Todo começo é difícil. Quando somos jovens e nossos pais provêem nosso sustento, muitas vezes achamos chato aceitar as normas impostas por eles, já que não somos independentes. Quando, porém tomamos as rédeas do nosso destino, descobrimos como pode ser difícil realizarmos nossos sonhos se não estivermos adequadamente preparados para a luta pela sobrevivência. Numa ordem natural, as primeiras necessidades a serem alcançadas seriam: alimento, vestuário e um teto para nos abrigar. Depois viria o lazer e a formação de uma nova família para a perpetuação da espécie. Como o tempo é uma questão de consciência, envolvidos na luta pela sobrevivência e para alcançar padrões por nós mesmos criados, não o perceberíamos passar e logo estaríamos findando mais um ciclo. Aparentemente isto é tudo o que se pode esperar da vida. Mas, será que a vida é só isso?
Conheço pessoas que acreditam apenas na materialidade da vida. Estes afirmam que acreditam não haver nada mais além deste mundo físico. Penso que estas pessoas não cogitam em refletir mais profundamente sobre o que é a vida ou sobre a morte, O que ela é? Qual problema é resolvido pelo morrer? Observa-se neste mundo que todas as coisas têm uma razão para a qual elas estão aí. Assim, há um propósito por trás de cada criação. Desde a menor célula até o mais complexo grupo de células organizado de forma inteligente. Portanto, deixar de buscar respostas para as questões acima é acreditar que estamos aqui apenas para satisfazer nossas necessidades primárias e secundárias e depois simplesmente desaparecer. Será que todas as maravilhas da terra, do ar, da água e do fogo; todo o sustento tirado da natureza; todo o progresso de incontáveis civilizações existiria apenas para nutrir e sustentar, fornecendo alimento e ocupação a este minúsculo ser de duas pernas cujo corpo físico foi criado com os elementos desta mesma natureza? Pensar assim é acreditar que o ser humano não tem importância e que o mundo continuaria a existir sem ele.
Mas se a humanidade não tiver importância, porque então ela foi criada? Porque então, teriam as magníficas forças da evolução aberto uma trilha ao longo dos ciclos da criação para produzir o ser humano? Enquanto não tivermos respondido a estas questões, a vida realmente parecerá vaga e insatisfatória. Sobre todas as coisas continuará pairando a sombra da morte. A criação continuará parecendo uma farsa cruel por meio da qual, as civilizações surgem apenas para desaparecer sem deixar vestígios. Desta forma todo o trabalho se torna fútil; toda educação vã e toda esperança sem sentido.
Somente quando homens e mulheres aprenderem que suas vidas não são infinitamente pequenas, mas infinitas e que cada um possui em seu interior uma Força, um Ser, uma Forma individual consciente que, com sua energia radiativa, atrai e acomoda para seu uso tudo que é necessário para a consecução de seus anseios, sejam eles, o de continuar a vida neste planeta ou partir para outras esferas. Só então ficara claramente entendido que a Natureza, como um todo, é súdita e serva de uma Energia Radiante – que é em Si Mesma, a imagem ou emanação de Deus, e que assim sendo, ela tem um papel a desempenhar no perene movimento em direção ao Mais Alto eternamente.
Para refletir:
“Na plenitude da felicidade cada dia é uma vida inteira.” (Goethe).
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