Tomar a decisão correta sobre nosso destino torna-se um fator da mais alta relevância. Normalmente ao tomarmos uma decisão o fazemos baseados em nossa experiência. Quando não possuímos conhecimento em determinada área temos de aprender mais sobre o assunto ou aceitar a opinião de quem domina a área em questão. A nossa decisão produzirá resultados que serão bons ou razoáveis se nossa escolha foi acertada e resultados medíocres ou ruins se a escolha foi errada.
A meu ver o caos em que se encontra o mundo hoje é consequência de escolhas mal feitas. Mais uma vez estamos em plena campanha eleitoral. A exceção do Distrito Federal a população escolherá representantes para os municípios. Vivemos numa democracia – “o governo do povo, pelo povo e para o povo”. Isto na verdade é apenas um slogan, pois o povo, como um todo, não pode deter o poder. Por isso ele tem de delegar este poder. Assim, na verdade, não é o povo que governa, mas as pessoas que são escolhidas pelo povo. Quais os critérios desta escolha? Como se administra esta escolha? O povo é capaz de escolher a pessoa certa? Será que ele foi treinado, educado para esta vida democrática? Na verdade não. Os interesses dos que detêm o poder é manter o povo exatamente assim porque as massas ignorantes podem ser exploradas e manobradas com facilidade.
Normalmente as pessoas votam por questões arbitrárias. Alguém fala bem e é um bom orador e por isso passa uma imagem bonita, mas isto não significa que ele será um bom vereador, prefeito, governador ou presidente. Será que as pessoas já tomaram consciência da maneira como votam? Que critério usam? Fico pensando como se poderia mudar o quadro político que vivenciamos atualmente. O Brasil sempre foi um país de conchavos. Na mudança do império para a República, D. Pedro (pai) diz ao seu filho: “Se é para qualquer aventureiro tomar o poder, melhor que seja para você, meu filho”. Algum tempo depois se ouviu o Grito do Ipiranga.
Para mudar é preciso que haja uma tomada de consciência muito grande de todos os brasileiros. Sou bastante propenso a concordar com a visão do filósofo Bhagwan Shree Rajneesh.
Quando vivo ele defendia a idéia de que o mundo deveria viver num regime chamado “meritocracia”. Segundo ele “meritocracia” significa que só as pessoas instruídas numa determinada área deveriam ter permissão para votar nesta área. Por exemplo: somente os educadores do país deveriam votar no cargo de ministro da educação. Talvez então tivéssemos o melhor ministro da educação possível. Da mesma forma só votariam para ministro das finanças apenas pessoas que conhecessem profundamente finanças e assim por diante em todas as áreas em que seriam necessários ministros. Uma vez escolhidos os ministros, teríamos a “nata” da genialidade que por sua vez, escolheria o presidente ou o primeiro-ministro.
Atualmente ao atingir 16 anos considera-se a pessoa apta para votar. Mas só o fato de fazer 16 anos não é suficiente para uma pessoa saber escolher certo. Em geral alguém com esta idade não têm experiência nenhuma dos problemas da vida e suas complexidades. Com certeza uma pessoa com pós-graduação em determinada área saberá escolher muito melhor dentro da sua área. Desta maneira teríamos um governo instruído, competente e culto. Qualidades necessárias para levar a bom têrmo o País. Cabe ressaltar que além de todas estas qualidades é imperativo que a honra seja parte intrínseca do caráter daqueles que irão decidir os destinos de todos nós.
Eu sei que esta postagem parece fugir da finalidade deste blog, mas como disse Gandhi: "quando um indivíduo evolui, o grupo a que ele pertence também evolui". Façamos, portanto, a nossa parte.
Finalizando, deixo para reflexão, o vídeo com a belíssima interpretação de Rolando Boldrin da montagem de um texto da poetisa Cleide Canton com uma fala de Rui Barbosa, pois ele é adequado aos tempos atuais.
Que tenhamos uma semana mais consciente em Paz e Harmonia.