segunda-feira, 26 de julho de 2010

A BUSCA DO AUTOCONHECIMENTO

Os labores pela sobrevivência, desde cedo, direcionam o ser humano especificamente para a manutenção das necessidade do corpo como forma de manter a vida. Geralmente quando as necessidades primárias foram satisfeitas, a atenção é voltada para outras atividades, tais como lazer e a busca por novas áreas de conhecimento. Desta forma, não é raro encontrar pessoas, que já tem o seu sustento garantido, voltando-se para a busca por maior compreensão de si mesma.
O autoconhecimento é extremamente útil, pois se reflete numa vida mais saudável física e mental. Sigmund Freud, considerado o pai da psicanálise, foi um dos primeiros pensadores a chamar a atenção para o quanto conhecemos pouco de nós mesmos. Na antiguidade os sábios já exortavam o povo para esta busca. No fontispício do Templo de Delfos encontra-se a célebre frase que o filósofo Sócrates tomou como seu lema: "Conhece-te a ti mesmo". Diferentemente da busca do conhecimento para fora, Sócrates reputava que o verdadeiro conhecimento viria da autodescoberta do indivíduo.
Voltando um pouco mais no tempo encontramos a figura de Hermes Trismegistus. Ele foi chamado de três vezes grande, porque era considerado pelos egípcios o mensageiro dos Deuses. Hermes transmitiu a este grande povo da antiguidade ensinamentos das artes e ciência, implantou a tradição sagrada e os rituais sagrados em sua Escolas de Sabedoria. O segundo princípio hermético é o da correspondência. Segundo este princípio "o que está em cima é como o que está embaixo e o que está embaixo é como o que está em cima". Na visão hermética isto quer dizer que o homem (embaixo) e o universo (em cima) são semelhantes. Diferentes apenas em tamanho. Talvez por isso Sócrates dissesse constantemente: "conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo".
Na prática, a busca pelo autoconhecimento traduz-se por melhores condições de enfrentar os problemas do dia a dia. Os psicólogos citam a grande importância do autoconhecimento para que possamos fazer mudanças, que julgarmos necessárias, em nosso comportamento. Se refletirmos um pouco, provavelmente lembraremos momentos em que não soubemos lidar com o comportamento dos filhos ou mesmo com um relacionamento infeliz, porém não nos era claro o que devia ser feito para mudarmos este panorama.
Se não nos conhecemos, muito provavelmente sem saber o que mudar nem como agir, corremos o risco de errar ao reagir à determinada causa, fundamentados apenas nas emoções e não no conhecimento.

Muito bem já foi dito que não podemos impedir que os fatos nos aconteçam, mas podemos decidir como vamos reagir a eles exercitando o livre arbítrio que nos foi legado por Deus.

Que possamos todos ter uma boa semana em Paz e Harmonia.

Um comentário:

  1. Muito introspectivo.
    Nos proporciona um momento de reflexão, algo que pouco dispomos, por estarmos voltados para todos a nossa volta e nao para o nosso EU, e assim tentamos nos conhecer um pouco mais.

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