domingo, 18 de agosto de 2013

O Poder do Agora - Parte 22


            Neste capitulo do livro O Poder do Agora, abaixo, Tolle toca em algo extremamente importante e que normalmente passa despercebido. Estamos limpando ou poluindo o Planeta com nossos pensamentos e atitudes? Ainda hoje há quem não acredite que nossos pensamentos são energia capaz de perturbar a harmonia de um ambiente. Outros acreditam, mas vivem de forma inconsciente para este fato. Desta forma, as grandes cidades são uma fonte de stress.

            Várias pessoas que nos visitaram aqui no nosso “mundinho” rural expressaram sua surpresa pela paz que pode ser percebida no ambiente. Um destes visitantes não conteve as lágrimas pela emoção que sentiu quando aqui chegou. Uma senhora que aqui veio pela primeira vez confessou que só viera para acompanhar o marido. Era um sábado. À noite, já em sua casa, nos telefonou pedindo para voltar ao nosso convívio no dia seguinte. Acredito que para ela foi um domingo de uma paz e harmonia que há muito ela não sentia.
 
            Não tenho dúvida que estes eventos mostram nitidamente que a maneira de viver de cada um deixa seu ambiente impregnado com a sua energia. "Orai e vigiai (seus pensamentos)". (Jesus.)
 

              Que tenhamos uma ótima semana em Paz e Harmonia.
 
 
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                O pior cárcere não é o que aprisiona o corpo, mas o que asfixia a mente e algema a emoção. Sem liberdade, as mulheres sufocam o prazer. Sem sabedoria os homens se tornam máquinas de trabalhar. Ser livre é não ser escravo das culpas do passado nem das preocupações do amanhã. Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama. É abraçar, se entregar, sonhar, recomeçar tudo de novo. É desenvolver a arte de pensar e proteger a emoção. Mas acima de tudo, ser livre é ter um caso de amor com a própria existência e desvendar seus mistérios. (Augusto Cury)
 

 
 
 

CURA QUÂNTICA, BARREIRAS

Existe uma porta mental chamada "eu não consigo”,
que nem a bomba mais potente consegue destruir,
nem o ladrão mais ágil consegue arrombar,
pois está solidificada na mente humana,
essa mente maravilhosa que possuímos,
capaz de construir maravilhas, e destruir vidas preciosas.

Os vícios, as situações que se repetem,
a maioria dos infortúnios, as guerras estúpidas,
angústias e doenças nervosas que levam gênios a loucura,
são retratos claros dessas portas mentais
que encarceram as pessoas que perdem a chave,
sem saberem como se libertar.

Uma depressão, por exemplo,
é uma cadeia de segurança máxima,
onde a pessoa se tranca e não vê mais nada além da sua dor,
da dor que nem sempre existe na realidade,
e que não podemos abrir, pois só ela tem a chave,
e essa chave, que chamamos de determinação,
Deus chama de "amor a vida"
.

Somente o reconhecimento desse verdadeiro tesouro,
que é a vida, pode nos libertar dessa cadeia mental,
livrar o homem do
"eu não consigo"
,
do
"eu não posso"
, das frases feitas de destruição,
da frustração de ver algum sonho não realizado,
da
libertação
de vícios que destroem a vida,
vida que Deus lhe entrega mais uma vez,
renovada, pronta para a sua vitória,
com essa
chave divina chamada "dia de hoje"
,
chave que permite mudar tudo,
começando agora com uma simples atitude mental:
amando-se incondicionalmente.


Viva a sua vitória, a sua mudança,
a libertação da prisão que você mesmo criou,
eis o dia, eis a chave:
é o amor, sublime amor, que Deus tem por você,
hoje e sempre, Amém.

Eu acredito em você!

Paulo Roberto Gaefke

 
 
 
Continuação do livro O Poder do Agora de Eckhart Tolle


Libertando-se da infelicidade

 

Você não está satisfeito com as atividades que desempenha? Talvez não goste de seu trabalho ou tenha se aborrecido por ter concordado em fazer alguma coisa, embora parte de você não goste e ofereça resistência. Tem algum ressentimento oculto em relação a alguém próximo a você? Percebe que a energia que você desprende por conta disso tem efeitos tão prejudiciais que você está contaminando a si mesmo e aos que estão ao seu redor? Dê uma boa olhada dentro de você. Existe algum leve traço de ressentimento ou má vontade? Se existe, observe-o, tanto no nível mental quanto no emocional. Que tipos de pensamento a sua mente está criando em torno dessa situação? Depois, observe a sua emoção, que é a reação do corpo a esses pensamentos. Sinta a emoção. Ela lhe parece agradável ou não? É uma energia que você escolheria para ter dentro de você? Você tem escolha?

