Há tempos atrás eu ouvi
um relato dando conta que certo fito terapeuta respondera à pergunta como ele
aprendera o uso das ervas para curar doenças, dizendo que ele apenas chegava
perto delas e o seu uso para cura vinha a sua mente. Na verdade ele não sabia
explicar como isto acontecia. No entanto ele ajudou muita gente que estava
doente com suas ervas medicinais.
Na semana passada eu
estava lendo o livro “O homem que amava as gaivotas” e me deparei com algo que
poderia ser a explicação para o conhecimento daquele “homem das plantas”, como
era chamado. Tudo começa com a seguinte história:
“Era uma vez um homem que
vivia na praia e amava as gaivotas. Todas as manhãs ele descia até o mar para
passear com as gaivotas. E mais de uma centena de pássaros vinha brincar com
ele. Um dia seu pai lhe disse: Eu ouço as gaivotas ao seu redor, passeando com
você – traga algumas para brincar comigo. No dia seguinte, quando ele foi até o
mar, as gaivotas ficaram voando acima dele, mas não desceram.”
A explicação que o autor
deu é que os animais não pensam, eles apenas sentem. As gaivotas teriam sentido
que havia algo estranho no homem naquele dia e por isso não desceram.
O sentimento é a
linguagem da existência, ao passo que a razão é a linguagem da humanidade. No livro ele cita
Lukman como o fundador da medicina Yunani. Dizem que Lukman se aproximava das
plantas e lhes perguntava: “Qual a maior utilidade de vocês? Que doença você
podem ajudar a curar?” E contam que ele descobriu a utilidade de milhares de
plantas só sentindo-as. A resposta às suas perguntas vinha à sua mente como se a planta
respondesse: “você pode me usar para curar tuberculose (por exemplo); eu posso
ajudar”.
Isto parece mito, não é
verdade? No entanto dizem que tudo que ele descobriu foi comprovado por
experimentos científicos.
Outro relato encontrado
neste mesmo livro refere-se a uma experiência num laboratório em Nova York. Um
cientista estava trabalhando com insetos e havia um cacto ligado a um
instrumento que registra as vibrações das plantas. No instante que o cientista
jogou uma minhoca em água fervente, o instrumento ligado à planta registrou uma
intensa vibração. Foi como se a planta sentisse a vida da minhoca se esvaindo e estivesse reclamando.
Certa vez eu assisti a um
programa de TV onde algo semelhante foi feito. Havia uma planta ligada a um
instrumento. Quando o demonstrador aproximava-se dela com a verdadeira intenção
de cortar um ramo com uma tesoura, o aparelho registrava uma grande oscilação ao
passo que quando ele ameaçava cortar o ramo de mentirinha, o instrumento não registrava
nem uma mudança na oscilação dando a impressão de que a planta sentia a
verdadeira intenção da pessoa que ameaçava cortar seu ramo.
Quem já não ouviu relato
de alguma planta ter secado depois de alguma pessoa com uma vibração estranha
ter se aproximado dela? É o que comumente se chama de “olhar de seca pimenteira”.
Da mesma forma já vimos a beleza de plantas que são tratadas com carinho.
Já coloquei a citação a
seguir e embora não conheça o autor, mas como gosto muito dela vou repetir a
dose:
"Todas
as coisas do Universo estão interligadas. Assim, se pisares numa flor as
próprias estrelas reclamarão".
Acho que é
interessante refletir sobre isso. Paz e Harmonia.
Continuação do livro O poder do agora – de Eckhart Tolle
A negatividade e o
sofrimento têm raízes no tempo
Mas acreditar que o futuro será melhor do que o
presente nem sempre é uma ilusão. O presente pode ser terrível e as coisas
podem melhorar no futuro, e muitas vezes melhoram.
O futuro,
geralmente, é uma réplica do passado. É possível haver mudanças superficiais,
mas as transformações reais são raras e dependem da possibilidade de
estarmos presentes para dissolver o passado, acessando o poder do Agora. O que
percebemos como futuro é uma parte intrínseca do nosso estado de consciência do
momento. Se a nossa mente carrega um grande fardo do passado, vamos sentir
isso. O passado se perpetua pela fa1ta de presença. O que dá forma ao futuro é
a qualidade da nossa percepção do momento presente, e o futuro, é claro, só
pode ser vivenciado como presente.
Podemos ganhar
10 milhões de reais, mas esse tipo de mudança é apenas superficial. Vamos
simplesmente continuar a representar os mesmos padrões condicionados, em
ambientes mais luxuosos. Os seres humanos aprenderam a dividir o átomo. Em vez
de matar dez ou vinte pessoas com um porrete de madeira, uma pessoa agora pode
matar um milhão delas com um simples apertar de um botão. Será que isso é uma
mudança real?
Se é a qualidade
da nossa percepção neste momento que determina o futuro, então o que é que
determina a qualidade da nossa consciência? O nosso grau de presença. Portanto,
o único lugar onde pode ocorrer uma mudança verdadeira e onde o passado pode se
dissolver é no Agora.
Toda a
negatividade é causada pelo acúmulo de tempo psicológico e pela negação do
presente. O desconforto, a ansiedade, a tensão, o estresse, a preocupação,
todas essas formas de medo são causadas por excesso de futuro e pouca presença.
A culpa, o arrependimento, o ressentimento, a injustiça, a tristeza, a
amargura, todas as formas de incapacidade de perdão são causadas por excesso do
passado e pouca presença.
Muitos acham
difícil acreditar na possibilidade de existir um estado de consciência
absolutamente livre de toda a negatividade. E até o momento, esse é o estado de
liberdade para o qual apontam todos os ensinamentos espirituais. É a promessa
da salvação, não em um futuro ilusório, mas bem aqui e agora.
Talvez seja
difícil reconhecer que o tempo é a causa do nosso sofrimento ou de nossos
problemas. Acreditamos que eles são causados por situações específicas em
nossas vidas, e, de um ponto de vista convencional, isso é uma verdade. Mas
enquanto não lidarmos com a disfunção básica da mente – o apego ao passado e ao
futuro e a negação do presente –, os problemas apenas mudam de figura. Se todos
os nossos problemas, ou causas identificadas de sofrimento ou infelicidade,
fossem milagrosamente solucionados no dia de hoje, sem que nos tornássemos mais
presentes e mais conscientes, logo nos veríamos com um outro conjunto de
problemas ou causas de sofrimento semelhantes, como uma sombra que nos seguisse
aonde quer que fôssemos. Em última análise, o único problema é a própria mente
limitada pelo tempo.
Não posso acreditar que algum dia venha a alcançar 'um
ponto onde eu esteja completamente livre de problemas.
Você tem razão. Você nunca poderá
alcançar esse ponto porque você está nesse ponto agora.
Não há salvação dentro do tempo.
Você não pode se libertar no futuro. A presença é a chave para a liberdade.
Portanto, você só pode ser livre agora.
(Continua)
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