domingo, 30 de junho de 2013

Contraste - O Poder do Agora parte 18


Contraste.

             Algumas vezes fiquei a refletir por que, em geral, as pessoas com idade avançada são mais voltadas para a espiritualidade. Eu mesmo só comecei a busca por conhecimento que me levassem a uma paz interior quando minha vida financeira já estava estabilizada. Lembro que quando foi despertado em mim este desejo por mais luz, eu tinha um emprego estável que me propiciava um salário suficiente para todas as minhas necessidades. Na ocasião eu tinha um carro do ano, uma casa e uma bela família. Embora eu tivesse peregrinado por várias religiões, havia dentro de mim uma ignorância sobre o mundo interior e a minha relação com a Energia Criadora de tudo o que existe.

            Após ter iniciado a caminhada numa senda de luz, muitas vezes desejei compartilhar com os menos favorecidos a paz e a tranqüilidade que a compreensão me trouxera. Percebi, porém, após vários trabalhos neste sentido, que as pessoas mais pobres só participaram das reuniões por nós realizadas onde passávamos algum conhecimento espiritual, para receber os donativos que distribuíamos. Não posso negar que houve certa decepção da minha parte quanto ao que eu achava ser uma contribuição para a evolução interior daquelas pessoas. Raros foram os que continuaram a busca por mais compreensão.

            Hoje compreendo que cada um está num nível de compreensão e só consegue perceber o mundo de acordo com a sua compreensão. Percebi também que o contraste é fundamental para que se possa ver claramente. Não é a toa que se escreve com giz branco em quadro negro. Mas, o que tem a ver o contraste com a busca por iluminação? A verdade é que quando temos tudo o que precisamos materialmente, ainda resta uma insatisfação. É como um vazio, uma incompletude. De repente nos chega a percepção de que somos bem sucedidos externamente e pobres internamente.

            Se olharmos para a história, veremos que todos os que são considerados avatares eram ricos quando empreenderam a sua busca interior. Embora Buda não fosse velho ele era rico quando iniciou sua busca por iluminação. Ele alcançou a iluminação com cerca de vinte e nove anos. Se pesquisarmos, veremos que todos os outros avatares do oriente foram reis ou príncipes.

            O contraste entre a riqueza exterior em contrapartida à pobreza interior desperta uma forte e real vontade para alcançarmos uma satisfação interna semelhante à alcançada externamente. São os pratos da balança da vida tentando se equilibrar harmonicamente.

            A verdadeira harmonia acontece quando equilibramos a satisfação interna com o sucesso externo. Quando uma pessoa é materialmente e espiritualmente pobre não há contraste e em consequência ela não tendo como comparar ainda não encontra impulso para uma busca por mais evolução interior.

            Acredito que o ser humano, sendo parte deste mundo, tem direito a ser bem sucedido externa e internamente, malgrado os desmandos políticos ajam, na maioria das vezes, contra.

            Que possas ter uma semana de paz e harmonia.

 

(Continuação do livro O Poder do Agora de Eckhart Tolle)

 

Um salto quântico na evolução da consciência

Tive breves lampejos desse estado de liberdade da mente e do tempo que você descreveu, mas o passado e o futuro são tão fortes que não consigo mantê-los afastados por muito tempo.

O modelo da consciência condicionada pelo tempo está profundamente enraizado na psique humana. Mas o que estamos fazendo aqui é parte de uma profunda mudança que está se formando na consciência coletiva do planeta e ainda mais: o despertar da consciência dissociada do sonho da matéria, da forma e da separação. O fim do tempo. Estamos rompendo com padrões mentais que dominaram a vida humana por eras. Padrões mentais que criaram um sofrimento inimaginável, em larga escala. Não estou empregando a palavra demônio. É mais útil chamar de inconsciência ou insanidade.

