sábado, 18 de agosto de 2012

Alquimia Interior

             Dizem que a “mola” que move o mundo é o questionamento, a interrogação, a busca. Foram os questionamentos que impulsionaram a mente de algumas pessoas para descobrir ou revelar algum conhecimento novo.

É claro que há pessoas para as quais nada precisa ser feito – “o tempo passa, a primavera chega e a grama cresce sozinha” e para estes, esta maneira leve de viver, satisfaz. Existem outros, porém, como disse Mirna Amarante, que querem entender o segredo de si mesmos, da natureza, da criação, da vida e da morte e quem sabe até trabalhar com eles para o desenvolvimento próprio e da humanidade. Gosto de pensar que faço parte deste grupo de pessoas, pois não me sinto satisfeito em apenas ver o tempo passar.
De todos os grandes questionamentos o “quem sou eu?” talvez seja o mais importante deles. Dizem que o tempo dedicado à busca da resposta a esta pergunta pode levar uma ou muitas vidas sucessivas. Esta busca foi denominada a Grande Obra pelos antigos filósofos e alquimistas. Uma olhada atenta na história da humanidade nos mostra que inúmeros métodos e técnicas foram desenvolvidos para facilitar essa busca. Alguns sistemas são apenas fantasias. Mas na origem de todos os métodos autênticos há uma mesma sabedoria: o Todo não precisa ser buscado em meio às múltiplas manifestações do mundo exterior. O Todo, a Energia ou Mente Suprema, pode ser encontrado no mais profundo de cada um de nós, pois ele é a nossa própria essência impessoal que ao manifestar-se na matéria gera uma consciência individualizada. Esta consciência de individuo é o que chamamos de personalidade e ela, embora necessária para nossa evolução, causa a ilusão de separação. Isto acontece porque nossos sentidos físicos não conseguem perceber as energias mais sutis do nosso ser. Desta forma, temos a sensação de sermos algo à parte do Todo.
Os verdadeiros métodos procuram ensinar ao buscador o caminho para vencer a ilusão da personalidade e assim restabelecer a sua ligação com o Todo. Quem entra por este caminho tem de romper os condicionamentos gerados, muitas vezes, por conceitos familiares, religiosos, sociais e, atualmente, pela mídia.
A televisão é o principal veículo de rápida divulgação das informações. Através dela sabemos o que acontece em qualquer parte do mundo em poucos instantes. Por outro lado ela é uma perigosa ferramenta muito usada pelos poderes políticos e econômicos. Alguns programas e anúncios da televisão moldam padrões, geram ambições, exacerbam desejos e contribuem para desagregar a instituição familiar.  A imagem pronta, transmitida por ela, é boa quando se trata de mostrar algo específico, mas por outro lado, tira-nos o trabalho de pensar e assim enfraquece a nossa criatividade. Nosso veículo de expressão aqui na terra, nosso corpo, tem uma tendência à inércia. Desta forma, preferimos olhar uma imagem pronta a usarmos o poder de criação do nosso cérebro e assim vamos perdendo a capacidade de raciocinar e criar mentalmente.
Quero deixar claro que não sou contra a televisão em si. Existem muitos programas bons, mas as mensagens subliminares veiculadas nas imagens de determinados anúncios, filmes e novelas são poderosas no que tange a determinar nosso comportamento e decisões. Por isso, ao assistir programas de TV, devemos fazê-lo com um olhar crítico. Atentos à mensagens subjetivas. Uma vez desenvolvido este senso crítico, o efeito danoso destas mensagens é enfraquecido.
Buscar um reencontro com nossa fonte original, em meio a este bombardeio de informações do mundo atual, requer coragem e perseverança. Coragem para poder se libertar de padrões impostos e perseverança para não desistir da busca por sabedoria. Na verdade este é um trabalho de alquimia interior.
Todos aqueles que nos trouxeram algo novo, tiveram “insights” de suas descobertas. De alguma forma sua mente harmonizou-se e determinado conhecimento foi acessado. Já perceberam como a solução de um problema nos vem à mente quando, depois de algum tempo pensando nele, nos abstraímos permitindo que a mente fique livre. É como se estivéssemos falando com alguém por um radio e após uma pergunta disséssemos “câmbio” encerrando nossa fala e então ficamos silentes para ouvir o que o outro tem a dizer.
Alquimia é transformação. Alguns antigos alquimistas pesquisavam uma fórmula para transformar chumbo em ouro. Outros dedicaram-se a pesquisar a transmutação de sentimentos e seu resultado no ser humano.
Podemos dizer que ao pegarmos um limão e misturamos seu sumo à água e açúcar fazendo uma deliciosa limonada, estamos realizando um processo alquímico. Um exemplo de alquimia interior é quando passamos por um evento desagradável, mas usando o poder de decidir nossa vida, transmutamos o dissabor não deixando que este evento torne todo o nosso dia um inferno. Acredito que era isto que Chico Xavier sugeria quando disse que “ninguém pode voltar atrás para fazer um novo começo, mas qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.
Quando falamos em alquimia interior, imediatamente nos vem à mente as figuras de Saint Germain e sua discípula Helena Petrovna Blavatsky que foi a grande responsável pela estruturação da Teosofia. Helena já dizia que existem campos de força que são responsáveis por efeitos psicológicos e espirituais. Para ela estes campos e o seu poder são acessíveis ao ser humano desde que ele desenvolva capacidades que estão além dos cinco sentidos físicos.
Um exemplo destas forças são os Sete Raios Cósmicos. Eles são partículas estruturais da Criação. Cada um dos raios representa uma cor, uma nota musical e uma qualidade. Os raios projetam força. Força difere da energia por que ela (a força) é direcionada e específica. Tudo o que existe em manifestação foi tingido pelos raios. Pode-se dizer que eles servem para criar o caráter de formas particulares de vida. Assim cada um de nós possui a característica do raio que participou de nossa criação.  

