“A neurose só vem quando você não pode aceitar
o fracasso.” (Osho)
A alegria é uma das mais poderosas energias
que podemos desenvolver. Digo desenvolver porque temos o poder para isso. É só
uma questão de treinar. Conheço pessoas que não são capazes de rir de uma boa
piada. Vivem num mundo cinzento. Um mundo alegre é colorido. Acontece que na
atualidade somos impelidos a viver superficialmente sem perceber, muitas vezes,
a beleza que nos circunda. Foram os valores e padrões a nós ensinados, que nos
fizeram assim. Uma das verdades contidas na mensagem chamada Desiderata que foi
encontrada na igreja de St. Paul em Baltimore, é que tendo
sempre seriedade, nunca devemos nos levar por demais a sério.
Vocês devem ter notado que volta e meia eu
coloco alguma citação do Osho. É que neste último ano fui presenteado com vários
livros contendo as ideias deste fabuloso pensador. Ele nasceu na Índia, mas
viveu até perto do fim da sua vida nos EUA. Dizem que foi envenenado (talvez
por causa das suas ideias) e voltou para sua terra para morrer. Embora fosse
considerado um mestre ele tinha grande senso de humor e quando falava permeava
seus ensinamentos com piadas para ilustrar.
Li uma recentemente que me fez rir por um bom
tempo. Vou compartilhá-la aqui. Numa ocasião Osho falava que as pessoas só
compreendem aquilo que podem compreender e que as demais coisas geralmente são
muito mal interpretadas e aí para exemplificar contou a seguinte estória:
“As Irmãs da Misericórdia
estavam para ser enviadas como missionárias ao mundo do pecado. A madre
superiora tinha uma última pergunta a fazer a cada uma antes de decidir quais
delas estariam mais bem preparadas para as árduas tarefas que enfrentariam.
- Irmã Agatha, perguntou
ela à primeira, o que você faria se estivesse andando por uma rua deserta e um
estranho se aproximasse e lhe fizesse investidas indecentes?
- Oh, Santa Mãe de Deus!
- Exclamou a freira. Que todos os santos me livrem! Bem, eu me ajoelharia e
rezaria para Santa Virgem que salvasse a minha alma.
A madre superiora achou
que a Irmã Agatha estaria mais qualificada para o trabalho doméstico. A mesma
pergunta foi feita à Irmã Agnes, que respondeu:
- Ora, eu lhe daria um
soco no nariz... e depois começaria a correr pela rua o mais rápido que pudesse
gritando socorro! Socorro!
A madre superiora achou
que a Irmã Agnes era uma das possíveis candidatas para o trabalho missionário.
Em seguida, ela perguntou à Irmã Teresa, que começou:
- Bem, em primeiro lugar
eu abaixaria as calças dele...
A madre superiora tossiu
de leve, mas a Irmã Teresa continuou.
- Depois eu levantaria
minha roupa, e aí...
- Irmã Teresa!
Interrompeu a madre, que resposta é essa?!
- Bem, disse a Irma
Teresa, eu só acho que posso correr mais rápido com minhas roupas levantadas do
que ele com as calças abaixadas! “
Fique a vontade para rir...
Antonio Roberto Soares, psicólogo mineiro, num
trabalho chamado Desenvolvimento Comportamental aborda o tema da alegria. O
vídeo a seguir foi montado em cima do texto original:
Continuação do livro O Poder do Agora de Eckhart
Tolle
Dissolvendo o
sofrimento do passado
Enquanto não somos capazes de
acessar o poder do Agora, vamos acumulando resíduos de sofrimento emocional.
Esses resíduos se misturam ao sofrimento do passado e se alojam em nossa mente
e em nosso corpo. Isso inclui o sofrimento vivido em nossa infância, causado pela falta de
compreensão do mundo em que nascemos.
Todo esse sofrimento cria um
campo de energia negativa que ocupa a mente e o corpo. Se olharmos para ele
como uma entidade invisível com características próprias, estaremos chegando
bem perto da verdade. É o sofrimento emocional do corpo. Apresenta-se sob duas
modalidades: inativo e ativo. O sofrimento pode ficar inativo 90% do tempo, ou
100% ativado em alguém profundamente infeliz. Algumas pessoas atravessam a vida
quase que inteiramente tomadas pelo sofrimento, enquanto outras passam por ele
em algumas situações que envolvem relações familiares e amorosas, lesões
físicas ou emocionais, perdas do passado, abandono, etc. Qualquer coisa pode
ativá-lo, especialmente se encontrar ressonância em um padrão de sofrimento do
passado. Quando o sofrimento está pronto para despertar do estágio inativo, até
mesmo uma observação inocente feita por um amigo ou um pensamento é capaz de
ativá-lo.
