Neste
capitulo do livro O Poder do Agora, abaixo, Tolle toca em algo extremamente importante e que normalmente passa
despercebido. Estamos limpando ou poluindo o Planeta com nossos pensamentos e
atitudes? Ainda hoje há quem não acredite que nossos pensamentos são energia
capaz de perturbar a harmonia de um ambiente. Outros acreditam, mas vivem de
forma inconsciente para este fato. Desta forma, as grandes cidades são uma
fonte de stress.
Várias
pessoas que nos visitaram aqui no nosso “mundinho” rural expressaram sua
surpresa pela paz que pode ser percebida no ambiente. Um destes visitantes não
conteve as lágrimas pela emoção que sentiu quando aqui chegou. Uma senhora que
aqui veio pela primeira vez confessou que só viera para acompanhar o marido. Era
um sábado. À noite, já em sua casa, nos telefonou pedindo para voltar ao nosso convívio no dia
seguinte. Acredito que para ela foi um domingo de uma paz e harmonia que há muito ela não sentia.
Não tenho dúvida que estes eventos mostram nitidamente que a maneira de viver de cada um deixa seu ambiente impregnado com a sua energia. "Orai e vigiai (seus pensamentos)". (Jesus.)
Que tenhamos uma ótima semana em Paz e Harmonia.
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O
pior cárcere não é o que aprisiona o corpo, mas o que asfixia a mente e algema
a emoção. Sem liberdade, as mulheres sufocam o prazer. Sem sabedoria os homens
se tornam máquinas de trabalhar. Ser livre é não ser escravo das culpas do
passado nem das preocupações do amanhã. Ser livre é ter tempo para as coisas
que se ama. É abraçar, se entregar, sonhar, recomeçar tudo de novo. É
desenvolver a arte de pensar e proteger a emoção. Mas acima de tudo, ser livre
é ter um caso de amor com a própria existência e desvendar seus mistérios. (Augusto
Cury)
CURA QUÂNTICA, BARREIRAS
Existe uma porta mental chamada "eu não consigo”,
que nem a bomba mais potente consegue destruir,
nem o ladrão mais ágil consegue arrombar,
pois está solidificada na mente humana,
essa mente maravilhosa que possuímos,
capaz de construir maravilhas, e destruir vidas preciosas.
Os vícios, as situações que se repetem,
a maioria dos infortúnios, as guerras estúpidas,
angústias e doenças nervosas que levam gênios a loucura,
são retratos claros dessas portas mentais
que encarceram as pessoas que perdem a chave,
sem saberem como se libertar.
Uma depressão, por exemplo,
é uma cadeia de segurança máxima,
onde a pessoa se tranca e não vê mais nada além da sua dor,
da dor que nem sempre existe na realidade,
e que não podemos abrir, pois só ela tem a chave,
e essa chave, que chamamos de determinação,
Deus chama de "amor a vida".
Somente o reconhecimento desse verdadeiro tesouro,
que é a vida, pode nos libertar dessa cadeia mental,
livrar o homem do "eu não consigo",
do "eu não posso", das frases feitas de destruição,
da frustração de ver algum sonho não realizado,
da libertação de vícios que destroem a vida,
vida que Deus lhe entrega mais uma vez,
renovada, pronta para a sua vitória,
com essa chave divina chamada "dia de hoje",
chave que permite mudar tudo,
começando agora com uma simples atitude mental:
amando-se incondicionalmente.
Viva a sua vitória, a sua mudança,
a libertação da prisão que você mesmo criou,
eis o dia, eis a chave:
é o amor, sublime amor, que Deus tem por você,
hoje e sempre, Amém.
Eu acredito em você!
