sábado, 11 de maio de 2013

O Poder do Agora - Parte 13


“A única obrigação é ser feliz.”

 

Ser feliz é uma das coisas mais importantes da nossa vida. Quando não nos sentimos felizes, algo deve estar errado e uma mudança drástica é necessária. Temos de nos lembrar porém que a infelicidade não tem causa externa.
Normalmente costumamos imputar a responsabilidade a algo fora de nós mesmos. Isto, no entanto, é uma desculpa. A infelicidade pode ser desencadeada de fora, mas o exterior não a cria. Quando, por exemplo, somos insultados, o insulto vem de fora, mas a raiva está dentro de nós. Ela não é causada pelo insulto. Se não gerássemos a energia da raiva dentro de nós, o insulto permaneceria impotente. Ele não nos perturbaria.
As causas da infelicidade estão sempre dentro de nós porque nós somos a causa da nossa vida. Quando entendermos isso verdadeiramente então nós estaremos prontos para iniciar uma jornada de transformação.
Vale aqui repetir o que disse a grande alma, que em sua ultima vida chamou-se Francisco Cândido Xavier: “Não podemos voltar atrás para fazer um novo começo, mas qualquer um pode começar agora para fazer um novo fim”.

            Muito interessante esta parte do livro O Poder do Agora que transcrevi abaixo. Alguém comenta um instante de sua vida em que percebeu diferenças numa árvore que antes já havia visto, mas não a tinha percebido como naquele instante. Isto me lembrou duma experiência que tive num domingo em que estava sentado sozinho e olhava distraidamente para o céu que aparecia através da copa das árvores à minha frente. Em certo momento deslumbrei-me com uma aura de energia perfeitamente delineada ao redor de toda aquela árvore. A experiência foi tão marcante que quis olhar mais detidamente aquela visão de uma energia belíssima. No instante em que minha mente racional entrou em ação, toda aquela beleza desapareceu e novamente só podia ver o que sempre vira... só uma árvore.

            Em outra ocasião há muito mais tempo atrás eu estava participando de uma palestra onde mais de um palestrante fizeram uso da palavra. Um falava baixo e tinha o aspecto cansado o outro foi vibrante e seu entusiasmo contagiou a plateia. O detalhe é que pude perceber, mesmo que por poucos instantes, a aura dos dois palestrantes. O primeiro tinha uma aura pequena quase colada ao corpo, ao passo que a do segundo reverberava a uma boa distância ao seu redor.

            Provavelmente nos dois momentos acima descritos tive experiências semelhantes à da pessoa que faz o comentário inicial.
 
            Uma ótima semana em Harmonia, Paz e Verdade.

 

(Continuação do livro O Poder do Agora de Eckhart Tolle.)

 
Acessando o poder do Agora

 
Momentos atrás, quando você falou sobre o eterno presente e a irrealidade do passado e do futuro, peguei-me olhando através da janela para uma determinada árvore. Já a tinha olhado muitas vezes antes, mas agora foi diferente. Não percebi muita diferença na forma externa, exceto que as cores pareciam mais vivas. Mas havia uma dimensão adicional que antes eu não tinha notado. É difícil de explicar. Não sei bem, mas achei ter percebido alguma coisa invisível, como se fosse a essência daquela árvore, ou melhor, um espírito interior. E, de alguma forma, era como se eu fosse parte dela. Percebo, agora, que nunca tinha visto de fato a árvore, apenas uma imagem plana e morta. Quando olho para a árvore agora, parte daquela impressão ainda permanece, mas posso sentir que ela está desaparecendo. A experiência já está parecendo algo do passado. Será que alguma coisa como essa pode ser considerada mais do que um vislumbre passageiro?

 
Por um instante, você se libertou do tempo. Ao se concentrar no presente, pôde perceber a árvore sem o enquadramento da mente. A consciência do Ser tornou-se parte da sua percepção. Suprimir a dimensão do tempo faz surgir um tipo diferente de conhecimento, que não “mata” o espírito que mora dentro de cada criatura e de cada coisa. Um conhecimento que não destrói o aspecto sagrado nem o mistério da vida, e que contém um amor e uma reverência profundos por tudo o que é. Um conhecimento sobre o qual a mente nada sabe.


