sexta-feira, 16 de março de 2012

Você é Parte do Todo

 "Todas as coisas do Universo estão interligadas. Assim, se pisares numa flor as próprias estrelas reclamarão." 

     Não conheço o autor desta citação, porém a cada progresso que fazemos na busca por maior conhecimento ela se mostra verdadeira. Os antigos místicos bem como ancestrais de várias civilizações de alguma forma sempre afirmaram que tudo no universo é uma coisa só.
     Ao usarmos um rádio ou telefone celular sabemos que a energia sonora da nossa voz é transformada  em impulso elétrico que, ao sair, novamente é transformado pela antena do aparelho em ondas eletromagnéticas que serão captadas por outro aparelho em lugar bem distante e novamente transformada em som num caminho inverso. Tudo isso é do conhecimento geral. Sabemos, usamos, mas não ficamos visualizando o processo o tempo todo.
     O universo parece ser como se fosse um infinito oceano de vibrações. Estas vibrações possuem comprimentos de onda diversos. Sabemos que os nossos olhos conseguem perceber determinadas frequências vibratórias que são transformadas em imagem de cabeça para baixo no fundo dos deles. No nosso cérebro essas imagens são novamente invertidas e ficam na posição que nos parece ao olhá-las. Sabemos também que existem muitas frequências vibratórias que o nosso aparelho visual não tem capacidade para perceber. Isto porém não quer dizer que elas não existam. Daí concluimos que existem duas formas da mesma coisa. Uma como ela é e outra como nós a percebemos.
     Podemos dizer então que tudo em sua essência é energia.  Em consequência lá na nossa origem não existe a separação entre um e outro. É por isso que dizemos que todos somos parte deste único oceano de energias.
     Quando chegamos a compreensão real de que a energia da qual somos formados é a mesma que a dos outros, percebemos que estamos sendo iludidos por nosso ego (note que o escrevo com letras minúsculas) e achamos que cada um de nós é um ser separado.
     As experiências de um psicólogo havaiano acabam nos mostrando como vivemos num mundo de ilusões. Quando li pela primeira vez sobre Ho´oponopono, fiquei interessado e decidi pesquisar mais. Descobri que em vários sites já fora contada a história do Dr. Ihaleakala Hew Len, psicólogo havaiano e seu trabalho de cura de criminosos insanos. Vou me permitir repeti-la aqui para ilustrar o que foi dito acima.
HO´OPONOPONO
Em havaiano HO´O significa "causa" e PONOPONO quer dizer "perfeição". Portanto Ho´oponopono significa "corrigir um erro" ou "tornar certo".
     O sistema Ho´oponopono foi criado pelo Dr. Len. Ele curou um pavilhão inteiro de pacientes criminais insanos da maior periculosidade, sem sequer ver ou tocar um deles. Como? Basicamente ele estudava a ficha do presidiário e tentava sentir dentro de si mesmo aquela enfermidade e invocando a força do amor ele apenas repetia: ME PERDOE - SINTO MUITO - TE AMO - SOU GRATO.

     Em entrevista o Dr. Len explicou que havia trbalhado no hospital Estatal do Havai por quatro anos. O pavilhão onde encerravam os criminosos loucos era perigoso e geralmente os psicólogos designados para trabalhar lá desistiam em um mês. Eles temiam ser atacados ou não se sentiam bem trabalhando naquele local. Assim, o Dr. Len passou a examinar a ficha de cada paciente, trabalhando em si mesmo. Enquanto trabalhava em si, a cura dos pacientes teve início:
     "Depois de alguns meses, foi permitido aos pacientes que deveriam ficar encarcerados, caminhar livremente. Outros que tinham que estar fortemente medicados começaram a diminuir sua medicação. E aqueles que jamais teriam nenhuma possibilidade de ser liberados, tiveram alta."
     "Não só isto, mas o pessoal começou a ir feliz para o trabalho."
     O Dr. Len afirmou: "Eu simplesmente estava curando aquela parte minha que tinha criado aquilo neles."

     Difícil de compreender e aceitar? Estamos caminhando para era em que processos como este serão corriqueiros. A Física Quântica mostra que somos todos um. O universo é interligado por uma teia invisível. Partindo deste princípio o mal de um é o mal de todos; a cura de um é a cura de todos. Ou seja, se deseja melhorar a vida, cure-se a si mesmo. Se deseja curar alguém, mesmo que seja um criminoso insano, o primeiro passo é acreditar que a insanidade dele também mora latente dentro de você mesmo. Cure-se e curará o outro. ("Queres reformar o mundo, reforma-te primeiro meu amigo" Desiderata II)
     "Amar a si mesmo é a melhor forma de melhorar-se e enquanto você se melhora, melhora o seu mundo", ensina o Dr. Len.
    