Essa ruptura com o antigo modelo de consciência, ou melhor, inconsciência, é algo que temos de fazer ou vai acontecer de qualquer maneira? Em outras palavras, essa mudança é inevitável?

É uma questão de perspectiva. O fazer e o acontecer são, na verdade, um processo único. Como somos únicos e formamos um todo com a consciência, não podemos separar os dois. Mas não há uma garantia absoluta de que os seres humanos vão conseguir. O processo não é inevitável nem automático. Nossa cooperação é uma parte essencial do processo. Independentemente de como você o veja, trata-se de um importante salto na evolução da consciência, assim como a nossa única chance de sobreviver como raça.

A alegria do ser

Para demonstrar como você se deixou dominar pelo tempo psicológico, experimente usar o critério de se perguntar se existe alegria, naturalidade e leveza no que você está fazendo. Se não existir, é porque o tempo está encobrindo o momento presente e a vida está sendo percebida como um encargo ou uma luta.

A ausência de alegria, naturalidade ou leveza no que estamos fazendo não significa, necessariamente, que precisemos mudar o que estamos fazendo. Talvez baste mudarmos o como. “Como” é sempre mais importante do que “o que”. Verifique se você pode dar muito mais atenção ao fazer do que ao resultado desejado através do fazer. Dê a sua inteira atenção para o que quer que o momento apresente. Isso implica que você aceitou totalmente o que é, porque não se pode dar atenção completa a alguma coisa e, ao mesmo tempo, resistir a ela.

Ao respeitarmos o momento presente, toda a luta e a infelicidade se dissolvem e a vida começa a fluir com alegria e naturalidade. Ao agirmos com a consciência do momento presente, tudo o que fizermos virá com um sentido de qualidade, cuidado e amor, mesmo a mais simples ação.

Portanto, não se preocupe com o resultado da sua ação, basta dar atenção à ação em si. O resultado surgirá espontaneamente. Essa é uma valiosa prática espiritual. No Bhagavad Gita, um dos mais antigos e mais belos ensinamentos espirituais que existem, o desapego ao resultado da ação é chamado Karma Yoga. É descrito como o caminho da “ação santificada”.

Ao fim dessa luta compulsiva contra o Agora, a alegria do Ser passa a fluir em tudo o que fazemos. No momento em que a nossa atenção se volta para o Agora, percebemos uma presença, uma serenidade, uma paz.

Não dependemos mais do futuro para obtermos plenitude e satisfação, não o olhamos mais como salvação.

Consequentemente, não estamos mais presos aos resultados. Nem o fracasso nem o sucesso têm o poder de alterar o estado interior do Ser. Você acabou de encontrar a vida sob a situação de vida.

Na ausência do tempo psicológico, o nosso sentido do eu interior provém do Ser, não do nosso passado pessoal. Assim, desaparece a necessidade psicológica de nos tornarmos outra pessoa diferente de quem já somos. No mundo, levando em conta a situação de vida, podemos nos tornar ricos, conhecidos, bem-sucedidos, livres disso ou daquilo, mas, na dimensão mais profunda do Ser, estamos completos e inteiros agora.

Nesse estado de plenitude, ainda teríamos capacidade ou vontade de alcançar os objetivos externos?

Claro que sim, mas sem as expectativas ilusórias de que uma coisa ou alguém no futuro irá nos salvar ou nos fazer felizes. No que diz respeito à situação de vida, podem existir coisas a ser alcançadas ou adquiridas.