Alguns sofrimentos são
irritantes, mas inofensivos, como é o caso de uma criança que não para de
chorar. Outros são monstros destrutivos e mórbidos, verdadeiros demônios.
Alguns são fisicamente violentos; outros, emocionalmente violentos. Eles podem
atacar tanto as pessoas à nossa volta quanto a nós mesmos, seus “hospedeiros”.
Os pensamentos e sentimentos relativos à nossa vida tornam-se, então,
profundamente negativos e autodestrutivos. Doenças e acidentes frequentemente
acontecem desse modo. Alguns sofrimentos podem até levar uma pessoa ao
suicídio.
Às vezes levamos um choque ao
descobrir uma faceta detestável em alguém que pensávamos conhecer bem.
Entretanto, é mais importante observar essa situação em nós mesmos do que nos
outros. Preste atenção a qualquer sinal de infelicidade em você, qualquer que
seja a forma, pois talvez seja o despertar do sofrimento. Ele pode se
manifestar como uma irritação, um sinal de impaciência, um ar sombrio, um
desejo de ferir, sentimentos de raiva, ira, depressão ou uma necessidade de
criar algum tipo de problema em seus relacionamentos. Agarre o sinal no momento
em que ele despertar de seu estado inativo. O sofrimento deseja sobreviver,
mas, para isso, precisa conseguir que nos identifiquemos inconscientemente com
ele. Portanto, quando o sofrimento toma conta de nós, cria uma situação em
nossas vidas que reflete a própria frequência de energia da qual ele se
alimenta. Sofrimento só se alimenta de sofrimento. Não se consegue alimentar de
alegria. Acha-a indigesta.
Quando o sofrimento nos domina, faz com que
desejemos ter mais sofrimento. Passamos a ser vítimas ou perpetradores.
Queremos infligir sofrimento, ou senti-lo, ou ambos. Na verdade, não há muita
diferença entre os dois. É claro que não temos consciência disso e afirmamos
que não queremos sofrer. Mas, preste bem atenção e verá que o seu pensamento e
o seu comportamento estão programados para continuar com o sofrimento, tanto
para você quanto para os outros. Se você estivesse consciente disso, o
padrão iria se desfazer, porque desejar mais sofrimento é uma insanidade, e
ninguém é insano conscientemente.
O sofrimento, a sombra escura
projetada pelo ego, tem medo da luz da nossa consciência. Teme ser descoberto.
Sobrevive graças à nossa identificação inconsciente com ele, assim como do medo
inconsciente de enfrentarmos o sofrimento que vive dentro de nós. Mas se não o
enfrentarmos, se não direcionarmos a luz da nossa consciência sobre o
sofrimento, seremos forçados a revivê-lo. O sofrimento pode nos parecer um
monstro perigoso, mas eu lhe garanto que se trata de um fantasma frági1. Ele
não pode prevalecer sobre o poder da nossa presença.
Alguns ensinamentos espirituais
dizem que todo sofrimento é, em última análise, uma i1usão, e isso é verdade. A
questão é se isso é uma verdade para você. Acreditar
simplesmente não transforma nada em
verdade. Você quer sofrer para o resto da vida e permanecer dizendo que é
uma ilusão? Será que essa atitude livra você do sofrimento? O que nos interessa
aqui é o que podemos fazer para vivenciar essa verdade, ou seja,
torná-la real em nossas vidas.
Portanto, o sofrimento não quer
que nós o observemos diretamente e vejamos o que ele realmente é. No momento em
que o observamos, sentimos seu campo energético dentro de nós e desfazemos
nossa identificação com ele, surge uma nova dimensão da consciência. Chamo a
isso presença. Passamos a ser testemunhas ou observadores do sofrimento.
Isso significa que ele não pode mais nos usar, fingindo ser nosso eu interior.
Então, não temos mais como realimentá-lo. Aqui está nossa mais profunda força
interior, Acabamos de acessar o poder do Agora.
O que acontece ao sofrimento
quando nos tornamos conscientes o bastante para romper a nossa identificação
com ele?