     Lembre-se: TUDO COMEÇA NA MENTE. O Ho´oponopono é um processo que vai purificando a mente de maneira segura e gradual.
     Ho´oponopono pode ser praticado por qualquer pessoa de qualquer cultura ou religião, porque Ho´oponopono é, simplesmente, A ARTE DE PERDOAR.
     Acredite ou não, o seu universo físico é uma criação de seus pensamentos. Se seus pensamentos são doentes, eles criarão uma realidade física doente. O contrário também é verdadeiro: se seus pensamentos são perfeitos, eles criarão uma realidade física igual. Temos que ter em mente que somos 100% responsáveis por criar o nosso universo físico tal como ele é. Desta forma também somos 100% responsáveis por corrigir nossos pensamentos doentes que criaram nossa realidade doente.
     Nada está fora. Tudo existe como pensamentos em nossa mente. Se realmente acreditamos que a Divindade nos criou, então  certamente ela sabe o que é correto e perfeito para nós. Se assim é, então porque somos pobres, infelizes e temos tantos problemas? Deus não nos criou imperfeitos, mas o ego da nossa consciência objetiva faz-nos acreditar que nós sabemos o que é melhor e agimos em de tal forma.

     No nosso subconsciente estão armazenadas todas experiências e pensamentos que já tivemos. Na verdade dizem que nossas decisões são norteadas por memórias conscientes e subconscientes. Quando tomamos uma decisão mais de 90% dela foi fundamentado em pensamentos que estão na mente subconsciente e só um pequeno percentual foi em função da nossa mente objetiva. Percebe-se por aí a importância de corrigirmos pensamentos errôneos que estão no subconsciente, mas que continuam dirigindo nossas ações.
     No entanto ao praticarmos ho´oponopono não devemos fazê-lo esperando um resultado específico. Nós não podemos pretender dizer à Divindade que resultados queremos com a nossa limpeza. Neste processo é preciso entregar-se e confiar mantendo-nos em paz. Vamos limpar apenas por limpar. Portanto, ao olhares para dentro de ti, faça-o com AMOR.

     Quando dizemos SINTO MUITO, estamos aceitando nossa responsabilidade. O pedido de PERDÃO é um agente transmutador. Na verdade não estás pedindo a Deus que te perdoe, estás pedindo a Ele que te ajude a perdoar a ti mesmo. (Já notaram como se fica leve depois de um pedido de perdão).
Quando dizemos TE AMO, liberamos a energia que estava bloqueada (o problema) e foi transmutada  em energia ativa. Isto faz com que voltemos a nos unir à Divindade. Finalmente o agradecimento (SOU GRATO - MUITO OBRIGADO) nos encherá de luz. Esta expressão de gratidão é a nossa fé que tudo será resolvido para o bem maior de todos os envolvidos. (Fonte: Ho’oponopono Brasil)
     
     Parece que a necessidade de fazer convencer, fazer alguém entender o nosso ponto de vista, de justificar, de converter, são jogos da nossa mente consciente querendo controlar os resultados. Quando um problema aparece, o nosso intelecto sempre procura alguém ou a alguma coisa para culpar. Não percebemos que a origem está sempre dentro de nós.

     Para aqueles que quiserem começar a sua limpeza de pensamentos, colocamos o audio a seguir como um exemplo. É claro que cada um poderá colocar uma música suave que seja do seu agrado como fundo musical, em um lugar silencioso e fazer ho´oponopono da sua maneira.

     Que possamos a cada  dia nos tornarmos conscientes da nossa responsabilidade pelo nosso mundo. Que Paz e a Harmonia esteja sempre em seu pensamento e em seu coração.

Exercício de Ho´oponopono

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Consciência - O que ela é.

     Todos nós, algum dia, já tivemos a impressão de que o tempo andou mais rápido nos momentos em que estivemos ou concentrados em nosso trabalho ou em algum evento social alegre. Quando crianças tinhamos a sensação de que os anos não passavam. Quem não sentiu a mesma sensação estando na recepção de um consultório médico e com muitas coisas para fazer depois da consulta?
     Em 1952 o físico alemão Winfried Otto Schumann demonstrou matematicamente picos no espectro da banda de frequências extremamente baixas da Terra. Mais tarde, em sua homenagem, este fenômeno recebeu o nome de ressonância Schuman. (mais detalhes no site: http://www.projetoportal.org.br/noticias/12-ciencia/32-entendendo-a-ressonancia-de-schumann.html )
     Algumas pessoas defendem o fato de que o aumento (de 7,83 para 13) dessa frequência faria com que sentíssemos o tempo andando mais rápido. Outros discordam desta teoria.