Vivemos no mundo da forma, dos lucros e perdas. Mas, em um nível mais profundo, já estamos completos, e quando percebemos isso, tudo o que fizermos será impulsionado por uma energia alegre e jovial. Estando livre do tempo psicológico, não perseguimos mais os objetivos com uma determinação implacável, movida pelo medo, pela raiva, pelo descontentamento ou pela necessidade de nos tornarmos alguém. Nem permanecemos imóveis com medo de falhar. Quando o nosso sentido profundo do eu interior é derivado do Ser, quando nos livramos do “tornar-se” como uma necessidade psicológica, nem a nossa felicidade nem o nosso sentido do eu interior dependem do resultado e, assim, nos libertamos do medo. Não buscamos permanência onde ela não pode ser encontrada, ou seja, no mundo da forma, dos lucros e perdas, do nascimento e da morte. Nem esperamos que situações, condições, lugares ou pessoas nos tragam felicidade, só para depois nos causarem sofrimento, quando nossas expectativas não forem correspondidas.

Tudo inspira respeito, mas nada importa. As formas nascem e morrem, ainda que estejamos conscientes de uma eternidade subjacente às formas. Sabemos que “nada de verdade pode ser ameaçado”.

Quando este é o seu estado de Ser, como é possível não alcançar o sucesso? Você já o alcançou.
 
 
(Continua)

domingo, 16 de junho de 2013

Reforma - O Poder do Agora - Parte 17


Reforma

Toda reforma traz em si a dificuldade de se alterar os padrões já estabelecidos. A primeira dificuldade a ser vencida é a tomada da decisão de fazer a alteração necessária. Quando se trata de uma reforma física numa residência (como a que estou fazendo agora e que tem me absorvido quase que completamente) pode-se elaborar um plano para que os entulhos e a quebradeira nos atrapalhem o mínimo possível. Dentro deste plano avalia-se a possibilidade de um aproveitamento útil dos resíduos. Como minha residência fica em uma área rural, a possibilidade de aproveitamento é bem grande. Terras e cascalhos podem ser usados para tapar buracos da estrada ou servir de base para rampas de acesso; madeiras velhas podem ser cortadas para serem queimadas no fogão a lenha ou num forno de pizza e assim por diante. No entanto por mais bem elaborado que seja o plano de trabalho sempre haverá o desconforto do barulho, da poeira, da terra na porta da casa, dos móveis sendo levados para outros cômodos a fim de liberar o espaço. Esta é uma situação onde se aplica perfeitamente o ditado “não se pode fazer uma omelete sem quebrar os ovos”. Quase sempre uma vez concluída a obra, um ambiente melhor e mais agradável fica disponível para nós. Fazemos uma reforma para melhorar as condições existentes e ela ficará tão boa quanto maior dedicação tivermos para realiza-la.

Quando a reforma não é física e sim em nossa personalidade as “coisas” ficam um pouco mais complexas. Em primeiro lugar quando se trata de mudar os nossos próprios conceitos quase sempre evitamos ou adiamos a tomada da decisão. Agimos assim porque sempre temos convicção de que nossa maneira de ser é a mais certa. Talvez até possa ser a mais correta para nós mesmos. No entanto o ser humano não é uma ilha e como ser social precisa conviver com outras pessoas que também tem sua maneira peculiar de pensar e agir.

Quase sempre chegamos à conclusão de que temos de mudar nossa maneira de ser em virtude de duas premissas: Uma, a mais dolorosa, é quando sofremos o embate da vida e acabamos no “fundo do poço”; a outra acontece em função de estudo e pela compreensão de que a mudança faz parte da dinâmica do universo. Quando compreendemos que nossas verdades mudam com a evolução através do tempo, passamos a não reagir frente à necessidade de uma melhora nas características da nossa personalidade.

Na primeira hipótese a tomada de decisão é uma necessidade e embora difícil, tem um sabor de esperança. No segundo caso não há sofrimento. Há apenas desejo de aperfeiçoamento. Tal como na reforma física, a grande jogada é saber aproveitar os restos. Quando reciclamos nossos valores é preciso fazê-lo de forma sincera a fim de que mesmo inconscientemente haja uma alquimia no que seriam restos de antigos valores. O mais importante, porém é que esta reforma seja feita por nós mesmos e não por causa de alguém.
Desejo uma semana de Harmonia, Paz, Alegria e Força.
(Continuação do livro O Poder do Agora de Eckhart Tolle.)