A inconsciência cria o
sofrimento. A consciência transforma o sofrimento nela em si mesma. São Paulo
expressa esse princípio universal de uma forma linda ao dizer: “Tudo é revelado
ao ser exposto à luz e o que for exposto à própria luz se torna luz”. Assim
como não se pode lutar contra a escuridão, não se pode lutar contra o
sofrimento. Tentar fazer isso poderia gerar um conflito interior e um
sofrimento adicional. Observar o sofrimento já é o bastante. Observá-lo implica
aceitá-lo como parte do que existe naquele momento. O sofrimento
consiste na energia vital aprisionada que se desprendeu do campo energético
total e se fez temporariamente autônoma, através de um processo artificial de
identificação com a mente. Ela se volta para dentro de si mesma e se torna algo
contrário à vida, como um animal tentando comer o próprio rabo. Por que você acha
que a nossa civilização se tornou tão autodestrutiva? Acontece que as forças
destrutivas da vida, ainda são energia vital.
Mesmo quando começamos a deixar
de nos identificar e nos tornamos observadores, o sofrimento ainda continua a
agir por um tempo e vai tentar fazer com que voltemos a nos identificar com
ele. Embora não esteja mais recebendo a energia originada da nossa
identificação com ele, o sofrimento ainda tem sua força, como uma roda-gigante
que continua a girar, mesmo quando deixa de receber o impulso. Nesse estágio, o
sofrimento pode até ocasionar dores em diversas partes do corpo, mas elas não
vão durar. Esteja presente, fique consciente. Vigie o seu espaço interior. Você
vai precisar estar presente e alerta para ser capaz de observar o sofrimento de
um modo direto e sentir a energia que emana dele. Agindo assim, o sofrimento
não terá força para controlar o seu pensamento. No momento em que o seu
pensamento se alinha com o campo energético do sofrimento, você está se
identificando com ele e, de novo, alimentando-o com os seus pensamentos.
Por exemplo, se a raiva é a
vibração de energia que predomina no sofrimento e você alimenta esse
sentimento, insistindo em pensar no que alguém fez para prejudicá-lo ou no que
você vai fazer em relação a essa pessoa, é porque você já não está mais
consciente, e o sofrimento se tornou “você”. Onde existe raiva, existe sempre
um sofrimento oculto. Quando você começa a entrar em um padrão mental negativo
e a pensar como a sua vida é horrorosa, isso quer dizer que o pensamento se
alinhou com o sofrimento e que você passou a estar inconsciente e vulnerável a
um ataque do sofrimento. Utilizo a palavra “inconsciência” no presente contexto
para significar uma identificação com um padrão mental ou emocional. Isso
implica uma ausência completa do observador.
Manter-se em um estado de alerta
consciente destrói a ligação entre o sofrimento e o mecanismo do pensamento, e
aciona o processo de transformação. É como se o sofrimento se tornasse o
combustível para a chamada da consciência, resultando em um brilho de mais
intensidade. Esse é o significado esotérico da antiga arte da a1quimia: a
transformação do metal não precioso em ouro, do sofrimento em consciência. A
separação interior cicatriza, e você se torna inteiro outra vez. Cabe a você,
então, não criar um sofrimento adicional.
Resumindo
o processo: concentre a atenção no sentimento dentro de você. Reconheça que é o
sofrimento. Aceite que ele esteja ali. Não pense a respeito. Não permita
que o sentimento se transforme em pensamento. Não julgue nem analise. Não se
identifique com o sentimento. Esteja presente e observe o que está acontecendo
dentro de você. Perceba não só o sofrimento emocional, mas também a presença
“de alguém que observa”, o observador silencioso. Esse é o poder do Agora, o
poder da sua própria presença consciente. Veja, então, o que acontece.
“S”
Em inúmeras mulheres, o
sofrimento manifesta-se, em particular, no período anterior ao fluxo menstrual.
Mais adiante comentarei as razões pelas quais isso acontece. No momento, o
importante é que você seja capaz de estar alerta e presente quando o sofrimento
aparecer e de observar o sentimento em vez de se deixar dominar por ele.
Essas atitudes proporcionam uma oportunidade para a mais poderosa das práticas
espirituais e torna possível uma rápida transformação de todo o passado.
(Continua)
Que saibamos viver uma semana de Paz, Harmonia e principalmente com Alegria.
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