segunda-feira, 21 de março de 2011

Serenidade

Um dos fatores que auxiliam a nossa saúde física, mental e emocional é a serenidade. No mundo atribulado em que vivemos, pode-se questionar: Como alcançar a serenidade? Primeiro temos de tomar consciência de que a serenidade é um fator interno. Não é algo que as coisas externas devam servir de empecilho. Lembram daquela frase de Chico Xavier: "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim". Pois é, tudo depende da nossa maneira de encarar os fatos. Em nossa vida existem coisas que naturalmente por nossa ação chegam a bom termo. Outras jamais poderemos evitar que aconteçam. Neste caso temos de tomar uma atitude de neutralidade, pois como diz o provérbio: "o que não tem remédio, remediado está".

Como a serenidade é algo interno ao nosso ser, não adianta tentar alcançá-la fora com pessoas tais, ambientes ou religiões tais. O trabalho a ser feito é dentro de nós mesmos.

Um dos fatores internos que contribuem para a perda da serenidade é o medo. Vivemos hoje num mundo onde o medo determina a nossa vida. As pessoas, num modo geral, sentem-se inseguras nos relacionamentos comerciais e emocionais. Por isso usam diversos artifícios para enfrentar isso: documentos assinados, normas de atitudes, procedimentos diversos em público, grades nas janelas, etc. Todos são artifícios externos que nem sempre dão certo. O medo como fator interno deve ser superado internamente.

Se refletirmos um pouco veremos que o medo é usado hoje como forma de coerção e controle. Inclusive nós mesmos, muitas vezes, o usamos exatamente desta mesma forma para manter o controle da situação quando nossos argumentos não surtem resultados positivos. Normalmente agimos assim com quem temos ascendência (filhos, empregados, etc.) ao invés de aproveitar a oportunidade e serenamente encontrarmos outra maneira de convencer quem quer que seja.

Há quem diga que a passagem e o consequente alinhamento do nosso sistema solar com o centro da galáxia, em 2012, farão ocorrer eventos capazes de causar o fim desta era do medo. Diz-se que nesta ocasião a humanidade subirá um degrau na espiral evolutiva.

Voltando à nossa linha de raciocínio, lembro de uma passagem do filme Apocalito, dirigido pelo Mel Gibson, onde um guerreiro indio em determinado momento ensina o filho a não levar o medo para dentro da aldeia a fim de não contaminar os demais. Mais tarde, diante da morte inevitável, o guerreiro demonstra ao filho extrema serenidade. Acredito que poucos, em nossos dias, estariam na condição mental de enfrentar a morte com tamanha serenidade. Todavia estas cenas do filme nos mostram algo que merece ser alcançado: Serenidade.

Existem muitas formas de alcançá-la, mas todas dependem exclusivamente de nós mesmos. Podemos usar o ritmo que é uma lei universal a nosso favor na busca desta meta. Certa vez ouvi alguém falando que, antes de agir, devemos decidir a ordem prioritária das atividades. Vivendo num ritmo ordenado e harmônico durante as atividades diárias e fazendo isso de forma voluntária, teremos uma distribuição de atividades e horários regulares de modo flexível onde poderemos dedicar atenção adequada a cada ato, conscientes de que o mais importante está sendo feito. Uma vida ritmada extingue a ansiedade e nos permite direcionar a atenção, o pensamento e nossos sentimentos para cada momento presente e não em divagações sobre um futuro esperado que talvez nunca chegue. Agindo assim, a rotina diária não mais incomodará. A percepção de que a vida é o eterno agora nos liberta dos limites do tempo e passamos a sentir prazer a cada instante. Observe a atitude de quem passou por um evento de quase morte. Seus valores mudaram.

Quanto mais penetrarmos no eterno presente, vivenciando cada instante e usando sabiamente as pausas entre uma atividade e outra, poderemos vivenciar a sensação de imortalidade tal como a sentimos no intervalo entre uma encarnação e outra. O fato de aproveitarmos com sabedoria a pausa entre uma tarefa e outra, propicia estarmos restaurados ao começarmos cada nova tarefa. Desta forma os períodos maiores de repouso, tão necessários para a saúde, serão mais eficientes já que não estaremos desgastados mas apenas cansados.

