domingo, 24 de abril de 2011

Por que estamos aqui?

Lembro que algumas vezes já me ocorreu tentar saber, objetivamente, qual o principal motivo da presente encarnação, ou seja, o que eu vim fazer aqui. Acredito que, em algum momento, muitoas pessoas devem ter feito a si mesmo a mesma pergunta. Esta não é uma questão que possa ser respondida com facilidade.


Como nossa alma é parte da divina alma, depreende-se que as decisões principais quanto ao caminho que vamos seguir, sejam da nossa alma. Porém nossa personalidade, que está em evolução, também possui certo grau de decisão. É o que chamamos de livre-arbítrio. Através dele vamos fazendo nossas escolhas. Se o resultado delas não for positivo para a nossa evolução, pela compreensão ou pela dor, mudamos nossa maneira de agir. A capacidade de decisão correta da nossa personalidade varia segundo o nível de evolução que ela possui. Quando, porém estamos abertos para o mundo da alma, começamos a ser mais receptivos à sua silente voz. A partir daí a vontade da alma vai prevalecendo nas nossas escolhas porque passamos a aceitar a orientação interior.


Normalmente quando decidimos pautar nossos atos por princípios elevados, muitos problemas começam a aparecer. Pode até parecer, ao menos reflexivo, que o cósmico está conspirando contra nós, mas na verdade são provas necessárias à nossa purificação, pois são reais oportunidades de consolidarmos novos conceitos na nossa personalidade.


Durante este período pleno de oportunidades para exercermos nossas decisões corretamente, muitas vezes ainda erramos. Mas agora compreendendo nosso erro podemos nos arrepender adequadamente para prosseguirmos nossa purificação.


O verdadeiro arrependimento é aquele em que reconhecemos nosso erro e agimos adequadamente para corrigí-lo e equilibrá-lo. Muitos confundem o arrependimento com desculpas, lamentações e às vezes até lágrimas. Todavia estas atitudes, por si só, não modificam nossa personalidade para melhor. Compreendendo que erramos é preciso alterar nosso padrão de comportamento para nunca mais retornarmos ao mesmo erro. Assim, um mero pedido de desculpas, ainda que necessário, não pode ser confundido com arrependimento.


Vencidas as provas nossa personalidade vai aos poucos se tornando mais obediente às orientações da alma. É quando estamos aptos a compreendermos nossa missão principal como uma alma encarnada.


Que possamos todos ter uma semana Paz e Harmonia.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Serenidade

Um dos fatores que auxiliam a nossa saúde física, mental e emocional é a serenidade. No mundo atribulado em que vivemos, pode-se questionar: Como alcançar a serenidade? Primeiro temos de tomar consciência de que a serenidade é um fator interno. Não é algo que as coisas externas devam servir de empecilho. Lembram daquela frase de Chico Xavier: "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim". Pois é, tudo depende da nossa maneira de encarar os fatos. Em nossa vida existem coisas que naturalmente por nossa ação chegam a bom termo. Outras jamais poderemos evitar que aconteçam. Neste caso temos de tomar uma atitude de neutralidade, pois como diz o provérbio: "o que não tem remédio, remediado está".

Como a serenidade é algo interno ao nosso ser, não adianta tentar alcançá-la fora com pessoas tais, ambientes ou religiões tais. O trabalho a ser feito é dentro de nós mesmos.

Um dos fatores internos que contribuem para a perda da serenidade é o medo. Vivemos hoje num mundo onde o medo determina a nossa vida. As pessoas, num modo geral, sentem-se inseguras nos relacionamentos comerciais e emocionais. Por isso usam diversos artifícios para enfrentar isso: documentos assinados, normas de atitudes, procedimentos diversos em público, grades nas janelas, etc. Todos são artifícios externos que nem sempre dão certo. O medo como fator interno deve ser superado internamente.

Se refletirmos um pouco veremos que o medo é usado hoje como forma de coerção e controle. Inclusive nós mesmos, muitas vezes, o usamos exatamente desta mesma forma para manter o controle da situação quando nossos argumentos não surtem resultados positivos. Normalmente agimos assim com quem temos ascendência (filhos, empregados, etc.) ao invés de aproveitar a oportunidade e serenamente encontrarmos outra maneira de convencer quem quer que seja.

Há quem diga que a passagem e o consequente alinhamento do nosso sistema solar com o centro da galáxia, em 2012, farão ocorrer eventos capazes de causar o fim desta era do medo. Diz-se que nesta ocasião a humanidade subirá um degrau na espiral evolutiva.

Voltando à nossa linha de raciocínio, lembro de uma passagem do filme Apocalito, dirigido pelo Mel Gibson, onde um guerreiro indio em determinado momento ensina o filho a não levar o medo para dentro da aldeia a fim de não contaminar os demais. Mais tarde, diante da morte inevitável, o guerreiro demonstra ao filho extrema serenidade. Acredito que poucos, em nossos dias, estariam na condição mental de enfrentar a morte com tamanha serenidade. Todavia estas cenas do filme nos mostram algo que merece ser alcançado: Serenidade.

Existem muitas formas de alcançá-la, mas todas dependem exclusivamente de nós mesmos. Podemos usar o ritmo que é uma lei universal a nosso favor na busca desta meta. Certa vez ouvi alguém falando que, antes de agir, devemos decidir a ordem prioritária das atividades. Vivendo num ritmo ordenado e harmônico durante as atividades diárias e fazendo isso de forma voluntária, teremos uma distribuição de atividades e horários regulares de modo flexível onde poderemos dedicar atenção adequada a cada ato, conscientes de que o mais importante está sendo feito. Uma vida ritmada extingue a ansiedade e nos permite direcionar a atenção, o pensamento e nossos sentimentos para cada momento presente e não em divagações sobre um futuro esperado que talvez nunca chegue. Agindo assim, a rotina diária não mais incomodará. A percepção de que a vida é o eterno agora nos liberta dos limites do tempo e passamos a sentir prazer a cada instante. Observe a atitude de quem passou por um evento de quase morte. Seus valores mudaram.

Quanto mais penetrarmos no eterno presente, vivenciando cada instante e usando sabiamente as pausas entre uma atividade e outra, poderemos vivenciar a sensação de imortalidade tal como a sentimos no intervalo entre uma encarnação e outra. O fato de aproveitarmos com sabedoria a pausa entre uma tarefa e outra, propicia estarmos restaurados ao começarmos cada nova tarefa. Desta forma os períodos maiores de repouso, tão necessários para a saúde, serão mais eficientes já que não estaremos desgastados mas apenas cansados.

Houve um tempo em que povos antigos faziam cerimônias e rituais para alcançar uma vida cadenciada. Algum tempo atrás era comum a família sentar-se à mesa e ninguém se servia antes que se fizesse uma prece de agradecimento. Percebe-se hoje pessoas sem tempo para sentar-se ao fazer certas refeições. Parece que estão sempre atrasadas. A falta de tempo impede que o cérebro tenha presteza para registrar o que a alma nos diz. O "alinhamento" com a alma é extremamente favorável para gerar em nós paz e serenidade.

Se praticarmos por longo tempo pequenos períodos de descanso para o cérebro, sem ansiedades ou expectativas, onde passamos a assistir o que se passa em nossa mente e nas sensações do nosso corpo, chegará um momento em que as coisas externas não mais abalarão nossa serenidade. Então sim estaremos aptos a viver a vida em toda sua plenitude podendo, inclusive, ajudar pessoas necessitadas de paz interior.

Que possamos todos ter uma semana de Paz, Harmonia e Serenidade.