    Deixando de lado a ressonância Schumann, quero voltar o fato de que em algumas ocasiões ficamos plenamente conscientes do tempo e em outras não. Por isso acho interessante tentar entender o fenômeno da consciência.
     Através da consciência temos a sensação, podemos perceber e raciocinar. Ela é o aspecto mental da vida. Dinâmicamente ela nos permite desejar, imaginar e termos inspirações (insight).
     Funcionalmente a consciência nos permite reagir ao ambiente, mas também reagirmos às nossas próprias ações.
     As escolas místicas afirmam que a consciência exerce suas funções em forma de duas mentes: uma objetiva e uma subconsciente. A objetiva atuando através dos cinco sentidos tem por finalidade preservar o corpo físico. Quando, porém esta mente usando o cérebro (que é físico) nos permite recordar ou imaginar algo, mudamos seu nome e dizemos que ela é subjetiva. Já a mente subconsciente não depende dos sentidos físicos e acredita-se que ela persista após a morte do corpo físico.
     Esta consciência Divina no ser humano tem suas próprias faculdades para perceber e o seu próprio campo de manifestação (que não é físico). Esta consciência Divina, espiritual no ser humano é chamada de Eu interior.
     Existe um interrelacionamento entre a Consciência, a Força Vital e a Mente já que elas entram no corpo no mesmo instante. Da mesma forma, deixam conjuntamente o corpo quando este morre.
     Não se deve confundir mente com cérebro. Ele é um órgão físico e exerce algumas funções da mente. Em teste com animais comprovou-se que a mente continuou atuante de formas diferentes após a remoção do cérebro.
     Embora se fale em mente subconsciente e objetiva, talvez não existam dois tipos de mente, mas uma só manifestando-se em dois campos distintos. Considera-se esta mente que atua no ser humano parte da Mente Divina. Esta Mente Universal, onipresente seria constituída pela mente do Supremo Ser e da consciência  ou mente de todos os seres vivos. Assim, elas formariam um consenso de mente e pensamento no qual toda inspiração, toda idéia, toda forma de expressão universalmente importante seria registrada. Como se ela fosse um infinito banco de dados. As informações contidas nesse Divino banco de dados podem ser acessadas por nós desde que nos harmonizemos com estes registros adequadamente. Para isso uma condição indispensável é que a nossa mente objetiva seja adormecida o máximo possível. Aparentemente é isso que os psicólogos fazem quando induzem seus pacientes numa sessão de hipnose com regressão da memória.
     A Força Vital, por sua vez, é a energia que vitaliza o corpo no instante do nascimento e permance nele até o momento da sua morte. Embora a Força Vital provenha da mesma fonte de toda a energia, sua frequência vibratória é diferente (mais baixa) da energia da mente.

    Analizando o tema da consciência em seu livro A Potência do Nada, Marcelo Malheiros Galvez (formado em Direito, História e Filosofia pósgraduado em Teoria da Ciência) diz:


     "Quando voltamos nossa atenção para a própria consciência e tentamos unicamente percebê-la, constatamos que ela é pura percepção (a razão é uma função que a ela se agrega, assim como a vontade). Em outros termos, quando me autopercebo, constato que "o que percebo em mim" é uma testemunha além dos próprios conteúdos da consciência. Vejo que não sou o corpo com suas afecções, nem as emoções, nem mesmo os pensamentos.
Sou alguma coisa por trás disso; sou aquela unidade em face da qual existem tais conteúdos; uma presença presente, um eu perceptivo, uma unidade que registra e vive. O que resta ao final desse processo é uma sensação de indeterminação, de vacuidade de ser ou de significado, mas, também por outro lado, curiosamente, de intensa cocretude e densidade. A consciência, neste caso, torna-se a um só tempo transparente e concreta. A testemunha que ela é ilumina tudo, revela-se individualizando-se de forma universal; eu sou tudo; tudo é eu. Em tal momento, os conceitos, as idéias, a memória pessoal, enfim, os possíveis conteúdos da consciência, desaparecem momentâneamente.
     Mas qual a verdadeira natureza da consciência? Talvez a melhor definição, ainda que por analogia, seja "vazio". O fato é que ela não pode ser objeto de conhecimento porque é irredutivelmente sujeito (a condição de toda experiência). A única coisa que podemos saber é o que ela torna possível. Dizermos que ela constitui um receptáculo de conteúdos não explica muita coisa. Descrevemos suas funções, mas não podemos compreender sua possibilidade. Apenas sentimos o que é estar e ser consciente.
     Em outros termos, a consciência não pode ser um possível objeto de conhecimento, pois não é possível de ser percebida pelos sentidos, apenas apreciada, em sua atividade, por si mesma. Constitui o núcleo de qualquer representação, seja esta uma sensação, uma percepção, um pensamento ou uma emoção. Sua possibilidade, sua realidade, está para além do próprio conhecimento discursivo, descritivo, embora seja a própria raiz da realidade, visto que é a possibilidade de qualquer coisa, uma vez que permite a precepção e a conscientização. Enfim, por não ser "alguma coisa", torna possível todas as coisas, à medida que estas só são, quando percebidas. Neste sentido, ela é um nada (que torna tudo possível); e como nada, uma unidade, um absoluto.
     É precisamente esse vazio, esse nada, essa incompletude, essa carência de conteúdo, a origem da angústia da existência e, em última instância, a mola propolsora da ação do homem no mundo; da construção da cultura (que cria significados e dá sentido à existência) e da civilização. As outras carências que o movem, a fome, a sede, e demais necessidades, são meros reflexos desta carência maior que é a carência de ser; ser completo."

Que na quietude do silêncio possamos restabelecer em nós a Harmonia e a Paz.