Paulo Roberto Gaefke
Libertando-se da
infelicidade
Você não está satisfeito com as
atividades que desempenha? Talvez não goste de seu trabalho ou tenha se aborrecido
por ter concordado em fazer alguma coisa, embora parte de você não goste e
ofereça resistência. Tem algum ressentimento oculto em relação a alguém próximo
a você? Percebe que a energia que você desprende por conta disso tem efeitos
tão prejudiciais que você está contaminando a si mesmo e aos que estão ao seu
redor? Dê uma boa olhada dentro de você. Existe algum leve traço de
ressentimento ou má vontade? Se existe, observe-o, tanto no nível mental quanto
no emocional. Que tipos de pensamento a sua mente está criando em torno dessa
situação? Depois, observe a sua emoção, que é a reação do corpo a esses pensamentos.
Sinta a emoção. Ela lhe parece agradável ou não? É uma energia que você escolheria
para ter dentro de você? Você tem escolha?
Talvez a atividade seja tediosa,
ou alguém próximo a você seja desonesto, irritante ou inconsciente, mas tudo
isso é irrelevante. Não faz a menor diferença se os seus pensamentos e emoções
a respeito da situação tenham ou não uma justificativa. O fato é que você está
resistindo ao que é. Está transformando o momento atual num inimigo.
Está criando infelicidade, um conflito entre o interior e o exterior. A sua
infelicidade está poluindo não só o seu próprio ser interior e daqueles à sua
volta, como também a psique coletiva humana, da qual você é uma parte
inseparável. A poluição do planeta é apenas um reflexo externo de uma poluição
interior psíquica gerada por milhões de indivíduos inconscientes, sem a
menor responsabilidade pelos espaços que trazem dentro de si.
Você pode parar de executar a
tarefa que está lhe causando insatisfação, falar com a pessoa envolvida e expressar
todos os seus sentimentos, ou livrar-se da negatividade que a sua mente criou
em volta da situação e que não serve a nenhum propósito, exceto o de fortalecer
um falso sentido do eu interior. É importante reconhecer essa inutilidade. A
negatividade nunca é o melhor caminho para lidar com qualquer situação. Na verdade,
na maior parte dos casos, ela nos paralisa, bloqueando qualquer mudança
verdadeira. Qualquer coisa feita com uma energia negativa será contaminada por
ela e dará origem a mais sofrimento. Além disso, qualquer estado interior
negativo é contagioso, pois a infelicidade se espalha mais rapidamente do que
uma doença física. Pela lei da ressonância, ela detona e alimenta a
negatividade latente nos outros, a menos que sejam imunes, quer dizer,
altamente conscientes.
Você está poluindo o mundo ou
limpando a sujeira? Você é responsável pelo seu espaço interior, da mesma forma
que é responsável pelo planeta. Assim no interior, assim no exterior: se os
seres humanos limparem a poluição interior, deixarão então de criar a poluição
externa.
Como podemos nos livrar da negatividade?
Descartando-a. Como nos livramos
de um pedaço de carvão em brasa que está em nossas mãos? Como nos livramos de
uma bagagem pesada e inútil que estamos carregando? Reconhecendo que não
desejamos mais sofrer nem carregar peso, e deixando-os de lado.
A inconsciência profunda, como o
sofrimento físico ou outro sofrimento profundo, como, por exemplo, a perda de
uma pessoa amada, quase sempre necessita ser transformada através da aceitação
combinada com a luz da presença, ou seja, através de uma atenção constante. Por
outro lado, muitos padrões da inconsciência comum podem ser simplesmente
descartados ao percebermos que não os queremos mais ou que não precisamos mais deles,
que temos uma escolha e que não somos só um feixe de reflexos condicionados.
Tudo isso indica que somos capazes de acessar o poder do Agora. Sem ele, não
temos escolha.
Ao chamar algumas emoções de negativas,
será que você não está criando uma polaridade mental de bom e mau, como
mencionou anteriormente?
Não. A polaridade foi criada num
estágio anterior, quando sua mente julgou o momento presente como mau. Foi esse
julgamento que criou a emoção negativa.