           O 1o raio é azul e representa a Vontade de Deus, fé, proteção, força e poder. As pessoas que pertencem a este raio estão, geralmente, na chefia e possuem ilimitadas forças de poder e capacidade de "executar alguma coisa".
           O 2o raio é cor de ouro e representa Sabedoria, equilíbrio e iluminação. Pessoas deste raio são ligadas a ensinamentos (professores) e pessoas de coração compreensivo.
           O 3o raio é rosa e representa o Amor Divino, adoração, beleza e fraternidade. As pessoas que a ele pertencem amam a beleza em todas as formas de expressão e são amáveis e compassivas.
           O 4o raio é branco e representa a Pureza, a ressurreição e a ascensão. As pessoas que pertencem a este raio são artistas, músicos, arquitetos e são dotados de grande perseverança.
           O 5o raio é o raio verde da Verdade, da precisão da Lei. Em geral pertencem a este raio os cientistas, médicos, irmãs de caridade e curadores.
           O 6o raio é de cores vermelho-rubi e ouro, e representa a Paz, colaboração e dedicação à vida. Frequentemente, os que pertencem a este raio são sacerdotes, assim como pessoas com desejos ardentes, no culto divino, em servir a humanidade, e muitas vezes sem colher reconhecimento pelos serviços prestados.
           O 7o é o raio violeta da misericórdia, transformação e Liberdade. As pessoas que pertencem a este raio possuem muitas aptidões e em todos os aspectos grande amor pela Liberdade.
            Mais interessante do que a qualidade que os raios imprimem em sua criação, é sabermos que podemos usar sua força desde que desenvolvamos o potencial que está latente em nós. Quem desejar aprofundar o estudo dos sete raios poderá visitar vários sites que existem na rede e tratam deste assunto.
Que a Paz e a Harmonia esteja com todos.

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