domingo, 16 de fevereiro de 2014

Porque temos medo da morte.


            Muitas vezes já ouvimos alguém dizendo que para morrer basta estar vivo. De certa forma isto é correto. No entanto existe uma outra conotação para a palavra vida. Quando alguém sofreu um acidente e entra num coma sem condições de retorno à consciência a medicina diz que esta pessoa está com vida vegetativa. Ela existe, mas assemelha-se a uma planta. Nesta condição a pessoa está sem sua consciência. A consciência, portanto é uma condição imprescindível para vivermos adequadamente.

            Quando alguém passa por este mundo de forma alienada, também se costuma dizer que esta pessoa não está consciente de sua vida. Esta pessoa estaria como que vivendo uma espécie de sonho. Ela existe, mas não está viva. Cada um de nós é o responsável por sua própria vida. É possível ver pessoas culpando os outros pelas coisas que lhe acontecem. No entanto ninguém consegue viver a vida do outro e isso torna-nos responsáveis por nossa vida. Quando verdadeiramente tomamos consciência disso, então podemos dizer que estamos vivos.

            Viemos à existência quando nascemos. A existência nos foi dada, a vida dependerá da consciência com que preenchemos a nossa existência.

            De repente percebemos que a existência vem e um dia termina, mas a vida é eterna. Infelizmente na nossa cultura somos ensinados a ter medo da morte. Ora sabe-se que o corpo tem um tempo limitado para existir. Se cuidarmos dele direitinho ele durará mais do que se formos negligentes com ele. A certeza que temos é que um dia ele não suportará mais manter-se e se desagregará. Assim como um carro que é adquirido zero km, todas as vezes que o usarmos ele estará mais próximo do fim. Nosso corpo também morre um pouquinho a cada dia. Quem vive com medo da morte, ainda não está consciente do que é a vida. Para perceber isso é preciso tornar-se um pouco meditativo. É preciso tornar-se como uma testemunha que está observando. Ao observar atentamente nossos pensamentos e nossos sentimentos chegará um momento em que perceberemos que não somos o nosso corpo. Somos aquele que está observando. O problema é que a maioria das pessoas se identifica com o seu corpo e daí vem o medo de morrer. Quando nos tornamos plenamente conscientes de que não somos nosso corpo, todo este medo desaparece.


            Alem das experiências de quase morte também existem pessoas que conseguem projetar sua consciência para fora do corpo. Estuda-se esse fenômeno nos cursos de projeção da consciência. Aqueles que lograram sucesso em projetar sua consciência para fora do corpo passam a compreender que eles são mais do que um aglomerado de células chamado corpo. Se torna perfeitamente claro que somos um ser além do corpo.

                Em Paz e harmonia.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Força de Vontade

                O sistema educacional no Brasil hoje não prepara adequadamente o jovem para a vida em sociedade e é extremamente deficiente no que tange ao desenvolvimento da capacidade de criar novas ideias, mas principalmente deixou-se de ensinar civilidade. O fato de temas como a organização social e política e moral e cívica terem sido acrescentados ao currículo escolar durante o regime militar a partir de 1969, a medida nunca foi bem vista pelos governos posteriores ditos “democratas” porque fortalecia os valores espirituais e éticos da nacionalidade e visava unidade nacional do sentimento de solidariedade humana. 

          Técnicas da luta pelo poder de um país dizem que é preciso enfraquecer tais sentimentos. Em 1993 durante o governo de Itamar Franco estes temas foram extintos do currículo escolar. Como consequência, vemos hoje os profissionais do ensino serem desrespeitados tanto por alunos quanto pelo governo que não os valoriza. No geral são mal remunerados se levarmos em consideração o alto valor de seu trabalho, pois estão formando os cidadãos brasileiros que serão os futuros dirigentes de nosso país. A sociedade brasileira atualmente perdeu seus valores. Isto me lembra duma frase do grande Pitágoras: “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”.

                Alguém até pode-se perguntar: o que este assunto tem a ver com autoconhecimento e evolução? Vivemos hoje num mundo extremamente competitivo onde uma boa preparação é condição necessária para conquistar o lugar almejado dentro do mercado de trabalho.   Existem algumas virtudes que poderiam ser mais bem explicadas e desenvolvidas na juventude para dar ao ser humano as condições adequadas ao enfrentamento do mundo de hoje.

                A força de vontade é uma delas. Ela é muito citada, mas pouco se explica como desenvolvê-la. Alguns já a trazem de experiências passadas. Outros, porém necessitarão desenvolvê-la. Sabemos que somos hoje a soma de nossas decisões anteriores. Nossas decisões, antes de serem tomadas foram pensadas. Entre os mais ou menos 60 milhões de pensamentos que nos ocorrem diariamente um grande percentual são negativos e nos influenciam constantemente. Existem exercícios que se devidamente praticados nos tornam resistentes aos pensamentos nocivos.

                Nossa mente é a ferramenta que temos para conquistar o que quisermos. No entanto ela trabalha a mais das vezes com pensamentos (95%) que estão nos arquivos de nossa memória e só quando é estimulada, pode criar novos pensamentos. A vontade é a Senhora dos poderes da mente. Quem possui o domínio da mente tem o domínio da sua vida. Por sua vez o domínio da mente começa com a capacidade de dominar os pensamentos. Portanto, quando tivermos desenvolvido a capacidade de dar a devida importância aos bons pensamentos descartando os fracos que são nocivos, nossas decisões e ações serão sempre positivas. Desta forma estaremos criando as condições ideais para que a lei da atração faça o seu trabalho em nossa vida.

                Um dos muitos exercícios que podemos praticar a fim de fortalecer o controle sobre nossos pensamentos é o seguinte: Toda vez que um pensamento fraco for posto em evidência pela nossa mente, devemos criar pensamentos positivos sobre o assunto que gerem imagens agradáveis e positivas sobre nós mesmos. 

             Para exemplificar isso, façamos de conta que todos os dias antes de irmos para nosso trabalho temos o costume de ir malhar na academia. Suponhamos ainda que numa noite fria de junho, tenhamos ido dormir tarde e quando o relógio nos chama pela manhã para irmos à academia, alguns pensamentos nos ocorrem sugerindo que “hoje está muito frio e que deixar de malhar um dia só não vai fazer diferença”. É exatamente este o instante ideal para o contra-ataque. Podemos e devemos nos visualizar com saúde e boa aparência capazes de gerar elogios por parte do sexo oposto que pode ser o chefe do seu setor de trabalho, um amigo (a) ou quem sabe daquela pessoa da qual estamos interessados em nos relacionar.

                É preciso, no entanto estarmos sempre alertas quanto aos nossos pensamentos. Por virem antes de qualquer ação todos eles são extremamente importantes e estarmos atentos a eles é fundamental para tomarmos as melhores decisões. “Orai e vigiai”, lembram?

                Em Paz e Harmonia.