Todos os problemas são ilusões da mente

É como se um grande peso tivesse sido tirado dos meus ombros. Sinto-me leve... mas os problemas ainda estão lá me esperando, não estão? Ainda não foram resolvidos. Será que não os estou evitando apenas temporariamente?

Se você estivesse no paraíso, sua mente não demoraria a encontrar algum problema. Não se trata, basicamente, de solucionar seus problemas. Trata-se de perceber que não existem problemas. Apenas situações com que temos de lidar agora ou deixar de lado e aceitar como uma parte do “ser” neste momento, até que se transformem ou possam ser negociadas. Os problemas são criados pela mente e precisam de tempo para sobreviver. Eles não conseguem sobreviver na atualidade do agora.

Focalize sua atenção no Agora e verifique quais são os seus problemas neste exato momento.

Não estou obtendo uma resposta porque é impossível termos problemas quando toda a nossa atenção está inteira no Agora. Pode ser que haja uma ou outra situação que você precise resolver ou aceitar. Por que transformar isso em problema? Por que transformar tudo em problema? A vida já não é bastante desafiadora do jeito que é? Para que precisamos de problemas? A mente, inconscientemente, adora problemas porque eles podem ser de vários tipos. Isso é normal e doentio. A palavra “problema” significa que estamos lidando mentalmente com uma situação, sem que exista um propósito real ou uma possibilidade de agir no momento, e também que estamos inconscientemente fazendo dele uma parte do nosso sentido de eu interior. Ficamos tão sobrecarregados pela nossa situação de vida que perdemos o sentido da vida, ou do Ser. Ou então vamos carregando na mente o peso insano de uma centena de coisas que iremos fazer ou poderemos ter de fazer no futuro, em vez de focalizarmos a atenção sobre uma coisa que podemos fazer agora.

Quando criamos um problema, criamos sofrimento. Por isso, é preciso tomar uma decisão simples: não importa o que aconteça, não vou criar mais sofrimento nem problemas para mim. É uma escolha simples, mas radical. Ninguém faz uma escolha dessas a menos que esteja verdadeiramente sufocado pelo sofrimento. E não se consegue levar esse tipo de decisão adiante a não ser acessando o poder do Agora. Se não criar mais sofrimento para si mesmo, você não criará também para os outros. Deixará, assim, de contaminar nosso lindo planeta, seu próprio espaço interior e a psique humana coletiva com a negatividade da criação de problemas.

Se você alguma vez esteve numa situação de emergência, de vida ou morte, saberá que isso não foi um problema. A mente não teve tempo para se distrair e transformar a situação em problema. Numa emergência de verdade, a mente pára. Ficamos absolutamente presentes no Agora, e algo infinitamente mais poderoso passa a dominar. Essa é a razão pela qual existem inúmeros relatos de pessoas comuns que, de uma hora para outra, tornaram-se capazes de façanhas incrivelmente corajosas. Numa situação de emergência, ou você sobrevive ou morre. Em qualquer dos casos, não é um problema.

Algumas pessoas ficam furiosas quando me ouvem dizer que os problemas são ilusões. É que estou ameaçando afastar delas a imagem que têm de si próprias. Elas investiram muito tempo num falso sentido de eu interior. Durante muitos anos, definiram inconscientemente suas identidades de acordo com os problemas que tiveram. Quem seriam sem eles?

Uma grande porção do que as pessoas dizem, pensam ou fazem é, na verdade, motivada pelo medo, que está sempre ligado com o foco no futuro e com o estar fora de contato com o Agora. Se não existirem problemas no Agora, não existirá o medo.

Caso apareça uma situação com a qual você precise lidar agora, a sua ação vai ser clara e objetiva, se conseguir perceber o momento presente. Tem muito mais chances de dar certo. Não será uma reação vinda do condicionamento da sua mente no passado, mas sim uma resposta intuitiva à situação. Em situações em que a mente teria reagido, você vai achar mais eficaz não fazer nada. Fique só centrado no Agora.