 

Talvez a atividade seja tediosa, ou alguém próximo a você seja desonesto, irritante ou inconsciente, mas tudo isso é irrelevante. Não faz a menor diferença se os seus pensamentos e emoções a respeito da situação tenham ou não uma justificativa. O fato é que você está resistindo ao que é. Está transformando o momento atual num inimigo. Está criando infelicidade, um conflito entre o interior e o exterior. A sua infelicidade está poluindo não só o seu próprio ser interior e daqueles à sua volta, como também a psique coletiva humana, da qual você é uma parte inseparável. A poluição do planeta é apenas um reflexo externo de uma poluição interior psíquica gerada por milhões de indivíduos inconscientes, sem a menor responsabilidade pelos espaços que trazem dentro de si.

 

Você pode parar de executar a tarefa que está lhe causando insatisfação, falar com a pessoa envolvida e expressar todos os seus sentimentos, ou livrar-se da negatividade que a sua mente criou em volta da situação e que não serve a nenhum propósito, exceto o de fortalecer um falso sentido do eu interior. É importante reconhecer essa inutilidade. A negatividade nunca é o melhor caminho para lidar com qualquer situação. Na verdade, na maior parte dos casos, ela nos paralisa, bloqueando qualquer mudança verdadeira. Qualquer coisa feita com uma energia negativa será contaminada por ela e dará origem a mais sofrimento. Além disso, qualquer estado interior negativo é contagioso, pois a infelicidade se espalha mais rapidamente do que uma doença física. Pela lei da ressonância, ela detona e alimenta a negatividade latente nos outros, a menos que sejam imunes, quer dizer, altamente conscientes.

 

Você está poluindo o mundo ou limpando a sujeira? Você é responsável pelo seu espaço interior, da mesma forma que é responsável pelo planeta. Assim no interior, assim no exterior: se os seres humanos limparem a poluição interior, deixarão então de criar a poluição externa.

 

Como podemos nos livrar da negatividade?

 

Descartando-a. Como nos livramos de um pedaço de carvão em brasa que está em nossas mãos? Como nos livramos de uma bagagem pesada e inútil que estamos carregando? Reconhecendo que não desejamos mais sofrer nem carregar peso, e deixando-os de lado.

 

A inconsciência profunda, como o sofrimento físico ou outro sofrimento profundo, como, por exemplo, a perda de uma pessoa amada, quase sempre necessita ser transformada através da aceitação combinada com a luz da presença, ou seja, através de uma atenção constante. Por outro lado, muitos padrões da inconsciência comum podem ser simplesmente descartados ao percebermos que não os queremos mais ou que não precisamos mais deles, que temos uma escolha e que não somos só um feixe de reflexos condicionados. Tudo isso indica que somos capazes de acessar o poder do Agora. Sem ele, não temos escolha.

 

Ao chamar algumas emoções de negativas, será que você não está criando uma polaridade mental de bom e mau, como mencionou anteriormente?

 

Não. A polaridade foi criada num estágio anterior, quando sua mente julgou o momento presente como mau. Foi esse julgamento que criou a emoção negativa.

 

Mas ao chamar algumas emoções de negativas, você não está querendo dizer que elas não deveriam estar ali, que não está certo ter essas emoções? Entendo que deveríamos nos permitir ter qualquer tipo de sentimento, sem julgar se ele é bom ou mau. Não há nada demais em estar com raiva, de mau humor, ou seja lá o que for, do contrário, nos sentiremos reprimidos, em conflito interior ou rejeitados. As coisas estão bem do jeito que são.

