conta". Portanto, as crenças de nossa família geralmente tornam-se as nossas crenças e a sua realidade acaba se tornando a nossa realidade.

Quando porém, chegamos a adolescência, passamos a assimilar uma consciência de comunidade e a nossa consciência se expande para incluir os nossos amigos e suas famílias. A nossa independência crescente nos dá a oportunidade de nos tornarmos mais individual em nossas crenças e em nossas ações. Temos então uma oportunidade de liberar algumas crenças limitantes que haviamos aceitado de outras pessoas. Talvez venhamos a recuperar as memórias da infância do nosso verdadeiro Eu.

Alguns adolescentes conseguem guardar memórias de dimensões acima da terceira como tesouros secretos. Infelizmente, a maioria de nós esquece o verdadeiro Eu, "amadurecendo". Pode-se dizer, figurativamente, que "assinamos" um contrato de exclusividade com esta terceira dimensão. Depois gastamos um longo período da vida adulta tentando lembrar o que já sabiamos quando eramos criança.

Existem pessoas que foram capazes de manter uma conexão consciente com a sua verdade interior e por isso acabaram sendo alijadas do grupo onde vivem se tornando impopulares durante os anos de seu desenvolvimento. Como não encontram bastante conforto e apoio no seu circulo, são forçados a introverter-se para satisfazer as suas necessidades, pois só assim sua ligação com a origem sutil pode ser mantida.

Ao nos tornarmos adultos jovens, passamos a assumir maior responsabilidade em nossa vida. Se nossos pais fizeram bem o seu trabalho, eles nos prepararam pouco a pouco para que nos tornassemos mais e mais independentes. Algumas pessoas, no entanto, arriscam-se a perder o seu pensamento independente quando ficam ansiosas por "ser aceitos" em um determindado grupo que vive unicamente nos limitados padrões e pensamentos deste mundo físico.

Como adultos, nós expandimos nossa visão da realidade e começamos a desenvolver a consciência nacional. Nosso mundo fica então, maior e nos tornamos capazes de superar esta consciência independente. Quando nos casamos e temos filhos ou galgamos posições de mais responsabilidades no nosso trabalho, descobrimos que ser independente não é suficiente. Precisamos nos tornar confiáveis.

Houve uma geração conhecida como Baby Boomers (*) que quebrou as regras da realidade coletiva e lutou por seu próprio mundo. Hoje essas crianças estão se tornando pais. Estes adultos dão mais liberdade de descoberta e imaginação a seus filhos respeitando-os como uma expressão da sua verdade pessoal.

Consciência Confiável

Parece que os Baby Boomers nasceram com a missão de preparar o mundo para a consciência planetária do novo milênio. A energia feminina está sendo despertada do seu longo sono durante o regime patriarcal, e ela está chamando para uma consciência do seu planeta. Este despertar do poder feminino abre uma oportunidade para a mistura do enfoque mais individual da energia masculina e o foco mais coletivo da energia feminina. Deste modo, podemos manter a nossa identidade pessoal, enquanto nós experimentamos a unidade com toda a vida que é o núcleo da consciência de uma dimensão mais elevada.

Quando os Baby Boomers nasceram nas décadas de 40 e 50, havia regras estritas sobre o que uma mulher poderia fazer, diferente daquilo que um homem poderia fazer. Hoje, em muitas partes do mundo, essas regras foram suspensas e os homens e as mulheres são livres para expressar sua criatividade da maneira que escolherem.

Com o advento da TV e da rede internacional de computadores, a Terra tornou-se um lugar pequeno e qualquer coisa que aconteça em qualquer lugar pode ser imediatamente comunicada ao mundo inteiro. Assim como os limites que definiam o comportamento "adequado" masculino e feminino foram relaxados, as fronteiras nacionais tanbém tendem a tornar-se mais fracas. É quando temos consciência planetária que vemos todos os aspectos da natureza, em todo o mundo, como um aspecto da nossa própria consciência. Temos então, que ser confiáveis não apenas dentro da nossa casa, nosso trabalho, nossa comunidade ou nação, mas também dentro de nosso planeta. Devemos entender que estamos no processo de criação do mundo em que vivemos. Quando a maior parte do planeta atingir a consciência planetária, os mais evoluidos irão se voltar para a consciência galática.

No entanto, todos, mesmo os mais sábios ainda possuem certas áreas de sua vida, na qual a consciência inferior se sobressai. Somos todos pessoas complexas que têm alguns desafios a vencer através de nossas vidas. O fato de olharmos mais atentamente para cada estado de consciência, permite-nos dirigir esta expansão de consciência para muitas partes de nossos eus que compõem o todo. Para ser realmente confiável, devemos conhecer o "inimigo interno". O nosso maior inimigo é o que está dentro de nós mesmos e que muitas vezes não conseguimos ver em função da nossa arrogância.

(*) Um Baby Boomer é uma pessoa nascida entre 1945 e 1964 na Grã Bretanha, Estados Unidos, Canadá ou Austrália. Depois da segunda guerra mundial estes países experimentaram um súbito aumento de natalidade, que ficou conhecido como baby boom.
A fortaleza de uma pessoa está em conhecer seus pontos fracos.
Que possamos ter uma ótima semana em Paz e Harmonia.

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