Dizem que a
“mola” que move o mundo é o questionamento, a interrogação, a busca. Foram os
questionamentos que impulsionaram a mente de algumas pessoas para descobrir ou
revelar algum conhecimento novo.
É claro que há
pessoas para as quais nada precisa ser feito – “o tempo passa, a primavera
chega e a grama cresce sozinha” e para estes, esta maneira leve de viver,
satisfaz. Existem outros, porém, como disse Mirna Amarante, que querem entender o
segredo de si mesmos, da natureza, da criação, da vida e da morte e quem sabe
até trabalhar com eles para o desenvolvimento próprio e da humanidade. Gosto de
pensar que faço parte deste grupo de pessoas, pois não me sinto satisfeito em
apenas ver o tempo passar.
De todos os
grandes questionamentos o “quem sou eu?” talvez seja o mais importante deles. Dizem
que o tempo dedicado à busca da resposta a esta pergunta pode levar uma ou
muitas vidas sucessivas. Esta busca foi denominada a Grande Obra pelos antigos
filósofos e alquimistas. Uma olhada atenta na história da humanidade nos mostra
que inúmeros métodos e técnicas foram desenvolvidos para facilitar essa busca.
Alguns sistemas são apenas fantasias. Mas na origem de todos os métodos
autênticos há uma mesma sabedoria: o Todo não precisa ser buscado em meio às
múltiplas manifestações do mundo exterior. O Todo, a Energia ou Mente
Suprema, pode ser encontrado no mais profundo de cada um de nós, pois ele é a
nossa própria essência impessoal que ao manifestar-se na matéria gera uma
consciência individualizada. Esta consciência de individuo é o que chamamos de personalidade e ela, embora
necessária para nossa evolução, causa a ilusão de separação. Isto acontece
porque nossos sentidos físicos não conseguem perceber as energias mais sutis do
nosso ser. Desta forma, temos a sensação de sermos algo à parte do Todo.
Os verdadeiros
métodos procuram ensinar ao buscador o caminho para vencer a ilusão da personalidade e
assim restabelecer a sua ligação com o Todo. Quem entra por este caminho tem de
romper os condicionamentos gerados, muitas vezes, por conceitos familiares,
religiosos, sociais e, atualmente, pela mídia.
A televisão é o
principal veículo de rápida divulgação das informações. Através dela sabemos o
que acontece em qualquer parte do mundo em poucos instantes. Por outro lado ela
é uma perigosa ferramenta muito usada pelos poderes políticos e econômicos. Alguns
programas e anúncios da televisão moldam padrões, geram ambições, exacerbam
desejos e contribuem para desagregar a instituição familiar. A imagem pronta, transmitida por ela, é boa
quando se trata de mostrar algo específico, mas por outro lado, tira-nos o
trabalho de pensar e assim enfraquece a nossa criatividade. Nosso veículo de
expressão aqui na terra, nosso corpo, tem uma tendência à inércia. Desta forma,
preferimos olhar uma imagem pronta a usarmos o poder de criação do nosso
cérebro e assim vamos perdendo a capacidade de raciocinar e criar mentalmente.
Quero deixar
claro que não sou contra a televisão em si. Existem muitos programas bons, mas
as mensagens subliminares veiculadas nas imagens de determinados anúncios,
filmes e novelas são poderosas no que tange a determinar nosso comportamento e
decisões. Por isso, ao assistir programas de TV, devemos fazê-lo com um olhar
crítico. Atentos à mensagens subjetivas. Uma vez desenvolvido este senso
crítico, o efeito danoso destas mensagens é enfraquecido.
Buscar um reencontro com nossa fonte original, em meio a este bombardeio de
informações do mundo atual, requer coragem e perseverança. Coragem para poder se libertar de
padrões impostos e perseverança para não desistir da busca por sabedoria. Na verdade este é um
trabalho de alquimia interior.
Todos aqueles
que nos trouxeram algo novo, tiveram “insights” de suas descobertas. De alguma
forma sua mente harmonizou-se e determinado conhecimento foi acessado. Já
perceberam como a solução de um problema nos vem à mente quando, depois de algum
tempo pensando nele, nos abstraímos permitindo que a mente fique livre. É como
se estivéssemos falando com alguém por um radio e após uma pergunta disséssemos
“câmbio” encerrando nossa fala e então ficamos silentes para ouvir o que o
outro tem a dizer.