 

Sem dúvida. Quando um padrão mental, uma emoção ou uma reação forem observados, aceite-os. Você não está consciente o bastante para ter uma escolha em relação a esse assunto. Não se trata de um julgamento, apenas de um fato. Se você tivesse uma escolha, ou percebesse que, de fato, tem uma escolha, escolheria o sofrimento ou a alegria, o conforto ou o desconforto, a paz ou o conflito? Escolheria um pensamento ou um sentimento que separasse você do seu estado natural de bem-estar, da alegria da vida interior? Chamo de negativo a qualquer sentimento dessa natureza, o que significa simplesmente mau. Não no sentido de “você não deveria ter feito isso”, mas simplesmente o mau no sentido concreto, como sentir dor de estômago. Como é possível que os seres humanos tenham assassinado mais de 100 milhões de seus semelhantes apenas no século vinte?1 Pessoas infligindo um sofrimento de tal magnitude umas às outras está além de qualquer coisa que você possa imaginar. E isso sem considerar a violência física, mental e emocional, a tortura, o sofrimento e a crueldade que os homens continuam a infligir uns aos outros, bem como a outros seres vivos.

 

Será que agem assim em seu estado natural, em contato com a alegria da vida dentro deles? Claro que não. Somente aqueles que vivem num estado profundamente negativo, que se sentem de fato muito mal, poderiam ver tal realidade como um reflexo do modo como se sentem. No momento, essas pessoas estão empenhadas em destruir a natureza e o planeta que nos sustenta. Isso é inacreditável, mas é verdadeiro. O homem é uma espécie perigosamente insana e doente. Isso não é um julgamento, é um fato. É também um fato que a sanidade está lá, por baixo da loucura. A cura e a redenção estão disponíveis neste exato momento.

 

É verdade que, quando aceita seu ressentimento, o mau humor, a raiva, etc., você não sente mais necessidade de manifestá-los de maneira cega e tem menos chance de projetá-los sobre os outros. Mas eu me pergunto se você não está se iludindo. Quando uma pessoa vem praticando a aceitação por um tempo, como é o seu caso, chega um ponto em que precisa passar para o estágio seguinte, onde essas emoções negativas não são mais criadas. Se você não passa, a “aceitação” se torna apenas um rótulo mental que permite ao seu ego continuar a ser tolerante com a tristeza e, dessa forma, fortalecer o sentimento de separação das outras pessoas, do seu ambiente, do seu aqui e agora. Como você bem sabe, a separação é a base do sentido de identidade do ego. A aceitação verdadeira poderia transformar tudo de uma vez por todas. E se sabe, bem lá no fundo, que tudo “está bem” como você diz, será que esses pensamentos negativos viriam em primeiro lugar? Se não houver julgamento nem resistência ao que é, eles nem surgiriam. A sua mente diz que “tudo está bem”, mas no fundo você não acredita nisso, e assim os velhos padrões de resistência mental e emocional ainda estão ali. É isso o que nos faz mal.

 

Isso também não tem importância.

 

Você está defendendo o seu direito de ser inconsciente, o seu desejo de sofrer? Não se preocupe, pois ninguém vai lhe tirar esse direito. Ao perceber que um determinado tipo de alimento lhe faz mal, você continuaria a comer aquele alimento e insistiria em afirmar que não se importa em passar mal?

 

1 Sivard, R. L. World Military ans Social Expenditures. 1996. 16ª edição. Washington, D. C.: World Priorities,

1996. p. 7.

Continua.

domingo, 4 de agosto de 2013

O Poder do Agora - Parte 21


                O desejo é sempre para o futuro. Não se pode desejar no presente. No aqui e agora só podemos vivenciar, mas nunca desejar. O problema com o desejo é que o futuro é algo que não existe. Não é real. Alguém já disse: “O futuro é um ponto obscuro que jamais virá para a luz”. O nosso ego só referencia-se com o passado e tenta alcançar o futuro. Para viver o presente não se precisa de passado nem de futuro. O presente é o momento de ser e também do Ser.

                Quando era pequeno me ensinaram a rezar para Deus me ajudar. Peça a Deus em suas orações, diziam. Hoje estou propenso a acreditar que Deus não se importa com o futuro, porque Ele sempre é. Ele nunca será e nunca foi. Passado e futuro pertencem ao ego. Desta forma não adianta pedir nada a Deus. Quando pedimos é porque temos um desejo a ser atendido. O mais correto seria agradecer ao Supremo Ser por tudo que temos. Então se o Criador não está no passado nem no futuro a oração não deve conter desejos, mas apenas agradecimentos.