Houve um tempo em que povos antigos faziam cerimônias e rituais para alcançar uma vida cadenciada. Algum tempo atrás era comum a família sentar-se à mesa e ninguém se servia antes que se fizesse uma prece de agradecimento. Percebe-se hoje pessoas sem tempo para sentar-se ao fazer certas refeições. Parece que estão sempre atrasadas. A falta de tempo impede que o cérebro tenha presteza para registrar o que a alma nos diz. O "alinhamento" com a alma é extremamente favorável para gerar em nós paz e serenidade.

Se praticarmos por longo tempo pequenos períodos de descanso para o cérebro, sem ansiedades ou expectativas, onde passamos a assistir o que se passa em nossa mente e nas sensações do nosso corpo, chegará um momento em que as coisas externas não mais abalarão nossa serenidade. Então sim estaremos aptos a viver a vida em toda sua plenitude podendo, inclusive, ajudar pessoas necessitadas de paz interior.

Que possamos todos ter uma semana de Paz, Harmonia e Serenidade.

domingo, 6 de março de 2011

Transformação

Diferentemente da informação, o conhecimento real é algo a ser alcançado através de uma prática. De nada vale a informação se seu conteúdo não for colocado em uso. A informação refere-se ao saber intelectual enquanto que o conhecimento é algo que foi assimilado a partir do domínio de seu uso no dia a dia.

Quando o corpo retorna aos seus componentes originais com a sua morte, o intelecto desaparece e a consciência, que é um atributo da alma, leva consigo apenas o que foi assimilado durante a última encarnação. Somos portanto, o somatório deste conhecimento acumulado ao longo de muitas encarnações.

Somente a vivência de determinada informação é que nos leva ao verdadeiro conhecimento. Por isso dizemos que o verdadeiro conhecimento não é adquirido nas escolas. Lá apenas acumulamos informações.

A nossa transformação evolutiva portanto não é feita a partir das informações, mas do conhecimento adquirido pelo emprego adequado das informações que vamos catalogando ao longo da vida.

Hoje acredita-se que existam vários níveis de consciência além do físico, emocional e mental. Também acredita-se que as leis naturais de um nível de consciência o regem exclusivamente não servindo a outro.

Como ilustração podemos citar que os vegetarianos dizem que o reino vegetal segue uma lei superior a reino humano: a da doação pura. Por esta lei, os vegetais teriam sua finalidade em servir os reinos superiores ao seu. Assim, uma fruta, por exemplo, não sofreria ao ser usada como alimento. Outros defendem que o reino vegetal está num estado de consciência semelhante ao sono sem sonhos e portanto não sentiria dor ao ser consumida. O importante aqui é percebermos que existem níveis diferenciados de consciência.

Muito se fala hoje nas mudanças que ocorrerão no nosso planeta quando o nosso sistema solar alinhar-se com o centro da galáxia. Cita-se que o eixo magnético da Terra mudará de posição e ocorrerão várias transformações na sua crosta.

Hoje já percebemos que a poluição ambiental, o derretimento das calotas polares além de várias alterações climáticas estão acontecendo. Muitos destes fatores só estão acontecendo pela maneira com que a humanidade vem vivendo.

Embora a maioria saiba disso, poucos são os que se dispõe a mudar sua forma de vida. Isto nos remete ao ponto inicial: muitos possuem a informação, mas não a transformaram em conhecimento real. O que se observa é que prevendo catástrofes, pensa-se em armazenar mantimentos e água quando o mais correto seria mudarmos a maneira de viver. Somente se tivéssemos vivido com esta consciência teríamos evitado muitos dos problemas pelos quais a Terra está passando. Isto sim, seria uma elevação do nosso nível de consciência para um mais elevado.

Por que então não agimos assim? Porque estamos acostumados a pensar e decidir pelas leis do plano físico. O intelecto, que é físico, só sabe trabalhar com as leis do plano físico.

A verdadeira mudança acontece através da compreensão de que precisamos nos harmonizar com leis de planos superiores de consciência e passarmos a viver de acordo com elas. Isto propiciará que nossa compreensão seja alargada cada vez mais. Porém, precisamos estar dispostos a esta mudança, pois "que nada muda se você não mudar"(letra da música Companheiro - Maria Eugenia).

Acredito sinceramente que este seria o caminho mais correto para se viver numa época de grandes e rápidas transformações como as que o nosso planeta está passando.

Que possamos ter uma semana de Paz e Harmonia.