A mente não pode conhecer a árvore. O que ela conhece são apenas fatos ou informações sobre a árvore. A minha mente não pode conhecer você, só rótulos, julgamentos, fatos e opiniões sobre você. Só o Ser conhece diretamente.


Há um lugar para a mente e para o conhecimento da mente. Situa-se na prática do dia-a-dia. Entretanto, quando a mente domina todos os aspectos da nossa vida, incluindo as relações com outras pessoas e com a natureza, transforma-se em um parasita monstruoso que, se não reprimido, pode acabar matando todo o tipo de vida no planeta e, finalmente a si mesmo, ao matar quem o hospeda.


Você teve uma breve visão de como a ausência do tempo pode transformar nossa percepção. Mas não basta uma experiência, não importa quanto ela seja linda ou profunda. O que é necessário, e o que nos interessa, é uma mudança definitiva na consciência.


Portanto, rompa com o velho padrão de negação e resistência ao momento presente. Torne uma prática desviar a atenção do passado e do futuro, afaste-se da dimensão do tempo na vida diária, tanto quanto possível. Se você achar difícil entrar diretamente no Agora, comece observando como a sua mente tende a fugir do Agora. Vai notar que geralmente imaginamos o futuro como algo melhor ou pior do que o presente. Imaginar um futuro melhor nos traz esperança e uma antecipação do prazer. Imaginá-lo pior nos traz ansiedade. Ambos os casos são ilusões. Ao observarmos a nós mesmos, um maior grau de presença surge automaticamente em nossas vidas. No momento em que percebemos que não estamos presentes, estamos presentes. Sempre que formos capazes de observar nossas mentes, deixamos de estar aprisionados. Um outro fator surgiu, algo que não pertence à mente: a presença observadora.


Esteja presente como alguém que observa a mente e examine seus pensamentos, suas emoções, assim como suas reações em diferentes circunstâncias. Concentre seu interesse não só nas reações, mas também na situação ou na pessoa que leva você a reagir. Perceba também com que frequência a sua atenção está no passado ou no futuro. Não julgue nem analise o que você observa. Preste atenção ao pensamento sinta a emoção, observe a reação. Não veja nada como um problema pessoal. Sentirá então algo muito mais poderoso do que todas aquelas outras coisas que você observa, uma presença serena e observadora por trás do conteúdo da sua mente: o observador silencioso.

 
Uma presença intensa se faz necessária quando certas situações provocam uma reação de grande carga emocional, como, por exemplo, no momento em que acontece uma ameaça à nossa autoimagem, um desafio na vida que nos causa medo, quando as coisas “vão mal” ou quando um complexo emocional do passado vem à tona. Nessas situações, tendemos a nos tornar “inconscientes”. A reação ou a emoção nos domina, “passamos a ser” ela. Passamos a agir como ela. Arranjamos uma justificativa, erramos, agredimos, defendemos... só que não somos nós e sim uma reação padronizada, a mente em seu modo habitual de sobrevivência.

 
Identificar-se com a mente dá a ela mais energia, enquanto observar a mente retira a sua energia. Identificar-se com a mente gera mais tempo, enquanto observar a mente revela a dimensão do infinito. A energia retirada da mente se transforma em presença. No momento em que conseguimos sentir o que significa estar presente, fica muito mais fácil escolher simplesmente escapar da dimensão do tempo e entrar mais profundamente no Agora. Isso não prejudica nossa capacidade de usar o tempo – passado ou futuro – quando precisamos nos referir a ele em termos práticos. Nem prejudica nossa capacidade de usar a mente. Na verdade, estar presente aumenta nossa capacidade. Quando você usar a mente de verdade, ela estará mais alerta, mais focalizada.

(Continua)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.