domingo, 16 de setembro de 2012

Sabemos Escolher?

            Tomar a decisão correta sobre nosso destino torna-se um fator da mais alta relevância. Normalmente ao tomarmos uma decisão o fazemos baseados em nossa experiência. Quando não possuímos conhecimento em determinada área temos de aprender mais sobre o assunto ou aceitar a opinião de quem domina a área em questão. A nossa decisão produzirá resultados que serão bons ou razoáveis se nossa escolha foi acertada e resultados medíocres ou ruins se a escolha foi errada.
            A meu ver o caos em que se encontra o mundo hoje é consequência de escolhas mal feitas. Mais uma vez estamos em plena campanha eleitoral. A exceção do Distrito Federal a população escolherá representantes para os municípios. Vivemos numa democracia – “o governo do povo, pelo povo e para o povo”. Isto na verdade é apenas um slogan, pois o povo, como um todo, não pode deter o poder. Por isso ele tem de delegar este poder. Assim, na verdade, não é o povo que governa, mas as pessoas que são escolhidas pelo povo. Quais os critérios desta escolha? Como se administra esta escolha? O povo é capaz de escolher a pessoa certa? Será que ele foi treinado, educado para esta vida democrática? Na verdade não. Os interesses dos que detêm o poder é manter o povo exatamente assim porque as massas ignorantes podem ser exploradas e manobradas com facilidade.
            Normalmente as pessoas votam por questões arbitrárias. Alguém fala bem e é um bom orador e por isso passa uma imagem bonita, mas isto não significa que ele será um bom vereador, prefeito, governador ou presidente. Será que as pessoas já tomaram consciência da maneira como votam? Que critério usam? Fico pensando como se poderia mudar o quadro político que vivenciamos atualmente. O Brasil sempre foi um país de conchavos. Na mudança do império para a República, D. Pedro (pai) diz ao seu filho: “Se é para qualquer aventureiro tomar o poder, melhor que seja para você, meu filho”. Algum tempo depois se ouviu o Grito do Ipiranga.
            Para mudar é preciso que haja uma tomada de consciência muito grande de todos os brasileiros. Sou bastante propenso a concordar com a visão do filósofo Bhagwan Shree Rajneesh.
Quando vivo ele defendia a idéia de que o mundo deveria viver num regime chamado “meritocracia”. Segundo ele “meritocracia” significa que só as pessoas instruídas numa determinada área deveriam ter permissão para votar nesta área. Por exemplo: somente os educadores do país deveriam votar no cargo de ministro da educação. Talvez então tivéssemos o melhor ministro da educação possível. Da mesma forma só votariam para ministro das finanças apenas pessoas que conhecessem profundamente finanças e assim por diante em todas as áreas em que seriam necessários ministros. Uma vez escolhidos os ministros, teríamos a “nata” da genialidade que por sua vez, escolheria o presidente ou o primeiro-ministro.
            Atualmente ao atingir 16 anos considera-se a pessoa apta para votar. Mas só o fato de fazer 16 anos não é suficiente para uma pessoa saber escolher certo. Em geral alguém com esta idade  não têm experiência nenhuma dos problemas da vida e suas complexidades. Com certeza uma pessoa com pós-graduação em determinada área saberá escolher muito melhor dentro da sua área. Desta maneira teríamos um governo instruído, competente e culto. Qualidades necessárias para levar a bom têrmo o País. Cabe ressaltar que além de todas estas qualidades é imperativo que a honra seja parte intrínseca do caráter daqueles que irão decidir os destinos de todos nós.
            Eu sei que esta postagem parece fugir da finalidade deste blog, mas como disse Gandhi: "quando um indivíduo evolui, o grupo a que ele pertence também evolui".  Façamos, portanto, a nossa parte.
            Finalizando, deixo para reflexão, o vídeo com a belíssima interpretação de Rolando Boldrin da montagem de um texto da poetisa Cleide Canton com uma fala de Rui Barbosa, pois ele é adequado aos tempos atuais.
            Que tenhamos uma semana mais consciente em Paz e Harmonia.


sábado, 8 de setembro de 2012

A Importância do Ser Humano

   Todo começo é difícil. Quando somos jovens e nossos pais provêem nosso sustento, muitas vezes achamos chato aceitar as normas impostas por eles, já que não somos independentes. Quando, porém tomamos as rédeas do nosso destino, descobrimos como pode ser difícil realizarmos nossos sonhos se não estivermos adequadamente preparados para a luta pela sobrevivência. Numa ordem natural, as primeiras necessidades a serem alcançadas seriam: alimento, vestuário e um teto para nos abrigar. Depois viria o lazer e a formação de uma nova família para a perpetuação da espécie. Como o tempo é uma questão de consciência, envolvidos na luta pela sobrevivência e para alcançar padrões por nós mesmos criados, não o perceberíamos passar e logo estaríamos findando mais um ciclo. Aparentemente isto é tudo o que se pode esperar da vida. Mas, será que a vida é só isso?

   Conheço pessoas que acreditam apenas na materialidade da vida. Estes afirmam que acreditam não haver nada mais além deste mundo físico. Penso que estas pessoas não cogitam em refletir mais profundamente sobre o que é a vida ou sobre a morte, O que ela é? Qual problema é resolvido pelo morrer? Observa-se neste mundo que todas as coisas têm uma razão para a qual elas estão aí. Assim, há um propósito por trás de cada criação. Desde a menor célula até o mais complexo grupo de células organizado de forma inteligente. Portanto, deixar de buscar respostas para as questões acima é acreditar que estamos aqui apenas para satisfazer nossas necessidades primárias e secundárias e depois simplesmente desaparecer. Será que todas as maravilhas da terra, do ar, da água e do fogo; todo o sustento tirado da natureza; todo o progresso de incontáveis civilizações existiria apenas para nutrir e sustentar, fornecendo alimento e ocupação a este minúsculo ser de duas pernas cujo corpo físico foi criado com os elementos desta mesma natureza? Pensar assim é acreditar que o ser humano não tem importância e que o mundo continuaria a existir sem ele.

   Mas se a humanidade não tiver importância, porque então ela foi criada? Porque então, teriam as magníficas forças da evolução aberto uma trilha ao longo dos ciclos da criação para produzir o ser humano? Enquanto não tivermos respondido a estas questões, a vida realmente parecerá vaga e insatisfatória. Sobre todas as coisas continuará pairando a sombra da morte. A criação continuará parecendo uma farsa cruel por meio da qual, as civilizações surgem apenas para desaparecer sem deixar vestígios. Desta forma todo o trabalho se torna fútil; toda educação vã e toda esperança sem sentido.

   Somente quando homens e mulheres aprenderem que suas vidas não são infinitamente pequenas, mas infinitas e que cada um possui em seu interior uma Força, um Ser, uma Forma individual consciente que, com sua energia radiativa, atrai e acomoda para seu uso tudo que é necessário para a consecução de seus anseios, sejam eles, o de continuar a vida neste planeta ou partir para outras esferas. Só então ficara claramente entendido que a Natureza, como um todo, é súdita e serva de uma Energia Radiante – que é em Si Mesma, a imagem ou emanação de Deus, e que assim sendo, ela tem um papel a desempenhar no perene movimento em direção ao Mais Alto eternamente.


   Para refletir:

   “Na plenitude da felicidade cada dia é uma vida inteira.” (Goethe).