Mas ao chamar algumas emoções de negativas,
você não está querendo dizer que elas não deveriam estar ali, que não está
certo ter essas emoções? Entendo que deveríamos nos permitir ter qualquer tipo
de sentimento, sem julgar se ele é bom ou mau. Não há nada demais em estar com
raiva, de mau humor, ou seja lá o que for, do contrário, nos sentiremos
reprimidos, em conflito interior ou rejeitados. As coisas estão bem do jeito
que são.
Sem dúvida. Quando um padrão
mental, uma emoção ou uma reação forem observados, aceite-os. Você não está consciente
o bastante para ter uma escolha em relação a esse assunto. Não se trata de um
julgamento, apenas de um fato. Se você tivesse uma escolha, ou
percebesse que, de fato, tem uma escolha, escolheria o sofrimento ou a
alegria, o conforto ou o desconforto, a paz ou o conflito? Escolheria um
pensamento ou um sentimento que separasse você do seu estado natural de
bem-estar, da alegria da vida interior? Chamo de negativo a qualquer sentimento
dessa natureza, o que significa simplesmente mau. Não no sentido de “você não deveria
ter feito isso”, mas simplesmente o mau no sentido concreto, como sentir dor de
estômago. Como é possível que os seres humanos tenham assassinado mais de 100
milhões de seus semelhantes apenas no século vinte?1 Pessoas infligindo um sofrimento
de tal magnitude umas às outras está além de qualquer coisa que você possa
imaginar. E isso sem considerar a violência física, mental e emocional, a
tortura, o sofrimento e a crueldade que os homens continuam a infligir uns aos
outros, bem como a outros seres vivos.
Será que agem assim em seu estado
natural, em contato com a alegria da vida dentro deles? Claro que não. Somente
aqueles que vivem num estado profundamente negativo, que se sentem de fato
muito mal, poderiam ver tal realidade como um reflexo do modo como se sentem.
No momento, essas pessoas estão empenhadas em destruir a natureza e o planeta
que nos sustenta. Isso é inacreditável, mas é verdadeiro. O
homem é uma espécie
perigosamente insana e doente. Isso não é um julgamento, é um fato. É também um
fato que a sanidade está lá, por baixo da loucura. A cura e a redenção
estão disponíveis neste exato momento.
É verdade que, quando aceita seu
ressentimento, o mau humor, a raiva, etc., você não sente mais necessidade de
manifestá-los de maneira cega e tem menos chance de projetá-los sobre os
outros. Mas eu me pergunto se você não está se iludindo. Quando uma pessoa vem
praticando a aceitação por um tempo, como é o seu caso, chega um ponto em que
precisa passar para o estágio seguinte, onde essas emoções negativas não são mais
criadas. Se você não passa, a “aceitação” se torna apenas um rótulo mental que
permite ao seu ego continuar a ser tolerante com a tristeza e, dessa forma,
fortalecer o sentimento de separação das outras pessoas, do seu ambiente, do
seu aqui e agora. Como você bem sabe, a separação é a base do sentido de
identidade do ego. A aceitação verdadeira poderia transformar tudo de uma vez
por todas. E se sabe, bem lá no fundo, que tudo “está bem” como você diz, será
que esses pensamentos negativos viriam em primeiro lugar? Se não houver julgamento
nem resistência ao que é, eles nem surgiriam. A sua mente diz que “tudo
está bem”, mas no fundo você não acredita nisso, e assim os velhos padrões de
resistência mental e emocional ainda estão ali. É isso o que nos faz mal.
Isso também não tem importância.
Você está defendendo o seu
direito de ser inconsciente, o seu desejo de sofrer? Não se preocupe, pois ninguém
vai lhe tirar esse direito. Ao perceber que um determinado tipo de alimento lhe
faz mal, você continuaria a comer aquele alimento e insistiria em afirmar que
não se importa em passar mal?
1 Sivard, R. L. World Military ans Social Expenditures. 1996. 16ª edição. Washington,
D. C.: World Priorities,
1996. p. 7.
Continua.


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