Alquimia é
transformação. Alguns antigos alquimistas pesquisavam uma fórmula para transformar chumbo em ouro. Outros dedicaram-se a pesquisar a transmutação de sentimentos e seu resultado no ser humano.
Podemos dizer que ao pegarmos um limão e misturamos seu sumo à água e açúcar fazendo uma deliciosa limonada, estamos realizando um processo alquímico. Um exemplo de alquimia interior é quando passamos por um evento desagradável, mas usando o poder de decidir nossa vida, transmutamos o dissabor não deixando que este evento torne todo o nosso dia um inferno. Acredito que era isto que Chico Xavier sugeria quando disse que “ninguém pode voltar atrás para fazer um novo começo, mas qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.
Podemos dizer que ao pegarmos um limão e misturamos seu sumo à água e açúcar fazendo uma deliciosa limonada, estamos realizando um processo alquímico. Um exemplo de alquimia interior é quando passamos por um evento desagradável, mas usando o poder de decidir nossa vida, transmutamos o dissabor não deixando que este evento torne todo o nosso dia um inferno. Acredito que era isto que Chico Xavier sugeria quando disse que “ninguém pode voltar atrás para fazer um novo começo, mas qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.
Quando falamos
em alquimia interior, imediatamente nos vem à mente as figuras de Saint Germain
e sua discípula Helena Petrovna Blavatsky que foi a grande responsável pela
estruturação da Teosofia. Helena já dizia que existem campos de força que são
responsáveis por efeitos psicológicos e espirituais. Para ela estes campos e o
seu poder são acessíveis ao ser humano desde que ele desenvolva capacidades que
estão além dos cinco sentidos físicos.
Um exemplo destas
forças são os Sete Raios Cósmicos. Eles são partículas estruturais da Criação.
Cada um dos raios representa uma cor, uma nota musical e uma qualidade. Os
raios projetam força. Força difere da energia por que ela (a força) é
direcionada e específica. Tudo o que existe em manifestação foi tingido pelos
raios. Pode-se dizer que eles servem para criar o caráter de formas
particulares de vida. Assim cada um de nós possui a característica do raio que
participou de nossa criação.
O 1o raio é azul e representa a Vontade de Deus, fé, proteção,
força e poder. As pessoas que pertencem a este raio estão, geralmente, na
chefia e possuem ilimitadas forças de poder e capacidade de "executar
alguma coisa".
O 2o raio é cor de ouro e representa Sabedoria, equilíbrio e
iluminação. Pessoas deste raio são ligadas a ensinamentos (professores) e
pessoas de coração compreensivo.
O 3o raio é rosa e representa o Amor Divino, adoração, beleza e
fraternidade. As pessoas que a ele pertencem amam a beleza em todas as
formas de expressão e são amáveis e compassivas.
O 4o raio é branco e representa a Pureza, a ressurreição e a
ascensão. As pessoas que pertencem a este raio são artistas, músicos,
arquitetos e são dotados de grande perseverança.
O 5o raio é o raio verde da Verdade, da precisão da Lei. Em geral
pertencem a este raio os cientistas, médicos, irmãs de caridade e curadores.
O 6o raio é de cores vermelho-rubi e ouro, e representa a Paz,
colaboração e dedicação à vida. Frequentemente, os que pertencem a este raio
são sacerdotes, assim como pessoas com desejos ardentes, no culto divino, em
servir a humanidade, e muitas vezes sem colher reconhecimento pelos serviços
prestados.
O 7o é o raio violeta da misericórdia, transformação e Liberdade. As
pessoas que pertencem a este raio possuem muitas aptidões e em todos os
aspectos grande amor pela Liberdade.
Mais interessante do que a qualidade que os raios imprimem em sua criação, é sabermos que podemos usar sua força desde que desenvolvamos o potencial que está latente em nós. Quem desejar
aprofundar o estudo dos sete raios poderá visitar vários sites que existem na rede e tratam deste assunto.
Que a Paz e a
Harmonia esteja com todos.