(Continua)

domingo, 2 de junho de 2013

O Espírito do Espaço - O Poder do Agora - Parte 16

     O texto do vídeo abaixo é de Zanelli Ramos. É interessante notar que em determinado momento o autor fala da eternidade do presente. Em 1979 ouvi pela primeira vez este texto.  Eu fiquei deslumbrado com o conteúdo. Ele foi responsável por grandes mudanças na minha maneira de pensar. A belíssima interpretação de Tonio Luna dá um toque especial ao texto. Mais do que ouvir as palavras é preciso sentir para compreender a profundidade deste texto.
     Uma ótima semana em Paz e Harmonia.




(Continuação do livro O Poder do Agora de Eckhart Tolle)

Descobrindo a vida por baixo da situação de vida

Não vejo como ser livre agora. Estou extremamente infeliz com a minha vida neste momento. Isso é um fato, e eu estaria me iludindo se tentasse me convencer de que tudo está bem, quando não está. Para mim, o presente é triste e nada libertador. O que me faz prosseguir é a esperança de um futuro melhor.

 Você pensa que a sua atenção está no momento presente quando, na verdade, está totalmente envolvida pelo tempo. Você não pode estar infeliz e completamente presente no Agora, ao mesmo tempo. Aquilo a que nos referimos como vida deveria ser chamado, mais precisamente, de “situação de vida”. É o tempo psicológico, passado e futuro. Certas coisas do passado não seguiram o caminho que queríamos. Ainda resistimos ao que aconteceu no passado e agora estamos resistindo ao que é. A esperança nos leva a prosseguir, mas a esperança nos mantém focalizados no futuro, e esse foco contínuo perpetua a negação do Agora e, portanto, a nossa infelicidade.
 
É verdade que a situação atual da minha vida é o resultado de coisas que aconteceram no passado, mas ainda assim é a minha situação atual e estar preso a ela é o que me faz infeliz.

Esqueça a situação da sua vida por um instante e preste atenção à sua vida.

Qual é a diferença?

A nossa situação de vida existe no tempo. Nossa vida é agora. Nossa situação de vida é coisa da mente. Nossa vida é real.

Encontre o “portão estreito que conduz à vida”. Ele é chamado de Agora. Restrinja a sua vida a este exato momento. Sua situação de vida pode estar cheia de problemas – a maioria das situações de vida está –, mas verifique se você tem algum problema neste exato momento. Não amanhã ou dentro de dez minutos, mas já. Você tem um problema agora?

Quando estamos cheios de problemas, não há espaço para nada novo entrar, nenhum espaço para uma solução. Portanto, sempre que você puder, crie algum espaço de modo a encontrar a vida sob a sua situação de vida.

Utilize os seus sentidos plenamente. Esteja onde você está. Olhe em volta. Apenas olhe, não interprete. Veja as luzes, as formas, as cores, as texturas. Esteja consciente da presença silenciosa de cada objeto. Esteja consciente do espaço que permite cada coisa existir. Ouça os sons, não os julgue. Ouça o silêncio por trás dos sons. Toque alguma coisa, qualquer coisa. Sinta e reconheça o Ser dentro dela. Observe o ritmo da sua respiração. Sinta o ar fluindo para dentro e para fora. Sinta a energia vital dentro do seu corpo. Permita que as coisas aconteçam, no interior e no exterior. Deixe que todas as coisas “sejam”. Mova-se profundamente para dentro do Agora.

Você está deixando para trás o agonizante mundo da abstração mental e do tempo. Está se libertando da mente doentia que suga a sua energia vital, do mesmo modo que, lentamente, ela está envenenando e destruindo a Terra. Você está acordando do sonho do tempo e entrando no presente.
(continua)