                Assim, inspirado na poesia Ave Maria do Peão peço que Odilon Ramos, seu autor, me permita adaptar um pouquinho o texto a fim de deixar aqui o meu agradecimento: Graças Patrão por tudo que me deste. Por este pedaço de terra que precisei regar com meu suor, mas que aprendi a amar desde o começo. Pela minha parceira desta ronda da vida que está sempre de prontidão para me ajudar na tarefa mais árdua ou para sorver um mate comigo na hora do sossego. Reparto com ela esta fé e o orgulho pela vida simples que tenho...
               A ti que visitas esta página Paz, alegria e harmonia.
 
(Continuação do livro O Poder do Agora de Eckhart Tolle)
O que eles estão buscando?
Carl Jung relata, em um de seus livros, uma conversa mantida com um chefe indígena norte-americano para quem a maioria das pessoas brancas tinha rostos tensos, olhos espantados e um ar cruel. O chefe disse: “Estão sempre buscando alguma coisa. O que eles estão procurando? Os brancos sempre querem alguma coisa. Estão sempre agitados e descontentes. Não sabemos o que desejam. Achamos que são loucos”.
Não há dúvidas de que a tendência a uma permanente sensação de desconforto começou muito antes do surgimento da civilização industrial ocidental, mas foi na civilização ocidental, que hoje cobre quase todo o planeta, inclusive grande parte do Leste, que ela se manifestou de uma forma aguda sem precedentes. Ela já estava presente no tempo de Jesus e também seiscentos anos antes, no tempo de Buda, e muito antes desse tempo. “Por que vocês estão sempre ansiosos?”, Jesus perguntou aos discípulos. “Será que os seus pensamentos ansiosos podem acrescentar um simples dia às vossas vidas?” Da mesma forma, Buda ensinou que a raiz do sofrimento pode ser encontrada em nossos desejos e ansiedades permanentes.
A resistência ao Agora como uma disfunção básica coletiva está intimamente ligada à perda da consciência do Ser e forma a base da nossa civilização industrial desumanizada. Freud também reconheceu a existência dessa tendência para o desconforto e escreveu sobre o assunto em seu livro O Mal-Estar na Civilização, mas não admitiu a verdadeira raiz da inquietação e falhou em perceber que é possível libertar-se dela. Essa disfunção coletiva criou uma civilização muito infeliz e extraordinariamente violenta, que se tornou uma ameaça não só para si mesma, mas para toda a vida do planeta.
Dissolvendo a inconsciência comum
Como podemos nos livrar desse desconforto?
Torne-o consciente. Observe as muitas maneiras pelas quais o desconforto, o descontentamento e a tensão surgem dentro de você, através de julgamentos desnecessários, resistência àquilo que é e negação do Agora. Qualquer coisa inconsciente se dissolve quando a luz da consciência brilha sobre ela. Se soubermos como dissolver a inconsciência comum, a luz da nossa presença irá brilhar intensamente e será muito mais fácil lidarmos com a inconsciência profunda. Mas, no início, talvez não seja muito fácil detectar a inconsciência comum porque a consideramos uma coisa normal.
Habitue-se a monitorar o seu estado mental e emocional através de uma auto-observação. “Estou me sentindo à vontade nesse momento?” é uma pergunta que você deve se fazer com frequência. Ou pode se questionar: “O que está acontecendo dentro de mim neste exato momento”? Mantenha o mesmo nível de interesse pelo que vai tanto no seu interior quanto no exterior. Se você captar corretamente o interior, o exterior se encaixará no lugar. A realidade principal está no interior, a realidade externa é secundária. Mas não responda logo a essas questões. Direcione a sua atenção para o interior. Olhe para dentro de você. Que tipo de pensamentos a sua mente está produzindo? O que você sente? Dirija a atenção para o seu corpo. Existe alguma tensão? Quando você perceber um certo desconforto, um ruído estático ao fundo, verifique que caminhos você está usando para evitar, resistir ou negar a vida, o Agora. Existem muitos caminhos pelos quais resistimos, inconscientemente, ao momento presente. Vou dar alguns exemplos. Com a prática, o seu poder de auto-observação, de monitorar o seu estado interior, se tornará mais aguçado.
(Continua)